21 de setembro de 2010

 

Senhora do Almortão

É sempre um gosto visitar e meditar na casa da Senhora do Almortão. Menos nos dias de festa, aliás dias de feira. Pena que se note algum desleixo nos arredores, onde vão proliferando ervas de bom porte e algum lixo. Noutro local deste país decerto que a Confraria ou os Escuteiros se dedicariam a conservar este espaço, aquí tudo e todos estão à espera que seja a Câmara Municipal a fazer tudo.
Entrei no café que existe perto da capela, mas não recomendo o WC deste a ninguém. Com a ASAE no terreno não sei como é permitido haver sanitários com tamanha imundice.
Esperemos que na próxima visita tudo esteja melhor sôb a benção da "Virgem do Almurtão".

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10 de fevereiro de 2010

 

Mais bibliografia sobre a Senhora do Almurtão

Böckle, Klaus
Zum portugiesischen Volkslied Senhora do Almurtão (formas de tratamento und einige Regionalismen im Portugiesischen)“. In: Romania cantat, Gerhard Rohlfs zum 85. Geburtstag gewidmet, Bd. II, hg. v. Francisco J. Oroz Arizcuren unter Mitarbeit von Gio Batta Bucciol und Irene Monreal-Wickert. Tübingen: Narr 1980, 189-202.

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3 de setembro de 2008

 

E a ladroagem continua...


A onda de assaltos que varre a raia parece não ter fim. Desde simples bilhas de gáz até peças do nosso património cultural, tudo tem servido para os amigos do alheio amealharem mais uns "cobres". Desta vez e segundo parece em plena luz do dia visaram as caixas das esmolas das ermidas da Senhora do Almurtão e da senhora da Graça, a escassos quilómetros de Idanha-a-Nova. Infelizmente para os meliantes pouco ganharam pois as caixas tinham sido despejadas há poucos dias. Felizmente em nada mais tocaram.
Parece que quanto mais forças policiais estão no terreno, mais assaltos ocorrem nesta zona. Estas acções também vêem demonstrar as fragilidades das portas das capelas e ermidas e torna premente um inventário desenvolvido dos bens que estão guardados nas mesmas.
Por último gostaria que os gatunos fossem apanhados e postos à sombra durante uma larga temporada. Viveriam á conta do Estado na prisão, mas quase de certeza que já vivem á "conta" deste mesmo Estado auferindo do rendimento mínimo. E sou capaz de não me enganar...

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8 de janeiro de 2008

 

A devoção à Senhora do Almurtão


Saiu há poucos dias o catálogo da exposição "A devoção à Senhora do Almurtão", que esteve patente no Centro Cultural Raiano, vários meses, sempre com grande afluência de público. É este catálogo obra do nosso bom Amigo António Silveira Catana, porventura quem mais está documentado sobre a santa raiana.
Trata-se de um livro de muito boa apresentação e bem escrito.
No entanto há alguns aspectos que eu gostaria de ver lá expostos, mas cada um organiza a obra como lhe convém. Os aspectos são a problemática pre cristã deste culto, aliás era quase omissa na exposição, as relações com Igaedus, deus indigena cultuado no mesmo local e por fim uma bibliografia segura acerca da Senhora do Almurtão, não só em material impresso, como em material não livro. Quantas versões cantadas existem publicadas da Senhora do Almurtão? Mais de cem, o Dr. Catana poderia dize-lo.
Mas as obras são aquilo que são, e só temos de agradecer ao António Catana todo o esforço, dedicação e entusiasmo com que se lança nestas lides.
Para terminar deixar um reparo. Gostava de ter visitado a exposiçâo equipado com este catálogo, aliás os catálogos servem para acompanhar as exposições, e este foi editado alguns meses depois de finda.
Mais uma edição da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova. Mais uma vez de parabéns.

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26 de abril de 2007

 

Senhora do Almortão

(Foto do site da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova)

Como vem sendo costume, também este ano fui à romaria da Senhora do Almortão na segunda-feira. Antes da minha chegada houve grande algazarra entre feirantes e inspectores da ASAE, creio, que resultou na detenção de sete pessoas e na apreenção de milhares de CDs, DVDs e outro material ilegal. Acho muito bem.

Quanto á romaria em si, assisti à Missa e à Procissão, dei uma volta com a família e embora, que não se podia estar lá com o calor, há poucas sombras, e muita bagunça feita pelos feirantes.
Entrei na capela, onde queria ver o resultado das obras que ultimamente lá andaram fazendo. Fiquei agradado com as mesmas, pena que tenham deixado de fora a capela-mor, mas se calhar fizeram bem. O restauro da capela-mor tem de ser feito por gente altamente especializada, pois os azulejos estão a ameçar ruir, e não é um curioso qualquer que mete mãos neles. Esperemos que quando chegar a altura haja bom senso. Estão pois de parabéns as entidades que promoveram estas obras, penso que terão sido a Confraria da Senhora do Almurtão e a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova.

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20 de abril de 2007

 

Romaria da Senhora do Almortão

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Neste fim de semana , assim como na segunda-feira (é feriado municipal em Idanha-a-Nova), realiza-se a grande romaria a Nossa Senhora do Almortão. O tempo apresenta-se de trovoadas, mas não é novidade para a Santa, nem para os romeiros. Vem gente de todos os cantos do país e nos últimos anos até de Espanha tem vindo muitos romeiros. Só temos pena que com o passar dos tempos a romaria se tivesse transformado numa feira de enormes proporções. Mas como diz o Padre Adelino a Senhora é de todos e a todos abraça como filhos. Sempre me emociono na despedida, eu não quero, mas há sempre uma lágrima rebelde que teima em sair, deitando por terra os meus esforços para não ser piegas. Quase coincidindo realiza-se em Castelo Branco a romaria da outra Santa, Nossa Senhora de Mércoles, que embora seja a romaria da minha terra não ponho lá os pés desde 1978. Talvez este ano vá à romaria albicastrense, também.

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4 de abril de 2007

 

Bibliografia da Senhora do Almortão 3



(Desenho de Fernando de Almeida)

Fernando de Almeida, «Igaedus. Divindade lusitana e a Senhora do Almortão», in Revista da Faculdade de Letras, 8, Lisboa, 1964, p. 65-73.

Ainda a propósito de Igaedus e da Senhora do Almortão referenciamos um importante texto de Fernando de Almeida dado à estampa há já alguns anos. Pela quantidade de pistas e de pertinentes observações que fornece o texto não perdeu actualidade. Pelo contrário continua a ser dos ensaios mais citados na bibliografia epigráfica de hoje quando se discorre sobre o fenómeno das ditas divindades indígenas.

A ara, encontrada junto ao santuário durante umas obras, foi levada para fora do concelho. Apesar de D. Fernando ter escrito que «a lápide estava para ali arrumada, à espera de mais triste sorte, quando a topou o benemérito coleccionador de antiguidades e nosso bom amigo Joaquim Trigueiros de Aragão; recolheu-a e levou-a para a sua casa de Idanha-a-Nova, onde se encontra», a ara viajou para Alcains. Há uns anos ainda lá estava. À porta de um solar de descendentes dessa família servia de suporte a um vaso. Um destes dias, quando voltámos a passar por lá já não a vimos. Continuará em Alcains? E se sim porquê? O ex-IPA não fez nada quanto a este assunto. Foi pena. Se calhar ficaram sem satélite do GPS… Pela indicação de Fernando de Almeida, o sr. Joaquim Trigueiros de Aragão era um «benemérito coleccionador». Coleccionador do quê? A realização da exposição poderia ter sido a ocasião da devolução deste património. Infelizmente tal não aconteceu. Fica para a próxima. È sempre. Para quando o regresso desta raridade epigráfica romana a terras dos antigos Igaeditani? Também é verdade, se for só para fazer número (nos depósitos ) é melhor que continue em parte incerta…

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3 de abril de 2007

 

Exposição da Senhora do Almortão

Depois de sair do serviço, acompanhado da minha filha, visitei a exposição sobre a Senhora do Almortão, no Centro Cultural Raiano em Idanha-a-Nova. A exposição está dividida por duas salas, bem compostas. Estão expostos os pequenos grandes tesouros da santa, desde inúmeros objectos de ouro, fruto da doação dos crentes, até às vestimentas com que a Santa regularmente é vestida pelas mordomas. Enfim está lá quase tudo, mas sente-se sobretudo a falta da artista principal, ou seja a santa. Muito gostariamos que a Senhora do Almurtão estivesse presente nesta homenagem a si dedicada. Achei igualmente a falta da muita bibliografia que se escreveu e das bandas sonoras publicadas por inúmeros artístas. Senti igualmente a falta de uma música de fundo com os adufes e os cantares das raianas, desafinadas, encantadoras.
A nível técnico senti uma vez mais que as coisas foram feitas apressadamente. Falta sinalética, faltam legendas, falta um catálogo.
Mas no geral gostei e fiquei impressionado com a valia, popular ou artística, de muitas peças.
Só fiquei desiludido com a forma como apresentaram a ara de Igaedus, divindade índigena, documentada numa ara encontrada nas traseiras da capela e levada para uma casa particular de Alcains, um simples desenho muito esquemático. Igaedus mereceria mais, pois a Santa só herdou o seu lugar e as suas funções.

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Bibliografia da Senhora do Almortão 2



Maria José Couchinho Fazendas Tapadas, Senhora do Almortão. Minha tão linda arraina, Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Castelo Branco, 1997, 28 p.


A nosso ver o inovador estudo de Firmino Crespo, Senhora do Almortão-Cancioneiro coligido e precedido de estudo histórico-literário, datado de 1963 foi sem desprimor para os posteriores, o melhor trabalho que até hoje foi editado a propósito desta romaria e do seu santuário. Hoje é uma raridade bibliográfica e seria interessante que a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova procedesse à sua reedição. Era uma boa maneira de homenagear um importante filho da terra.

Fazemos agora referência a um trabalhinho (o diminutivo é positivo) de autoria de Maria José Tapadas realizado quando concluiu os estudos do ciclo-Nocturno pelo Sistema da Unidades capitalizáveis» na Escola José Silvestre Ribeiro de Idanha-a-Nova. A autora recolhe a lenda, descreve a romaria e, principalmente, debruçou-se sobre os vestidos da Senhora: os Mantos. Aponta os mantos ricos, como aquele de seda natural e bordado a ouro fino oferecido em meados do século XIX a Nossa Senhora por Joaquim Trigueiros de Aragão e por sua mulher Angélica Aragão da Costa Ornellas. Contribuição muito interessante para os outros patrimónios da Confraria. Escreveu a autora:

«Dedico este trablho

À Senhora do Almortão.

Deixo aqui uma prova

Da minha veneração.»

A impressão deste opúsculo era um “sonho” como diz Maria Tapadas, sonho que a Senhora de certeza ajudou a concretizar.

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Bibliografia da Senhora do Almortão 1



António Silveira Catana, A romaria da Senhora do Almortão. Ontem e na viragem do milénio, edição de Autor, Castelo Branco, 1995,75 p.

Reproduzimos a capa de um ensaio de autoria de António Silveira Catana sobre a romaria de Nossa Senhora do Almortão. Datada de 1995, o autor apresenta numa linguagem simples e acessível, a história do santuário beirão e, principalmente, todas as alterações aí detectadas quando compara o «ontem» com a viragem do milénio. Interessantíssimo é a edição do Cancioneiro. São 129 quadras que o autor apresenta começadas a recolher quando o autor tinha dezassete anos, como fez questão de salientar. A presença do adufe na ritualidades de Almortão é uma persistência cultural impar no País. Quanto a este aspecto, fazemos nossas as palavras de Alberto Sardinha que assina:

“(…) é justo dizer que a conservação dessa interessantíssima tradição (refere-se ao uso do Adufe no ritual) se fica a dever, em grande parte, à meritória actividade que ele e o Rancho Etnográfico de Idanha-a-Nova têm desenvolvido, bem como à acção extraordinária do pároco da freguesia, Sr. Padre Adelino, que tão bem compreende e aceita a necessidade do ludismo popular integrado na fé e na religião. Tanto a um como a outro os vimos cantando as alvíssaras, misturados por entre o povo que enchia o alpendre, e como ele galvanizados na emoção do cântico e na vibração dos adufes.» Foi, e é verdade.

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30 de março de 2007

 

Exposição sobre a Senhora do Almortão


Como se estão sempre a meter comigo sobre as minhas queixas em não receber os convites da praxe para as inaugurações das exposições organizadas pela nossa Câmara Municipal, desta vez, antecipo-me. Amanhã inaugura-se uma exposição no Centro Cultural Raiano sobre Nossa Senhora do Almortão. A não perder. A SENHORA É DE TODOS. Mas na verdade não recebi mesmo convite.

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