13 de agosto de 2008
Afinal há capela?
Afinal há capela ou será a recreação prometida pela Câmara?
Etiquetas: Capelas, Castelo Branco, Largo de S. João
20 de junho de 2008
Património albi-casto
FECIT LUX
Na peça jornalística do Reconquista de autoria de João Carrega, há uma imagem impactante, das três que acompanham a seguinte legenda: “O túnel foi devidamente estudado por especialistas na matéria”. É aquela onde um rosto com capacete branco, iluminado dentro do túnel.. Serão estes os especialistas? O rosto branco provoca-nos arrepios e temores. Misteriosa criatura. De quem será esta face fantasmagórica, tipo máscara do filme SCREEAM UAAAAAAAu. O fantasma do túnel do parque.
Já sei. Com tanta luz deve ser um dos tais iluminados que um certo senhor anda sempre a falar.
O relinchar geológico ecoa no túnel…
Etiquetas: Largo de S. João, Túnel
19 de junho de 2008
Património albicastro

Pronto. Acabou-se. Tal como tínhamos avançado, «a direcção Nacional do IGESPAR veio colocar um ponto final sobre a polémica sobre a importância histórica da galeria que liga dois poços no Largo de S. João». Isto vem na primeira página do nosso jornal regional “Reconquista” que assim anuncia o seguinte facto: a memória do túnel é preservada. Todos rejubilamos com isto.
MAS
Mas o jornalista que assina a peça, o nosso velho conhecido e excelente profissional João Carrega, fala de polémica. A palavra é mesmo essa, polémica. Curioso. É que no desenvolvimento da peça essa dita polémica» não é aflorada em nenhum sítio. Terá havido alguma? E se sim, entre quem? Entre a Câmara e o Igespar Nacional? Entre a Câmara e o Igespar local (Arquitecto José Afonso)? Entre o construtor do parque de estacionamento, a Câmara, e o Igespar? Polémica entre os arquitectos do projecto, os engenheiros da Câmara e os arquitectos do Igespar? Polémica entre o Presidente e os arquitectos os do Igespar e os do Projecto? Polémica entre os arqueólogos das retroescavadoras e os do colherim? Entre os promotores das baldas e ignorâncias técnicas cujos resultados não adquirem nenhuma credibilidade cientifica e os que querem e defendem uma Arqueologia para Castelo Branco verdadeiramente preventiva? Polémica afinal onde? Houve, isso sim, um consenso negociado que ajudasse a tapar as seguintes realidades: O Igespar está
Deve ser, para já, um problema de óculos!
A «OBRA» é que manda. Sempre, sempre. Ela vale mais do que as palavras. Logo esse é que foi a questão a estrutura podia atrasar a OBRA. O resto foram cedências, os chamados males menores para aqueles que apesar de alvorarem que andam a defender o património do Pais e da região são com o silencio coniventes com as destruições por sobrevivência politica e social. Gostam muito de serem chefes de alguma coisa. Polémicas. Ui,ui. Tá quieto. Só em surdina…e sempre a olha para os lados. É que Polémica «é a prática de provocar disputas e causar controvérsias em diversos campos discursivos, como na religião, na filosofia, na política, na arte, na literatura, etc. É necessário salientar que polémica NÃO È SINÒNIMO de brigas ou discórdia hostil. Muitas obras literárias nasceram num contexto de polémica, defendendo (neste caso trata-se de uma apologia) ou refutando uma determinada tese. É mesmo frequente citar-se a polémica como algo necessário para o avanço do conhecimento nestes campos. Alguns autores clássicos, como Cícero ou Santo Agostinho deixaram obras notáveis que se inscreviam em polémicas políticas e religiosas.» Portanto fica aqui um aviso a alguns daqueles que classificam os outros como boas ou más pessoas, bons ou maus cidadãos, bons ou maus técnicos por se ser mais ou mais ou menos polémicas. Geralmente esses que criticam sabem no seu intimo uma coisa - Que os polémicos não são ignorantes, broncos e de raio intelectual curto… Portanto atenção àquilo o que alguns e algumas andam para aí a dizer de cidadãos honrados e com direito ao bom nome. Essas maledicências, essas calúnias, essas injurias socialmente tão aceites no café e em alguns gabinetes resolvem-se na DOMUS IVSTITIAE. Pois é.
Metam a mão na consciência e talvez fiquem mais iluminados como aconteceu agora ao Senhor Presidente Joaquim Morão. O senhor Presidente dá-nos no Reconquista, para nossa surpresa, uma grande lição de História. Bem haja Presidente por saber tanto destas coisas. Como se nota a importância da vinda a Castelo Branco do Professor Doutor João Pedro Ribeiro. E. É espantoso constatar que afinal e apesar do IGESPAR de Lisboa ter dito que a mina não apresentava grande singularidade patrimonial, a Câmara resiste e dá uma lição de preservação da memória histórica da nossa cidade. Assim é que é. Contra as adoráveis mentirinhas dos pseudo patrimonialistas da cidade, a Câmara dá uma lição única ao nível do País. Depois do aqueduto das Águas Livres, é o túnel do Largo de S. João de Castelo Branco, a estrutura hidráulica mais musealisada de todo o nosso Portugal PATRIMONIAL.
PS- 1- O parecer técnico do Igespar , transcrito no «Reconquista», afirma ser este “um sistema comum da região”. Gostaríamos de saber onde se situam, esses exemplos, nomeadamente aqueles que tenham 1, 90 de altura…
2- As sete sondagens arqueológicas realizadas no Largo prometem ser mais uma interessante página da arqueologia albicastrense depois do mito do quadrado 118. Esperemos pela consulta pública dos relatórios.
Etiquetas: Destruição do património cultural albicastrense, Largo de S. João, Túnel
17 de junho de 2008
Largo de S. João (Castelo Branco)

Etiquetas: Castelo Branco, Largo de S. João, Projecto de arquitectura
12 de junho de 2008
Para o Processo do «CRIME» 2
Para o Processo do «CRIME» 1
11 de junho de 2008
Património virtual

Na fotografia é visível um elemento do património da cidade destruído pela Câmara Municipal de Castelo Branco em princípios do século XX: a capela setecentista de S. João. A destruição foi entendida como um grande progresso para a terra para dar lugar a um …parque de árvores. Nem uma! Hoje o parque proposto é um de estacionamento
Desta edificação não se encontrou nenhum rasto dela depois de trabalhos arqueológicos autorizados. Situação técnico-histórica interessante não é? Como é que o adro ficou estratigraficamente tão limpinho. Já que estão com a mão nos filmes virtuais porque é que não fazem um “monumento” evocativo desta memória albicastrense? Dois filmes devem ser mais barato do que um. O automobilista turista ou residente descobrirá assim as duas vertentes do património: quando descer o alvanel virtual e ao subir as escadas a capela virtual.
Quanto ao cruzeiro, e segundo sabemos, não está previsto que deixe de ser de pedra. Por enquanto, por enquanto…
Etiquetas: Largo de S. João
O Património virtual é que está a dar




O “caso” da arqueologia patrocinada e praticada pela Câmara Municipal de Castelo Branco começa a ser considerado de manual das práticas mais complicadas de perceber e entender. Arqueologia urbana? Arqueologia preventiva? Tá quieto ! O que é isso?
Para esta realidade têm contribuído um conjunto de situações cientifica, metodológicas e políticas menos claras e de vários autores e autoras. Não vamos desenvolver pessoalismos em demasia pois, a seguir, vem logo a teoria da perseguição…
Há tempos fizemos referências à “descoberta” de um aqueduto do antigo sistema de águas da cidade. Foi daquelas coisas que acontecem. Que chatice ninguém estava à espera daquilo! Maldita máquina e aqueles tipelhos dos blogs que só atrasam as obras do progresso da cidade. Entretanto, e o mais caricato é que o espaço tinha sido objecto de sondagens arqueológicas que como sempre
Algumas pessoas manifestaram-se tendentes à sua preservação. A coisa foi mesmo anunciada num jornal local pelo Arquitecto Afonso que como sabemos é o responsável pelo IGESPAR cá do burgo. Para ele aquilo era para manter…Até afirmou que devia ser colocado um vidro a proteger o achado pois o mesmo tinha valor patrimonial.
Já o Presidente Joaquim Morão deve ter sido, imaginamos, como sempre, subtil. Pela frente muito patrimonialista e falinha mansas que sim, que sim Sr. Doutouri, por detrás encarou aquilo como, um entrave aos «seus» parques de estacionamento. O progresso é que conta. E tem todo o direito de assim pensar. Fazer parques de estacionamento é que é preparar o futuro da cidade. È o seu entendimento e pronto!
Já a arqueóloga foi, dizem, incansável no trabalho e nos acompanhamentos. Fazia o que podia… fazer ou não fazer. Coitadinha da rapariga. Quando soube que ela não pode assistir ao Congresso de Arqueologia do Museu por causa do excesso de trabalho até percorri toda a zona histórica da minha cidade para lhe dar a minha solidariedade. Infelizmente e depois de ter tropeçado em muitos buracos e valas abertas em todas as ruas medievas não a encontrei. Devia estar escrever os relatórios e a dar cronologias aos achados que
Lá vieram os especialistas prometidos pelo Presidente Morão. Eram todos do IGESPAR á frente com o Pré-historiador PROF. JOÃO PEDRO de Paiva Gomes CUNHA-RIBEIRO
http://www.fl.ul.pt/pessoais/jpribeiro/index.htm
Não sabemos o que aconteceu nas reuniões mas terá sido ele a dizer que o túnel
NÃO TÊM INTERESSE NENHUM. NÃO é PATRIMÓNIO. NÂO VALE NADA PORQUE NÃO È ANTIGO? É DO SÉCULO XIX! Interrogamos , atenção, não afirmamos.
Então quem é que deu ordem para arrasar o achado e porquê? O IGESPAR, O Arquitecto Afonso? O Presidente Joaquim Morão?
O DOUTOR JOÃO PEDRO CUNHA RIBEIRO?
Quem é que arrasou tudo para dar lugar ao estacionamento dos pós-pós? Porque é que não se cumpriu a musealização?
Os responsáveis NÃO ficaram com a consciência tranquila! E vai daí vão fazer um filme da estrutura para ser projectado no cimento da parede para os srs. automoblistas verem enquanto estacionam. Que lindo!
Destrói-se o original em troca de uns lugares para carros Que ecológico! È uma lição de património com a apoio do Presidente para iluminarem os toscos dos albicastrenses que não sabem nada de património… Vai ser giro explicar aos nossos netos que antes do betão do parque de estacionamento havia uma estrutura em pedra seca em xisto, do século XIX, que foi arrasada pelos sábios da câmara do século XXI, com o apoio e conivência dos reponsáveis?
Última pergunta quem paga o filme? E já agora a nível do património
PARA A FRENTE COM A ASSOCIAÇÃO DE PATRIMÒNIO CULTURAL.
PS- O LOCAL ESTÁ NA ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRECTA DE MONUMNENTO NACIONAL. OU NÂO?
As fotos recentes são autoria do nosso estimado Amigo Luís Norberto Lourenço, a quem desde já agradecemos
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22 de abril de 2008
Patrimónios lidos

Para ser ‘anexado’ ao processo das obras e acompanhamentos do Largo de S. João de Castelo Branco, publicamos um texto do nosso camarada e Amigo Pedro Salvado, saído no último número do periódico albicastrense “Gazeta do Interior”.
É apenas uma opinião. Que venham muitas mais e que não se a coisa não vá para estéreis ataques pessoais ou desvios do verdadeiro assunto.
Temos evitado alimentar essa cobarde estratégia. Estratégia que se resume ao seguinte. Fala-se ou aponta-se uma questão gravosa para o património, imediatamente há uns ou umas quantas (anónimas qb) que inundam os blogs com comentários contra o poder politico instituído, nomeadamente a obras de rotundas e de jardins de pedra e variantes, e Praça Polis levadas a cabo no mando construtiva do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Sr. Joaquim Morão, personalidade politica local meu velho conhecido, que tive ocasião de cumprimentar na minha cidade, no Congresso de Arqueologia no Museu Tavares Proença, na semana passada. Mais uns comentários, alguns com uns palavrões e tudo, e pronto a coisa é logo vista e transformada num ataque partidário. É um jogo de gente que sabe que nós sabemos que eles e elas não sabem nada de NADA! Os verdadeiros responsáveis pela situação, os incompetentes e as incompetentes que controlam estes assuntos assobiam para o lado ou ficam escondidos na penumbra armando-se em coitadinhos para os respectivos chefes. E em perseguidos e alvos políticos Não queriam mais nada meus caros e caros. A questão não é partidária , a questão é de saberes e de competências científicas, técnicas e porque não éticas… profissionais, profissionais. Apenas isso pois quanto ao resto…
A cidade escondida
A identificação de uma estrutura no subsolo do Largo de S. João, elemento do tecido urbano histórico de Castelo Branco, não pode constituir uma surpresa para ninguém. A materialidade contemporânea da nossa cidade inscreve-se num enraizamento temporalmente profundo, resultado de continuadas e sucessivas transformações, alargamentos e alterações do seu primevo modelado, das suas topografias domésticas, do seu locus genético, das suas expansivas ou regressivas fronteiras. A cidade, memória longa, é feita de muitas imagens e matérias conjugando-se e afirmando-se numa pluralidade estratigráfica variável. Conjunto em equilíbrio e em negociação constante, os múltiplos lugares de memória de uma cidade ocultam-se, envelhecem, esquecem-se.
. O Largo de S. João foi, durante séculos, um dos espaços situados fora das muralhas medievais de sociabilidade mais intensa e sentida. Aí convergia o caminho que conduzia a uma das entradas da então vila para quem vinha do norte e se situava um conjunto de equipamentos determinantes para o fruir do quotidiano económico, social e vivencial da comunidade. O Largo de S. João foi um palco privilegiado de conjugação das componentes do sagrado e do profano que ritmavam o calendário dos gestos das gentes. Sítio de angústias e de esperanças, de crenças e de folias, de ódios e de iconoclastias temporais e espirituais, de ligação entre os domínios públicos e os privados, em S. João localizavam-se, por exemplo, e entre outros, o açougue da Câmara até ao século XIX ou as primeiras sedes do Centro Artístico Albicastrense e do Grémio dos Artistas.
A memória religiosa histórica do largo é ainda hoje afirmada pela presença de um magnífico cruzeiro gótico, monumento nacional desde 1910. A sua qualidade artística continua a causar «estranheza» para alguns, como se a interioridade geográfica fosse, então, traduzida por atraso estilístico. «Estranhezas» de outra natureza haveriam, em 1912, de destruir a humilde capela mandada edificar, em 1715, por iniciativa de D. João de Mendonça, sobrepondo-se a outra que aí existia desde o século de quinhentos. Mas datava já de 1835 a intenção, por parte do poder municipal, de desmantelar o pequeno templo. A dessacralização do largo cumpriu-se, o templo desapareceu e o cruzeiro patrimonializou-se. A fotografia ajudou a construir a memória e a nostalgia. As festas populares perderam o patrono santo, e passaram a ser intituladas “Festas da cidade”. O projecto de 1835 queria estabelecer no local um necessário mercado diário, e em 1912 a ideia foi fazer no largo um jardim, um novo espaço de fruição cívica na cidade. Já na década de oitenta do século XX o largo foi adaptado a parque de estacionamento salvaguardando-se, nestas alterações, os curtos domínios da área do monumento.
Ao abrigo de um projecto de que visa melhorar a qualidade de vida dos habitantes do bairro, o subsolo do Largo foi revolvido e esventrado, para aí ser construído um parque de estacionamento subterrâneo. O Largo de S. João é um «lugar de memória», para utilizarmos uma classificação cara a Pierre Nora, dos mais significativos da cidade. Ora, qualquer lugar de memória assume sempre uma dimensão material e identificável, uma dimensão funcional e uma saliente dimensão simbólica ao reunir passado-presente e futuro. È o caso do Largo de S. João avivado com a “descoberta” desta estrutura associada à circulação hídrica domesticada. Com efeito, nesta área da cidade identificam-se algumas das componentes arquitectónicas mais antigas e originais do que foi a História da utilização e da gestão dos aquíferos locais. Com a construção de poços, de aquedutos, de minas e de sistemas de circulação e de distribuição minimizavam-se as agudas realidades provocadas pelos regimes pluviométrico desta região do interior peninsular caracterizado, quantas vezes, por anos de grande seca. A escassez de água constituiu um problema estrutural da cidade, determinante da sua evolução e crescimento em vários períodos da sua História.
Em S. João há constância documental da existência de vários poços, como um que era propriedade da Mitra, datado de 1772. Perto, situava-se o Poço do Concelho, utilizado até bem entrado o século XX. Os potentes dentes da retro escavadora deverão ter destruído parte da abóbada de uma mina construída em alvenaria e em falsa cúpula, possivelmente datada da segunda metade do século XVIII, deste complexo sistema que percorre o subsolo da cidade. Talvez seja a esta mina que uma escritura datada de 3 de Julho de 1820, publicada pela investigadora Adelaide Salvado, faz referência. Na ocasião, o último Bispo de Castelo Branco avisa uns cidadãos que queriam construir uma casa no Largo de S. João “arrimada” ao muro da quinta do Paço Episcopal que: «E porque a mina que conduz agoa do Poço ao Arco (...) terá este e seus herdeiros obrigados a construir a franquia de qualquer reparo ou concerto ou exame que pelo tempo adiante se faça necessário na dita mina ou aqueducto(...)».
A estrutura de interessa arqueológico, a dois metros de profundidade, agora colocada à vista coloca-nos um alargado conjunto de interrogações. Como é que foi possível a destruição de parte da mesma pelas potentes máquinas ao serviço da empreitada municipal? Ao que sabemos, a aérea tinha sido objecto de pouco profundas escavações arqueológicas, não se tendo encontrada nada de significativo. Da capela setecentista, nem um simples caco ou pedra. Estaremos perante uma curiosa e radical realidade histórica: o apagamento total de todas as matérias que formavam o primitivo monumento cristão? E já agora, quem é que atribui o grau de significância ou de insignificância às realidades arqueológicas entretanto detectadas? É que, neste caso, havia documentação de todo o tipo que poderia ter possibilitado uma outra abordagem ao plano de investigação arqueológica do sítio. Relembremos, apenas, a medição dos bens do concelho de 1818, transcrita no magnífico álbum auto-intitulado de histórico “O Programa Polis em Castelo Branco”, editado em 2003. Aliás, o projecto da transformação do subsolo em parque de estacionamento subterrâneo vem aí anunciado e desenhado.
Tal como a máquina não é o seu instrumento, a arqueologia urbana não descobre coisas. Ela sim, prevê, questiona, conjuga saberes e tempos, evita situações gravosas para o património cultural colectivo, defende e ilumina identidades. Foi gratificante constatar que o ‘achado’ provocou o interesse dos albicastrenses sobre quais serão ainda os ‘segredos’ que o subsolo da cidade ainda guardará. E esta desocultação do património arquitectónico tradicional que esperemos que seja devidamente estudado e musealizado, também fez ressurgir as nossas íntimas e sentidas recordações de infância. Regressaram à memória os tempos dos dias claros de ares lavados que cheiravam a laranjeiras e a alecrim, as brincadeiras nas ruas e nos largos, as histórias de misteriosos subterrâneos, contadas pelas nossas avós que nos faziam vibrar e nos envolviam no sonho e na aventura. Esta terá sido talvez a grande descoberta-lição do Largo de S. João: a recordação do nosso imaginário colectivo.
Escreve Francisco José Viegas: «Não há nada mais frágil para a vida de uma cidade, de qualquer cidade que o confronto com o seu passado. Quando uma cidade sobrevive porque é necessário conservá-la, custe o que custar, é porque se perdeu parte importante da sua memória (…).» Em 1912, a destruição da capela foi considerada como «um melhoramento que beneficiará a cidade, aformoseando-se um dos seus melhores largos».
Apesar de pouco formoso, a “mina-aqueduto” pode conviver com o necessário parque de estacionamento? Pode sim. Afinal quantos é que existem visíveis na progressiva cidade contemporânea?
Pedro Miguel Salvado
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16 de abril de 2008
Largo de S. João (Castelo Branco)
ESTE É O MEU GRITO DE INDIGNAÇÃO, SINCERO E SENTIDO.Afinal, contra todas as vontades instaladas lá apareceu um impecilho para atrasar as obras de mais um parque subterrâneo na urbe albicastrense. Mas esta "coisa" só apareceu quando foi manifestamente impossível esconder a sua existência. Ou será que a obra era acompanhada, ou foi acompanhada por arqueólogos? Se foi, desde já a minha estranheza por não ter sido detectada a vala escavada na rocha desde a superfície até chegar ao aqueduto subterrâneo. Ou terá sido acompanhada virtualmente, como me parece que o foram quase todas as obras que têm sido feitas no concelho de Castelo Branco. Põe-se a pergunta, melhor é um imperativo moral, pedir responsabilidades a quem? Aos arqueologos á Câmara (dentro da mesma a quem) ao ex-IPPAR, ao ex-IPA?
Mais uma vez a culpa vai ser dos vestígios históricos que teimam em aparecer e que cada vez mais é dificil de os esconder.
Como Albicastrense (embora cá não resida já há muitos anos, sou mais um da diáspora albicastrense) não posso deixar de me indignar perante as continuadas tentativas de branqueamento da história de Castelo Branco, feita por gente de fora, que só sabe fazer obra de betão e substituir a toda a pressa jardins por granito polido. Estranho os habitantes de Castelo Branco por assistirem impávios e serenos à progressiva destruição do seu passado histórico e à descaracterização da sua cidade, trocando-a por uma modernice bacoca e sem alma.
Sei que me vão chamar nomes, aliás as ameaças telefónicas anónimas começaram já ontem à noite ainda antes de escrever esta peça. Aliás esssa chamada foi o destapar da tampa da panela. Como Albicastrense de gema, e em Castelo Branco não haverá muitos, indigno-me contra esta política cultural que só destrói o passado e as coisas com que os albicastrenses se têm identificado ao longo dos anos. Meu falecido pai, morreu desgostoso com o que esta Câmara foi fazendo com a cidade, onde progressivamente foram deturpando todos os lugares da sua , e minha, infância e juventude, substituídos por protótipos de falsa modernidade que mais não são que uma tentativa da perpétuação do nome de uma pessoa. Mas essa pessoa vai ficar na história só por ter destruído e descaracterizado a cidade dos Albicastrenses. Pudera são todos forasteiros......
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14 de abril de 2008
Largo de S. João.
Afinal sempre se trata de um túnel, muito antigo, pois não há memória do mesmo. Poderá estar relacionado com o poço do concelho que se situa a poucas dezenas de metros. Eu nasci a escassos metros deste achado e nunca me lembro de alguém falar disto. A minha mãe também nunca ouviu falar. Tuneis aqui perto, só o mito urbano do Jardim do Paço. Ou não será assim tanto mito?. A foto é do meu Amigo Verissimo Bispo do Blog Albicastrense. Um bom serviço à comunidade Veríssimo, ao contrário de quem deveria servir a mesma, mas que só tenta por todos os meios desvirtuar a cidade de Castelo Branco, arrazando com as máquinas a sua memória. Pois é, os Albicastrenses andam a dormir. Infelizmente...Etiquetas: Achados arqueológicos, Castelo Branco, Largo de S. João
11 de abril de 2008
Aparecem vestígios no Largo de S. João em Castelo Branco
Etiquetas: Largo de S. João
1 de abril de 2008
Castelo Branco. Largo de S. João. Grandes achados
(Post comemorativo do dia 1 de Abril)Afinal sempre havia algo......
Etiquetas: Achados arqueológicos, Castelo Branco, Largo de S. João
4 de março de 2008
Largo de S. João
5 de março de 2007
Taberna dos Inconformados
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