2 de dezembro de 2009

 

Arqueologia Urbana Albicastrense

Chafariz de S. Marcos (Castelo Branco)
Em Castelo Branco, arqueologia preventiva, significa sempre que a intervenção é posterior à destruição. Mais uma perca para o património cultural da cidade, a juntar aos sucessivos verificados nos últimos anos?

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29 de junho de 2009

 

Balda arqueológica




Que a arqueologia urbana em Castelo Branco é o que é, ou melhor, não é, já todos nós sabemos mas sinceramente! Sinceramente não se percebe a conivência do IGESPAR com estas destruições sistemáticas e revolvimentos do sub-solo da cidade histórica sem qualquer tipo de acompanhamento arqueológico. A não ser que os mesmos sejam feitos por alguém de noite, entre anedotas e fofoqueiras, mais intriguinhas e discussões dos namoricos de cada um, com um ganda drink na sua suave mãozinha. Nada melhor que uma bebida geladinha para travar o pó dos trabalhos.

É a célebre prática do célebre conherim albicastrense. Realmente, este último caso é o máximo na tentativa de camuflar e manipular a História local. O facto e a destruição situa-se em plena Praça de Camões, o antigo centro da vila medieval e quinhentista onde houve um pelourinho e se situava a Casa da Câmara até ao século XIX. Onde é que foram feitos as minimizações e os estudos de impacto arqueológico destas obras? Devem estar guardados no cofre da Câmara como todos os segredos de Estado. A Câmara prometeu não destruir o nosso património. Pelo que se sabe e se vê!, Castelo Branco, a nossa Câmara, não tem cumprido. Nada! A Câmara de Castelo Branco tem sido, com a sua vertigem das obras, a maior destruidora de sempre do património arqueológico da cidade. Custa dizê-lo mas é verdade. E de quem é culpa? Está na cara: o IGESPAR! O nacional e regional. Principalmente porque tudo isto devia ter sido evitado se um determinado arquitecto muito dado a descobertas de judiarias, tivesse feito os trabalhos de casa. Pelo que se sabe não fez.

E a balda continua.

Fotos de Luís Lourenço e de Dias dos Reis

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6 de fevereiro de 2009

 

Pias de S. Bartolomeu voam para Espanha

As pias da fonte de S. Bartolomeu, perto de Castelo Branco, foram vendidas e removidas do seu local para sítio incerto em Espanha, segundo nos conta o Reconquista desta semana. Dizem que se tratou de um negócio legal. Pois, pois, qual é o negócio em Portugal que não é legal? Quem diz negócio diz negociata. Ainda estou atónito a tanta bandalheira a que está votado o património cultural português. Mas no fundo o dono do terreno tem uma certa razão ao afirmar que as pias estavam lá há tanto tempo e que ninguém lhes ligava, até estavam cobertas de mato e silvas, e que agora que as "despachou" é que vieram a "chorar" a perda.
Gostava no entanto de ouvir pareceres sobre este acontecimento, e sobre a legalidade da venda, já que me parece que a fonte de S. Bartolomeu é pública. Qualquer dia ainda alguém vende a Fonte de S. Marcos ou a Graça só porque estão quase ao abandono. Estarei a falar certo?
Foto do jornal Reconquista

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22 de dezembro de 2008

 

Infelizmente a COISA continua...

O grande e nefasto paradigma arqueológico da cidade de Castelo Branco prossegue o seu ritmo de destruição ao arrepio de todas as leis. É cada vez mais caso para dizer: para que é que, efectivamente, servem os técnicos que estão anelados ao IGESPAR cá da região.

Na foto, que chegou, por via mail, são visíveis algumas coisas. A Coisa que justifica a destruição e a cama estratigráfica onde está a ser colocada. Realmente isto do património são coisinhas de nada, comparadas com o calendário eleitoral. Outra coisa: aquilo que lá está ao fundo é um antigo torreão da muralha quinhentista. Vejam lá bem. È só para lembrar, meus caros, técnicos do património e da cultura patrimonial, arqueológica e artística da Câmara Municipal de Castelo Branco, tão dados a, ultimamente, “descobrirem” muralhas.

Para ver mais destas LINDAS coisas DO TURISMO ARQUEOLÓGICO ALBICASTRENSE

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17 de setembro de 2008

 

Mistérios templários







Continuam impavidamente a destruir património arqueológico;

Continuam a não cumprir as Leis;

Continuam a não respeitar o Passado;

Continuam a confundir;

Continuam a promover a mediocridade;

Continuam a ter medo da verdade;

Continuam a manipular a ciência;

Continuam a não ser arqueólogos;

Continuam a não ser historiadores;

Continuam a não ser políticos cultos;

Continuam a não ser políticos responsáveis;

Continuam a mentir;

Continuam a ser pérfidos;

Continuam ridículos;

Continuam a ser a prova do não ser;

Continuam a ser mentalmente ocos

Continuam a ter;

Continuam a ter mais;

Continuam a ter muito mais;

Continuam a ter mais e mais poder e dinheiro;

Continuam a ter só isto: tudo e mais alguma coisa

Continuam

Continuam

Mas como não acreditam na realidade começaram a ser fotógrafos.

Uma fotografia nunca é a realidade Continua-a. Será?

TUDO ISTO NUMA CIDADE PERTO DE SI

Onde é?

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19 de junho de 2008

 

Património albicastro


Pronto. Acabou-se. Tal como tínhamos avançado, «a direcção Nacional do IGESPAR veio colocar um ponto final sobre a polémica sobre a importância histórica da galeria que liga dois poços no Largo de S. João». Isto vem na primeira página do nosso jornal regional “Reconquista” que assim anuncia o seguinte facto: a memória do túnel é preservada. Todos rejubilamos com isto.

MAS

Mas o jornalista que assina a peça, o nosso velho conhecido e excelente profissional João Carrega, fala de polémica. A palavra é mesmo essa, polémica. Curioso. É que no desenvolvimento da peça essa dita polémica» não é aflorada em nenhum sítio. Terá havido alguma? E se sim, entre quem? Entre a Câmara e o Igespar Nacional? Entre a Câmara e o Igespar local (Arquitecto José Afonso)? Entre o construtor do parque de estacionamento, a Câmara, e o Igespar? Polémica entre os arquitectos do projecto, os engenheiros da Câmara e os arquitectos do Igespar? Polémica entre o Presidente e os arquitectos os do Igespar e os do Projecto? Polémica entre os arqueólogos das retroescavadoras e os do colherim? Entre os promotores das baldas e ignorâncias técnicas cujos resultados não adquirem nenhuma credibilidade cientifica e os que querem e defendem uma Arqueologia para Castelo Branco verdadeiramente preventiva? Polémica afinal onde? Houve, isso sim, um consenso negociado que ajudasse a tapar as seguintes realidades: O Igespar está em Castelo Branco está, vai para muitos anos, algo desatento no que se refere à defesa do Património construído.

Deve ser, para já, um problema de óculos!

A «OBRA» é que manda. Sempre, sempre. Ela vale mais do que as palavras. Logo esse é que foi a questão a estrutura podia atrasar a OBRA. O resto foram cedências, os chamados males menores para aqueles que apesar de alvorarem que andam a defender o património do Pais e da região são com o silencio coniventes com as destruições por sobrevivência politica e social. Gostam muito de serem chefes de alguma coisa. Polémicas. Ui,ui. Tá quieto. Só em surdina…e sempre a olha para os lados. É que Polémica «é a prática de provocar disputas e causar controvérsias em diversos campos discursivos, como na religião, na filosofia, na política, na arte, na literatura, etc. É necessário salientar que polémica NÃO È SINÒNIMO de brigas ou discórdia hostil. Muitas obras literárias nasceram num contexto de polémica, defendendo (neste caso trata-se de uma apologia) ou refutando uma determinada tese. É mesmo frequente citar-se a polémica como algo necessário para o avanço do conhecimento nestes campos. Alguns autores clássicos, como Cícero ou Santo Agostinho deixaram obras notáveis que se inscreviam em polémicas políticas e religiosas.» Portanto fica aqui um aviso a alguns daqueles que classificam os outros como boas ou más pessoas, bons ou maus cidadãos, bons ou maus técnicos por se ser mais ou mais ou menos polémicas. Geralmente esses que criticam sabem no seu intimo uma coisa - Que os polémicos não são ignorantes, broncos e de raio intelectual curto… Portanto atenção àquilo o que alguns e algumas andam para aí a dizer de cidadãos honrados e com direito ao bom nome. Essas maledicências, essas calúnias, essas injurias socialmente tão aceites no café e em alguns gabinetes resolvem-se na DOMUS IVSTITIAE. Pois é.

Metam a mão na consciência e talvez fiquem mais iluminados como aconteceu agora ao Senhor Presidente Joaquim Morão. O senhor Presidente dá-nos no Reconquista, para nossa surpresa, uma grande lição de História. Bem haja Presidente por saber tanto destas coisas. Como se nota a importância da vinda a Castelo Branco do Professor Doutor João Pedro Ribeiro. E. É espantoso constatar que afinal e apesar do IGESPAR de Lisboa ter dito que a mina não apresentava grande singularidade patrimonial, a Câmara resiste e dá uma lição de preservação da memória histórica da nossa cidade. Assim é que é. Contra as adoráveis mentirinhas dos pseudo patrimonialistas da cidade, a Câmara dá uma lição única ao nível do País. Depois do aqueduto das Águas Livres, é o túnel do Largo de S. João de Castelo Branco, a estrutura hidráulica mais musealisada de todo o nosso Portugal PATRIMONIAL.

PS- 1- O parecer técnico do Igespar , transcrito no «Reconquista», afirma ser este “um sistema comum da região”. Gostaríamos de saber onde se situam, esses exemplos, nomeadamente aqueles que tenham 1, 90 de altura…

2- As sete sondagens arqueológicas realizadas no Largo prometem ser mais uma interessante página da arqueologia albicastrense depois do mito do quadrado 118. Esperemos pela consulta pública dos relatórios.

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11 de junho de 2008

 

Largo de S. João



Soube por telefone que já foi destruído o alvanel (túnel) que apareceu no Largo de S. João em Castelo Branco. Pelos vistos devem ter optado pela destruição e continuação da obra. Mas quem deu parecer sobre a importância ou não do "achado". Será que foi quem forneceu igual informação sobre tudo o que apareceu ou não apareceu em todo o Pólis? Castelo Branco está entregue a uma fauna rara e forasteira que teima em reinar, com o beneplácido dos albicastrenses que mais não sabem que dar "bem hajas".... (qualquer dia com o chapéu na mão).
Será que os albicastrenses querem do fundo do coração uma cidade descaracterizada conforme no-la estão a vender. Progresso sim, mas respeitando o património albicastrense. Afinal, como dizia um dos meus comentadores, não houve nenhum terramoto para se estar a mudar tudo. Mas parece que alguém está com fé em ser Marquês de Pombal.

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