8 de janeiro de 2009

 

Adeusinho...
















E pronto é a vidinha. Até vem o valor da reforma no Diário da República. O nosso velho amigo Sr. Arquitecto José Afonso já está de abalada do camaleónico cargo que, na última década, desenvolveu com muito brilho e competência – director do IPPAR, do IGESPAR e da Delegação Regional da Cultura do Centro.

Vai daí resolveu conversar com uma jornalista do”Reconquista”, jornal da Paróquia da minha cidade, sobre vários assuntos com interesse para o património da região. A mesma, foi chamada de primeira página. O título, por baixo da fotografia do arquitecto (que reproduz um sorrisinho malandreco a gozar a reforma ao contrário de outras que o apresentavam com o semblante carregado), é muito interessante -CULTURA. JOSÉ AFONSO DEIXA CRITICAS NA HORA DE SAIR

Mas… que diabo! Quando pensávamos que ia ser e sair coisa da grossa, a peça reproduz umas criticas mais a penderem para o ressabiamento e para os ressentimentos … burocráticos. Mas há que ler com atenção mais esta peça produzida com o pensamento do Sr. Arquitecto, principalmente pelas contradições, inverdades processuais, históricas e ignorâncias que apresenta. Desde logo a sua paixão, agora declarada, pela arqueologia é o máximo. A apropriação por parte dele (logo do antigo IPPAR-IGESPPAR) dos trabalhos de natureza arqueológica que ainda estão a ser realizados na cidade é, no mínimo, de gosto duvidoso. Até questões do foro científico produzidas pelos nossos colegas são aí escarrapachadas. Ainda por cima são do conhecimento de muitas pessoas as suas atitudes palacianas e pouco firmes relativamente ao património da nossa cidade. Não nos esqueçamos dos clandestinos e dos projectos de classificação como património nacional o Parque da cidade e de outras pérolas… A delegação de Castelo Branco, só agora “descobriu” Castelo Branco? È algo tarde, não acha Sr. Arquitecto Afonso!

Mas Senhor arquitecto, a bem da verdade histórica, pode estar descansado. As positividades da sua longa gestão do património regional serão, no futuro, aqui revelados. Um trabalho de arqueologia da memória muito, mas mesmo muito difícil mas sairá. Fica prometido. Revelação em todos os contextos, situações e acima de tudo protagonistas…

Também de muito interesse para a análise do estado da Nação cultural, as criticas feitas pelo arquitecto José Afonso à antiga Ministra da Cultura Professora Doutora Isabel Pires de Lima. O antigo dirigente superior do IPPAR e do IGGEPAR, o actual Presidente da Delegação da Cultura de Castelo Branco, o Presidente da Ordem dos arquitectos do distrito de Castelo Branco, antigo funcionário do Estado em Macau, o membro pelo Partido Socialista da Assembleia Municipal de Castelo Branco diz que a sua antiga ministra do Governo que o renomeou ser: e citamos «uma ministra de má memória.»

Que engraçado. O Sr. Arquitecto não fazia parte do concelho geral do IPPAR que era só o órgão principal da gestão do património de Portugal? E o que é que lá dizia? Fez muitas propostas para melhorar a gestão da coisa pública? Não recebia ajudas pelo custo de ir contemplar o Tejo? Não era uma pessoa de confiança politica do Ministério? Onde está o princípio de lealdade e de postura de Estado republicana? Enfim deve ser do cansaço intelectual. Olhe, meu caro, critica por crítica pode continuar a criticar, agora às claras, a Câmara Municipal de Castelo Branco que era para si, os grandes responsáveis pela desgraça e descuido patrimonial da cidade. Pois neste caso, o Sr.,. Arquitecto não é, como diz o nosso Povo, pobre e mal agradecido. É rico. Parabéns pela merecida reforma deste ex-agente do Estado. Agora que já tem mais tempo livre venha mais vezes a Idanha-a-Velha em passeio higiénico. Adeusinho, muita saúde e até um dia.

PS – Diz o Arquitecto: «na cidade quinhentista existe património cristão, património cristão-novo e património judaico, um conjunto que a nível da Beira Interior Norte e Sul e Norte Alentejano tem impacto que pode atingir o interesse mundial.». Sim, sim. Pois.

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Comments:
Revela uma personalidade sem carácter e sem nível para ser agente do Governo.Quem é que o apoiou dentro do Partido Socialista?
 
Depois do nosso colega e amigo António Assunção da Voz do Goulinho me ter apresentado a sujestão de um encontro convivio de todos os bloguistas da nossa região, quero dizer vos que estou aberto a propostas.
Deixem a vossa opinião nos comentarios do meu Blog, pois eu acho que a ideia tem pernas para andar
um Abraço
Luantes
 
Este discurso parece o de Sócrates ou de qualquer ministro das áreas de finanças, economia ou cultura...
Está tudo podre e precisar de ser revisto, mas está tudo bem, não podia estar melhor, nós até temos dinheiro para dar e vender!

Yzark
 
Vejam lá esta é muito boa, para o arquitecto a arqueologia até se faz de borla. Que raio de empresa é esta?

Lucy, a macaca humana
 
Os delírios do arquitecto.
 
Não deixa saudades. claro que houve pior.É certo que na Assem. Municipal, levava lá umas coisitas para valorizar o seu lugar,desde que não colidissem com o Sr Pres. da Câmara.Às vezes lá fazia umas "cóceguitas" para disfarçar.
Como o P da C nem disso gosta, dizia que ele era um chato que era suficiente para o calar.
 
Não diz nada sobre a prestação do vereador Arnaldo Brás no "nós por cá". sobre o forma como fizeram as caldeiras das árvores da 1º Maio. Um "brinquinho". é destes que o Morão gosta. Ele foi lá? é o fostes...os rapazes têm que fazer alguma coisa As explicações foram foi um dó de alma. Um gozo.
 
Mau, mau agora andais a defender o governo e o ps?
 
Um muito bom ano de 2009 com saúde e criatividade. O blogue da Aldraba mudou de endereço.
http://associacaoaldraba.blogspot.com/
 
ATENÇÃO GRAVE ATENTADO ARQUEOLÓGICO

NO CASTELO DE CASTELO BRANCO
A EMPRESA JÁ NÃO ESTÁ LÁ.
QUE SE PASSOU?
 
O presidente Morão resolveu acabar com as escavações com ciúmes da entrevista ao arquitecto ?


Quem responde?
Lucy, a macaca humana
 
Penso que estão de férias. Terão subsídio?...
 
De duas uma...

Acabou o contrato ou escavações gratuitamente só se fazem uma vez na vida...

AD
 
A história das escavaçõs gratuitas deve estar muito mal contada...

O importante, e o grave, é o facto, de , a ser verdade, a obra já não estar a ser acompanhada.

O que dirá a tutela a isto? Será que está ao corrente da situação?

Provavelmente, mais uma vez vai fazer vista grossa. A destruição continua e nada se faz... e os responsáveis continuam sempre impunes, a fazer o que bem lhes apetece com um património que é de todos.
 
O problema desta "magnífica" entrevista está em que quem não conhece a verdadeira realidade do caos arqueológico em que Castelo Branco se encontra mergulhada, acredita que esta cidade beirã é um centro de investigação muito à frente de outros locais onde realmente se fazem estudos e se preserva o património arqueológico.

Esta será a leitura da comunidade arqueológica nacional, que recentemente teve acesso a esta entrevista através do fórum archport, com a qual não vem nenhuma "informação introdutória" como o autor deste blog colocou.

E já agora, o tal plano Castelo Branco XXI que o arquitecto refere na entrevista (disponível no site da CMCB), já alguém o leu? Se sim, gostava de saber se também acharam estranho a inexistência de qualquer referência à conservação do património ou a estudos de arqueologia? E já agora o que acharam do projecto de instalar um funicular na R. dos Peleteiros?

Yzark
 
Caro Pedro Salvado: Fazes falta ao castelo e aos nossos patrimónios.
 
http://castelobrancocidade.blogspot.com/
 
O espanto é que o Arq.finaliza do seguinte modo: "A Câmara tem vindo a fazer melhorias extaordinárias em questões de pormenor ou até globais em alguns projectos do antigo Pòlis". Quais? Discutiram com quem? Os cidadãos participaram? Claro que não!Quem era o Presidente do Pólis? O Pres.da Câmara. Então anda a emendar os seus próprios erros... É assim com esta massa crítica tão "graxista" que lá vamos?
Ó sr.Arquitecto, poupe-nos...
 
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