17 de junho de 2009

 

Judiaria albicastrense

Tem-se assistido com alguma insistência à judiariazação do património cultural albicastrense por parte do nosso conhecido Arquitecto José da Conceição Afonso, antigo homem-forte do instituto que em Portugal vela (mal) pelo património cultural. Não se tem olhado a meios para promover tal empresa. O Reconquista, órgão oficial do poder tem sido fiel aliado nesta cruzada por tudo baptizar de “judeu” em Castelo Branco. Até as figuras da Câmara aparecem nesta campanha.

Sei que estou a entrar num campo polémico, mas já é hora de alguém parar com os devaneios judaicos. Portados que sempre foram datados no século XVI, são agora portados judaicos do séc. XV? De repente estes portados estão cheios de símbolos judaicos? Os judeus, coitados, o que quereriam era passarem despercebidos, por isso não acredito que gravassem destes símbolos nas suas portas. Nem estes nem nenhuns outros. Igualmente não concordo com a existência de uma judiaria, quase tão grande como o resto da cidade, e quanto à sua localização, igualmente ponho sérias dúvidas.

É pena que a cidade de Castelo Branco só preste atenção a este tipo de sensacionalismo duvidoso e não promova um trabalho de investigação sério. Mas enfim, nesta época o que vigora é o sensacionalismo e as patranhices históricas que os inúmeros cortejos alegóricos medievais reforçam.

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24 de abril de 2009

 

Muralhas albicastrenses


Ao ler esta notícia no Reconquista, apenas uma pergunta, desde logo, nos aflora no pensamento. O que andou a fazer esta personagem quando detinha poder? Lembremo-nos que foi Director Regional do IPPAR de Castelo Branco durante mais de 10 anos. Judiarices?

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8 de janeiro de 2009

 

Adeusinho...
















E pronto é a vidinha. Até vem o valor da reforma no Diário da República. O nosso velho amigo Sr. Arquitecto José Afonso já está de abalada do camaleónico cargo que, na última década, desenvolveu com muito brilho e competência – director do IPPAR, do IGESPAR e da Delegação Regional da Cultura do Centro.

Vai daí resolveu conversar com uma jornalista do”Reconquista”, jornal da Paróquia da minha cidade, sobre vários assuntos com interesse para o património da região. A mesma, foi chamada de primeira página. O título, por baixo da fotografia do arquitecto (que reproduz um sorrisinho malandreco a gozar a reforma ao contrário de outras que o apresentavam com o semblante carregado), é muito interessante -CULTURA. JOSÉ AFONSO DEIXA CRITICAS NA HORA DE SAIR

Mas… que diabo! Quando pensávamos que ia ser e sair coisa da grossa, a peça reproduz umas criticas mais a penderem para o ressabiamento e para os ressentimentos … burocráticos. Mas há que ler com atenção mais esta peça produzida com o pensamento do Sr. Arquitecto, principalmente pelas contradições, inverdades processuais, históricas e ignorâncias que apresenta. Desde logo a sua paixão, agora declarada, pela arqueologia é o máximo. A apropriação por parte dele (logo do antigo IPPAR-IGESPPAR) dos trabalhos de natureza arqueológica que ainda estão a ser realizados na cidade é, no mínimo, de gosto duvidoso. Até questões do foro científico produzidas pelos nossos colegas são aí escarrapachadas. Ainda por cima são do conhecimento de muitas pessoas as suas atitudes palacianas e pouco firmes relativamente ao património da nossa cidade. Não nos esqueçamos dos clandestinos e dos projectos de classificação como património nacional o Parque da cidade e de outras pérolas… A delegação de Castelo Branco, só agora “descobriu” Castelo Branco? È algo tarde, não acha Sr. Arquitecto Afonso!

Mas Senhor arquitecto, a bem da verdade histórica, pode estar descansado. As positividades da sua longa gestão do património regional serão, no futuro, aqui revelados. Um trabalho de arqueologia da memória muito, mas mesmo muito difícil mas sairá. Fica prometido. Revelação em todos os contextos, situações e acima de tudo protagonistas…

Também de muito interesse para a análise do estado da Nação cultural, as criticas feitas pelo arquitecto José Afonso à antiga Ministra da Cultura Professora Doutora Isabel Pires de Lima. O antigo dirigente superior do IPPAR e do IGGEPAR, o actual Presidente da Delegação da Cultura de Castelo Branco, o Presidente da Ordem dos arquitectos do distrito de Castelo Branco, antigo funcionário do Estado em Macau, o membro pelo Partido Socialista da Assembleia Municipal de Castelo Branco diz que a sua antiga ministra do Governo que o renomeou ser: e citamos «uma ministra de má memória.»

Que engraçado. O Sr. Arquitecto não fazia parte do concelho geral do IPPAR que era só o órgão principal da gestão do património de Portugal? E o que é que lá dizia? Fez muitas propostas para melhorar a gestão da coisa pública? Não recebia ajudas pelo custo de ir contemplar o Tejo? Não era uma pessoa de confiança politica do Ministério? Onde está o princípio de lealdade e de postura de Estado republicana? Enfim deve ser do cansaço intelectual. Olhe, meu caro, critica por crítica pode continuar a criticar, agora às claras, a Câmara Municipal de Castelo Branco que era para si, os grandes responsáveis pela desgraça e descuido patrimonial da cidade. Pois neste caso, o Sr.,. Arquitecto não é, como diz o nosso Povo, pobre e mal agradecido. É rico. Parabéns pela merecida reforma deste ex-agente do Estado. Agora que já tem mais tempo livre venha mais vezes a Idanha-a-Velha em passeio higiénico. Adeusinho, muita saúde e até um dia.

PS – Diz o Arquitecto: «na cidade quinhentista existe património cristão, património cristão-novo e património judaico, um conjunto que a nível da Beira Interior Norte e Sul e Norte Alentejano tem impacto que pode atingir o interesse mundial.». Sim, sim. Pois.

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7 de outubro de 2008

 

A careta


Para a história da defesa do património na região e dos seus principais actores oficiais e oficiosos, reproduzimos uma pequena entrevista ao Sr. Arquitecto José Afonso do Diário XXI, para todos os efeitos, ainda o director da delegação de Castelo Branco da Direcção Regional da Cultura do Centro, depois de ter sido quase uma década o responsável pelo IPPAR ( depois do tal fenómeno…).

Apresentado como “a cara da preservação patrimonial” – que raio de classificação - o nosso arquitecto deixa implícito variadas críticas ao novo modelo de gestão do património regional, comparando o de hoje como o do… antigamente.

Anuncia ainda que pediu a reforma por razões pessoais. Está no seu completo direito reformar-se depois de tantos anos de dedicação ao património nacional e regional. O Arquitecto Afonso soube muito bem compactar o espírito de missão patrimonialista do Estado como Delegado Regional de Cultura de Castelo Branco, com a direcção da delegação da Ordem dos Arquitectos do Distrito de Castelo Branco e com a bancada do Partido Socialista da Assembleia Municipal de Castelo Branco de que faz parte. Com tanta coisa, é normal que esteja cansado. Afirma que está muito doído com a situação de infuncionalidade – serve para pouco ou nada - a que este serviço público pago com o dinheiro dos nosso impostos, está sujeito com a nova orgânica …desconcentrada. Amigo Arquitecto Afonso não é falta de inteligência duvidar das certezas de certas pessoas. È de sábio. Quanto a caras ás vezes mais do que bajulices há gente que só entende as coisas quando nos seus carnavais de soberba politica e de burrice técnica são confrontados com uma grande careta…

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18 de julho de 2008

 

Sondagens brancas e pretas


Poderá parecer algo requentado mais este prato deste pantagruélico manjar arqueológico albicastrense. Mas estas coisas, depois de um tempo, passam a fontes históricas cuja recolha e classificação são importantes para o entendimento das situações. Tal é ocaso. Esta notícia do jornal Povo da Beira de 8 de Julho, relata uma intervenção feita pelo Sr. Arquitecto José Afonso na Assembleia Municipal de Castelo Branco no dia 27 de Junho. Para quem não sabe, o Sr. Arquitecto Afonso para além de director da delegação da Ordem dos Arquitectos do Distrito de Castelo Branco também é o Delegado Regional de Cultura de Castelo Branco. Igualmente, como devem estar lembrados, foi durante anos fio a pavio, o chefe do IPPAR que tão bons prestamos fez em prol do património regional. A tal obra é que ainda tarda! Pois bem, afinal o nosso amigo arquitecto também é membro da bancada do Partido Socialista da Assembleia Municipal de Castelo Branco. Até aqui tudo bem. Está no seu direito.

O que o Sr. Arquitecto relatou na sessão vem transcrito em discurso directo na notícia. E porque é que o fez? Está dentro das suas funções prestar declarações de assuntos de serviço em cenários nitidamente partidários. Afinal, ele é uma chefia do Estado ou não? É por estas e por outras que se pede a credibilidade. Diz o arquitecto que, e citamos, «foi preciso estar atento à abertura do parque». E quem é que esteve atento e quem tão, estrategicamente, desatento neste assunto.

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17 de janeiro de 2008

 

Mais Centros Interiores



Com a devida vénia transcrevemos de uma entrevista ao Sr. Arquitecto José Conceição Afonso publicado no jornal de Castelo Branco “Povo da Beira” de 15 de Janeiro de 008:
«O INTERIOR DO PAÍS É O CENTRO E NÃO UM CAMPANÁRIO DENTRO DO MUNDO GLOBAL».
O galo de Monsanto da Beira que também se cuide.

PS- Pelo seu interesse para a iluminação da estratégia oficial em prol do Património Cultural (Rotas, fundações, auto-estradas, vias para Espanha, arte pré-históricas, mouros, judeus , etc, etc) voltaremos em breve a esta e a outras entrevistas que o nosso caro amigo Sr. Arquitecto José Afonso tem vindo ultimamente a dar a alguns órgãos de comunicação social. Segundo o Povo da Beira, actualmente, o Sr. Arquitecto Afonso é, e citamos, «arquitecto, é ex-director regional do ex-Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) e, actualmente, exerce funções de delegado de Castelo branco da Direcção de Cultura do centro, mas não nomeado.(SIC) É também delegado distrital da Ordem dos Arquitectos da Secção regional do Sul.»

Só lá falta uma coisita. O Arquitecto Afonso também é membro da Assembleia Municipal da autarquia albicastrense

Com tantos afazeres e responsabilidades que se cuide muito, que muito se cuide é o que lhe desejamos Sr. Arquitecto.. E que venha de lá essa nomeação… a bem do nosso património.

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18 de abril de 2007

 

Palavras para quê?

Tapada das Poldras (Idanha-a-Velha). Acompanhamento de obra


O Sr. arquitecto José Afonso, diligente director do extinto IPPAR, dá hoje uma entrevista ao Diário XXI a propósito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Vale a pena passar os olhos sobre estas páginas pois ficamos inteirados de vez sobre qual é o posicionamento doutrinário do Sr. arquitecto no respeitante a conceitos e filosofias do património. Li três vezes a peça. Confirmei os nomes e as datas: Estamos mesmo no dia 18 de Abril de 2007, Hemisfério norte, Europa, Portugal e a entrevista é ao Sr. arquitecto José Afonso. As respostas. Bom. Aceitam-se. Afinal o ex-ippar está em gestão corrente, logo desculpam-se estas coisas. E ficámos sempre a saber do futuro do arquitecto que se assume como pai da preservação do património da BI e promete continuar a lutar pela causa. Não duvidamos.

- Caso seja convidado, está disponível para continuar o trabalho à frente da futura delegação?
– Estou na direcção regional do IPPAR de Castelo Branco desde a fundação e é quase uma «filha» para mim. Ao longo da minha vida profissional na função pública sempre me dediquei com enorme paixão. Continuarei a bater-me pela causa do património, não obstante o cargo que ocupe.
-Está a fugir à questão?

– Limito-me a dizer o que, de momento, me parece mais indicado.


Depois o outro é que era dado a tabus. Para a próxima vez que estiver com ele, juro que lhe vou perguntar duas coisas: O porquê da sua visão economicista do património que é muito discutível e exagerada. Carros são carros. E o património não são só pedras. E como é que a A 23 é o eixo patrimonialista do território? Entre as cidades e o resto do território há mais rotas para além dessa ou não?

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