9 de abril de 2008

 

Mais uma argolada do "Quem quer ser milionário"

Por vezes sou espectador atento do concurso da RTP Quem quer ser milionário, apresentado diariamente por Jorge Gabriel. Ontem foi o caso. E foi uma argolada valente. Perguntavam: Castelo Branco é a capital de distrito, e davam como respostas: Beira Baixa, Beira Alta, Alentejo e Minho.
Pois é quem fez esta pergunta meteu os pés pelas mãos, pois a Beira Baixa não é nenhum distrito, nem sequer corresponde a nenhum distrito. A resposta seria Distrito de Castelo Branco. Não entendeu assim o "fazedor" das perguntas e a resposta correcta que o programa queria era Beira Baixa. Enfim com uma questão tão simples como se misturaram alhos com bogalhos. Acho que se deveria ter mais cuidado na confecção das perguntas e na obtenção das respostas. No nosso entender a pergunta sera: Castelo Branco foi capital de que província?

Ai essa cultura geral...

A propósito o concorrente (fraquinho) respondeu Beira Alta, para cumulo. Que falta faz o meu querido professor da 4ª classe... Melhor não que se deixe estar no Céu, pois se cá voltasse e visse ao que chegou o ensino neste país, voltava a morrer.

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27 de março de 2007

 

CONCURSO DE POESIA POPULAR




Publicitamos um concurso de poesia popular lançado pela ADRACES.

Podem concorrer poetas ou versejadores que sejam oriundos da área da Beira Interior Sul que corresponde aos concelhos de Idanha-a-Nova, Penamacor, Castelo Branco e Vila Velha de Ródão. Oxalá que haja muitos participantes nesta iniciativa de promoção de um dos estratos mais curioso da nossa cultura tradicional. Basta ir aos vários volumes da Etnografia da Beira do saudoso Jaime Lopes Dias para verificarmos a importância destas formas poéticas na construção de identidade local. António Aleixo é apresentado e sempre evocado como o expoente máximo quando se fala de poesia popular. È pena e que não continue a ser lido…

Mas a ligação da Idanha à Poesia popular teve outros cultores e suportes para além das recolhas de Jaime Lopes Dias. Na década de 90 publicava-se em Penha Garcia uma revistinha chamada “Poetas de Todos os Tempos”. A edição era de Maria Luiz Morais, ferrenha defensora dos valores desta terra alcandorada às cristas de quartzito pejadas de fósseis dos inícios dos tempos. Reproduzimos a capa do nº2, que teve colaborações de António Cigano, de José Esteves Roseiro, de Manuel Robalo, de Maria Mendes Neves Farinha, de J. Miguel, de A. Garibaldi, de Idalina Costa, de Domingos Campos e Francisco Batista Ferreira. A Revista vivia de doações e de ofertas. Da lista publicada no fim do número realce-se a contribuição de Manuel Rui Nabeiro (Café Delta) 7.500$00 que, na altura, era dinheiro.

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