18 de fevereiro de 2011

 

Actas de Congresso apresentadas ontem

Foi ontem ao fim da tarde (18:00 horas) efectuado o lançamento das Actas do Congresso Internacional de Arqueologia "Cem Anos de Investigação Arqueológica no Interior Centro", ocorrido em 2008 no Museu de Francisco Tavares Proença Júnior de Castelo Branco. Estas Actas serão integradas num número especial da revista "Materiais", criada por Francisco Tavares Proença Júnior em 1910. Ao que consta estão inseridos trabalhos correspondentes às comunicações então apresentadas. A edição é da responsabilidade da Sociedade dos Amigos do Museu e a apresentação estará a cargo de Luíz Oosterbeek do Instituto Politécnico de Tomar. Só hoje soube desta iniciativa o que no mínimo é estranho até porque fui assistente ao referido Congresso pagando para assistir a módica quantia de 50 €. Só espero ter direito a estas Actas. Só faltava....

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29 de junho de 2010

 

Outro triste record albicastrense

Há certas coisas que custam a acreditar, mesmo que ocorram em Castelo Branco. No passado sábado aconteceu uma conferência de Artur Corte-Real no Museu Tavares Proença, versando a sua actividade em Santa Clara-a-Velha (Coimbra) e Idanha-a-Velha. Parecia estarem reunidas condições para haver uma boa assistência, mas espanto dos espantos. Nem no Entroncamento, decerto. Á dita conferência estiveram presentes seis pessoas, sim, leu bem, seis estóicos assistentes. Onde estão os arqueólogos, historiadores e outros carolas destas coisas das histórias e das arqueologias? Onde andavam os "amigalhaços" do Museu? Por onde andava a comunidade egitaniense residente em Castelo Branco? Por onde andavam as associações de defesa do património? Por onde andavam as diferentes entidades oficiais? etc..
O facto aquí relatado é um insulto para o conferêncista e uma vergonha para o Museu e para a cidade. Este é um triste record de assistência, ou melhor da falta dela, num evento organizado pelo Museu. Achei que assistirem sete pessoas à conferência do Luís Raposo era mau, muito mau, agora seis nesta ocasião deixa-me sem argumentos para explicar, ou tentar, uma coisa destas. Qualquer dia nenhum cientista quer vir a Castelo Branco proferir nenhuma conferência, pois corre o risco de ser tratado desta maneira.
Uma VERGONHA.
Eu cidadão português, natural de Castelo Branco, peço humildemente desculpa ao Artur e ao Luís por esta provação a que foram sujeitos.
A foto é do nosso Amigo Luís Norberto Lourenço.

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24 de junho de 2010

 

Conferência de Artur Corte-Real

Realiza-se no próximo Sábado, dia 26 de Junho, pelas 15h00, uma conferência no Museu de Francisco Tavares Proença Júnior de Castelo Branco proferida pelo nosso velho Amigo Artur Corte Real, a quem Idanha–a-Velha e a Arqueologia tanto devem. A comunicação incidirá sobre a apresentação do Projecto de Valorização do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, tendo em conta a sua inserção urbana, que é a sua menina dos olhos e que já recebeu um prémio internacional. Comparar-se-á esta intervenção com o projecto desenvolvido em Idanha-a-Velha em que foi um dos coordenadores. Alias o Mestre Corte-Real tem uma casa na freguesia e é um dos nossos visitantes mais ilustres. Para quando uma conversa na freguesia? Só espero que tenha mais audiência que o Dr. Luís Raposo que apenas contou com sete assistentes. A iniciativa faz parte das comemorações do centenário do nosso Museu de Castelo Branco.

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21 de abril de 2010

 

Conferência de Luís Raposo

O nosso Amigo Luís Raposo, ainda, Director do Museu Nacional de Arqueologia proferirá no próximo sábado dia 24 pelas 15 horas uma conferência no Museu Francisco Tavares Proença Júnior de Castelo Branco, subordinada ao tema “A transposição do solo de habitat de Vilas Ruivas para o Museu de Francisco Tavares Proença Júnior: uma experiência-piloto e um despertar geracional”.

Será uma boa oportunidade para rever um bom velho Amigo e escutar um especialista de renome. Pode ser desta que o pobre "solo de habitat" de Vilas Ruivas encontre a luz do dia.

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30 de julho de 2009

 

O Museu Albicastrense em Blog

O Museu Albicastrense é mais um Blog da minha autoria, lançado no dia de hoje. Espero com ele chamar a atenção da comunidade para a história, as estórias e as particularidades do Museu e seus responsáveis. Espero contar com a colaboração de Amigos meus e do Museu para o enriquecimento do Blog e da história do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior.
Não se trata, claro está, de modo algum de uma publicação oficial da instituição.

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16 de junho de 2009

 

Para a história do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior

Arquivo ERR@
Em 1992 o semanário Gazeta do Interior satirizava assim o que se passava com o Museu Albicastrense. A situação já está ultrapassada? O que soa do interior do Museu de quando em vez não nos acalma.

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18 de março de 2009

 

Ainda há fantasmas?


arquivo ERR@
Só para recordar mais uma maldade da maioria socialista a Castelo Branco. Corria o final do ano de 1995. E hoje será que já foram espantados todos os fantasmas do antigo Paço Episcopal Albicastrense?
(Recortes do Jornal Gazeta do Interior, nº 364 de 21 de Dezembro de 1995

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1 de abril de 2008

 

Entrevista a Aida Rechena


Entrevista a Aida Rechena, directora do Museu de Francisco Tavares de Proença Júnior, pelo Diário das Beiras. A ler aquí.

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18 de outubro de 2007

 

Visitantes








Veio, num órgão de comunicação, cá da região esta informação. Ainda que isto da vitalidade dos museus não deverá ser medida pela quantidade de visitantes, lamentamos essa realidade. Haverá, é claro, causas muito diversas para que tal aconteça. Desde logo a programação… Pela nossa parte, encaminhamos sempre o pessoal para lá ou não tivéssemos trabalhado nessa instituição tantos anos. Entretanto fazemos aqui um apelo para os amigos (contam-se por centenas) da instituição, principalmente os que se encontram organizados na prestimosa associação, que comecem a visitar o Museu, acompanhados sempre de um familiar pagante. Era uma grande ajuda para a estatística da instituição que amanhã inaugura uma interessante exposição de têxteis (cuecas, fatinhos, ceroulas, etc, etc) do passado, autêntico património do presente e do futuro que decerto levará, centenas de pessoas a ultrapassar o portão do velho palácio episcopal para contemplarem estas peças e as nossas maravilhosas colchas.

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17 de junho de 2007

 

Roteiro do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior: algumas impressões rápidas

Já tinha avisado que iria colocar neste espaço alguns comentários acerca do novel roteiro das colecções do Museu Albicastrense. Aliás trata-se de uma publicação que fala muito pouco das colecções. Como tal o título acho que deveria ser outro. Aliado a este facto, verifica-se uma tentativa de apagar da história do Museu períodos muito bem localizados, como sejam as directorias de António Elias Garcia, António Salvado e Clara Vaz Pinto. Sim porque as obras são sempre associadas aos dirigentes que às vezes mesmo tendo pouco a ver com elas. Fala-se demasiado em D. Fernando de Almeida e do seu "reinado" quase o pondo no top. Mas esquecem-se as autoras que corresponde a este período o mais negro da vida do Museu. Sim porque, anteriormente, e para além das enormes dificuldades porque o Museu passou, nunca se assistiu ao descontrolo e aos roubos (talvez "desvios") que nunca ficaram bem explicados, melhor sempre ficou no ar uma certa suspeita no ar, mas eram outros tempos. O descontrole chega ao ponto de se fazerem permutas(?) entre epigrafes de Idanha-a-Velha e Castelo Branco, em suma um farrobodó. Aparentemente, este é o periodo a que as autoras mostram a sua predilecção. Não fazem apontamento das dificuldades sem fim sentidas pelo Tenente-Coronel Elias Garcia que anos a fio foi aguentando o Museu aberto e com alguma dignidade recorrendo á sua carteira. De António Salvado nem é preciso falar muito, basta ir à imprensa regional e nacional. De Clara Vaz Pinto também se fala pouco (os nomes destes directores nunca são citados nesta obra que possui um capítulo dedicado à história do Museu), talvez por outras razões.
Aliado a todo este panorâma as ausências e as imprecisões. Não sabia que o Museu tinha tutelado o Castelo de Castelo Branco. Que se saiba o Museu tutelou os castelos de Belmonte, Belver, Amieira do Tejo, convento da Flor da Rosa e a estação arqueológica de Idanha-a-Velha. Já agora Belmonte não pertence ao concelho da Covilhã como deixa transparecer as legendas de certas fotografias. Outra expressão que ainda estou por entender é essa de espólio de "ferreiro" referindo-se aos materiais da Idade do Bronze de Castelo Novo.
E minhas senhoras o que se passa com a epigrafia portuguesa? O constante esquecimento desta colecção começa a preocupar este amante da mesma.
O facto de haver uma errata sobre a identidade das autoras dos capítulos é sinal que não sei interpretar.
Mas como numa moeda, em que existem duas faces, também tenho a dizer algo do que gostei neste roteiro. E são duas. O capitulo sobre as tecnologias do linho e da seda e as fotos que são soberbas.

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15 de junho de 2007

 

Roteiro do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior




Ainda vamos falar muito deste livro neste blog. Nos próximos dias haverá novidades.

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16 de abril de 2007

 

ONDE É QUE ANDARÁ A LÁPIDE FUNERÁRIA DO SOLDADO BRITÂNICO?















Na década de trinta do passado século encontrou-se algures na Freguesia de Sarzedas (Concelho de Castelo Branco) uma inscrição latina, em xisto. Em 1938 entraria para as colecções do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior, de Castelo Branco, através de diligências do seu terceiro director, Tenente-Coronel Elias Garcia que assim salvaguardaria para o futuro, pensava, uma das fontes mais originais da História da Militar da região. O epitáfio Tomás Stewart, militar do Regimento 31 do Exército Inglês que morreu próximo de Castelo Branco no dia 19 de Agosto de 1810, com a idade de 20 anos (como se epigrafou) é uma peça epigráfica única na Beira.

Na década de sessenta Luís Pinto Garcia publicaria, na revista Estudos de Castelo Branco, o ensaio “Uma lápide funerária de um soldado britânico” difundindo-se esta originalidade epigráfica pelo País e pelo estrangeiro. O texto seria republicado em finais de setenta conjuntamente com outro da mesma autoria numa edição do Museu.

Aquando da direcção de Fernando de Almeida já com o Museu situado no antigo palácio episcopal, a lápide seria incluída na sua secção de epigrafia portuguesa. Anos depois, a notável inscrição fazia parte de um discurso pedagógico junto das escolas (sim que isto das pedagogias museológicas não é ‘invenção’ de hoje como alguns e algumas querem fazer crer). Nos tempos da direcção de António Salvado, assistimos (era funcionário da casa com muito orgulho) ao ‘aproveitamento’ da lápide em inúmeras visitas de estudo das escolas. E já agora, também as Invasões Francesas, principalmente a 1ª., mereceram a devida atenção por parte do então responsável máximo por esta instituição da cidade e da região. Tempos dirão. Pois, pois.

O Museu de Francisco Tavares Proença Júnior entraria durante a década de 90 em profundas obras de reabilitação e de redefinição do discurso expositivo. Foi infelizmente, a nosso ver, uma intervenção, castradora da história arquitectónica do monumento. Escusada. Por exemplo, destruíram-se painéis setecentistas dos azulejos…Nesta ‘revolução’ museográfica dominada pelos bordados e afins, a inscrição em causa foi transportada para o exterior do edifício. Encostada a um contentor do estaleiro, lá foi ficando sujeita aos rigores dos elementos e ao desprezo dos doutos técnicos. Alguns funcionários avisaram a direcção sobre os perigos que assolavam a inscrição. Mas nada. A drª. Clara Vaz Pinto queria lá saber de lápides. Se nem as romanas, quanto mais as britânicas… Até que, um dia, a coisa deu-se. Por descuido e por irresponsabilidade a lápide partiu-se em bocados. “Ai Jesus. E agora?”. Lá pegaram nos fragmentos, viajando a coisa até Conimbriga a fim de ser convenientemente restaurada. Até hoje.

Quando é que esta importante fonte da história das Invasões francesas regressará da sua forçada estancia coimbrã?


PS.- Na renovação dos anos oitentta, as linhas expositivas propostas pela direcção e pelos técnicos de então (algum ou outra por lá ainda anda) foram as seguintes:

Exposição permanente
Memórias do Bispado: iconografia religiosa; retrato.
Tecnologias têxteis tradicionais: Linho.
Tecidos Bordados: Paramentaria; traje; colchas.

Pois bem. Esta lápide poderia ter ‘colado’ muito bem às memórias do Bispado? Mas faltou (como falta?) o engenho e a acima de tudo a arte:- A arte de conhecer e de imaginar.

No blog O ALBICASTRENSE do nosso amigo Veríssimo Bispo este assunto será retomado

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