16 de julho de 2010
Força Pilar
Que eu saiba há não mais de quatro arqueólogos nas Câmaras da região. Quanto a resultados há de tudo, os que trabalham e encontram e aquele caso da estimada Senhora que nunca encontra nada. Deve ser triste não encontrar nada numa povoação com mais de dois mil anos de história. Cunha não será. Será bruxedo?
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18 de janeiro de 2008
Concursito virtual II
Temos recebido muitos comentários relativamente a este assunto do concurso da Câmara Municipal de Castelo Branco. Escusam de enviar pois não os vamos editar principalmente pelo tipo de linguagem utilizada. O que aqui colocamos é a verdade. Não existe em lado nenhum essa classificação funcional logo este concurso está mal feito e não está dentro dos parâmetros legais. Quanto á exigência de leitura bibliográfica é, acima de tudo, …ridícula não abonando em nada tanto a pessoa que se lembrou disto como ( e aqui é mais triste) a Instituição. No futuro há que ter cuidado com estas coisas que não são tão simples como poderão aparentar. A Câmara tem é claro, todo o direito em pedir à sociedade um técnico não licenciado. Só que TÈCNICOS DE HISTÓRIA não licenciados NÃO HÀ. Isto das leis da REPÚBLICA são para todos os casos e as excepções estão igualmente legisladas. Que se cumpra então a lei!
Hoje a folhetim do concurso tem mais um capítulo no Diário da República. Dá para imaginar o que aconteceu. Terá ficado deserto? Acho que não a fazer fé num dos comentarista que já ameaçou em impugnar (Agora é moda). Não apareceu ninguém com o perfil? Se calhar foi isso. Ou a menina ou o menino escolhido para este “bombom” esqueceu-se dos prazos por causa da quadra festiva? Mistérios, mistérios albicastrenses.
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17 de janeiro de 2008
Concursito virtual

É com muita estranheza que detectamos que continuam as originalidades regionais nos concursos, ditos públicos, para as autarquias. Desta feita é, ou melhor foi, na Câmara Municipal de Castelo Branco, instituição cujo quadro técnico será, em breve, reforçado com um elemento na área da História. Até aqui tudo bem. É sempre bom verificar que os responsáveis pela gestão dos nossos municípios se apercebem das lacunas e das pobrezas técnicas e científicas dos nossos quadros de pessoal autárquico. Não sabemos se, no caso da Câmara Municipal de Castelo Branco, terá sido assim. Talvez. Realmente se atendermos às áreas profissionais dos elementos do júri deste concurso onde há um jurista, um gestor, uma assistente social, um engenheiro e um chefe de divisão que sabe muito de finanças e de patrimónios municipais facilmente se regista a inexistência de qualquer quadro superior da área de História. O concurso destina-se a «um estagiário com vista ao provimento de um lugar de técnico de 2º classe» sendo requisitos especiais «indivíduos habilitados com curso superior que não confira o grau de licenciatura, em área de formação adequada ao contudo funcional do lugar a prover (Técnico de História).» Lemos bem? Sim: TÉCNICO DE HISTÓRIA. Estamos perante uma solicitação muito peculiar pretendendo-se – repetimos- alguém com «um curso superior que não configura o grau de licenciatura» para trabalhar como Técnico de História. Engraçado, não sabíamos que agora havia cursos superiores que não licenciaturas, de História. O que se aprende com a leitura destes avisos!
Mas há mais neste curioso e tão oportuno concurso para um técnico de História de 2ª classe não licenciado. Por exemplo, o que se pede para a prova oral de conhecimentos específicos a serem avaliados pelo júri onde, como vimos, não há ninguém ligado a estes assuntos da História. Referem-se na bibliografia nada mais, nada menos do que 25 títulos, mais a 1º série da Revista “Estudos de Castelo Branco” (são centenas de títulos) e mais umas quantas coisitas. Enfim… Dá só para aí (e são contas pelo alto) umas dezenas de milhar de páginas. Que desafio digno de Hércules historiográfico! E se algum candidato resolver levar os livros todos para o exame oral? Não chega uma estante e necessitará da ajuda da senhora recepcionista para transportar o saber livresco para a prova oral. Quem será o candidato ou a candidata que vai ler todas estas obras decerto já muito lidas, relidas e sabidas por todos os elementos do Júri. A listagem abarca produções de 1853 até 2004 dentro de um discutível chapéu de obras de…história. Já estamos a imaginar o Júri dirigindo-se para o candidato: “ Diga lá, o que é que há que diga respeito à cidade de Castelo Branco nos 3 volumes do “Le Portugal Mediterraneen à la fin de l’Ancien Regime”de Albert Silbert que vem referido na bibliografia. Resposta: Senhores elementos do Júri, há volumes em que nada”. E não é que é mesmo assim … Deve ter sido um lapso erudito pelo cansaço de tão nobre tarefa? Mas há mais. Entre outras e só para amostra, as seguintes: o autor da “Monografia de Castello Branco” nunca a assinou com o nome de António Augusto Roxo ou ainda a magnifica obra A “Beira Baixa na Expansão Ultramarina” foi trabalho efectuado não só pelo meu grande amigo Eng. Manuel da Silva Castelo Branco como, e principalmente, pelo meu grande e velho Amigo Professor Doutor Candeias da Silva que não consta da relação.
Mas esta contribuição para a bibliografia da cidade é notável. Depois das bibliografias do Dr. Ernesto Pinto Lobo (que foi durante muitos anos, e entre outros cargos, o responsável pela Cultura da Câmara Municipal de Castelo Branco) e do nosso Amigo Manuel Leitão (que é funcionário da Câmara e fundador do desactivado Centro de Estudos Epigráficos da Beira) que faremos referência mais pormenorizada em próximos posts, esta lista bibliográfica é um marco da região. Foi um investimento pago com os nossos impostos e editado no Diário da República. Assim Portugal ficou a saber da pujança historiográfica da nossa querida terra. Mas há uma coisa que nos intriga. Como é que o Júri justifica os autores e os investigadores ausentes desta listagem ‘”oficial”. A ausência (para não dizermos outra coisa) atingiu o cúmulo de até mesmo não contemplar edições apoiadas pela própria autarquia. Quem elaborou essa listagem desconhece esses autores por ignorância, por censura nominal, por critério científico, por indicações superiores? Ordens do ou Júri? Ou nada disto! Pois é, pois é. Sabem, meus caros, às vezes não basta copiar por copiar. Quem «montou» - atenção a estas coisas Sr. Presidente Joaquim Morão - este concurso para além de inventar uma classificação funcional, resolveu armar-se , junto dos seus pares em… sábio historiador. E vai daí toca a copiar ipsis verbis a bibliografia (erros incluídos) contida numa editada pelo programa Polis. Vale a pena cotejar. Mas tal não bastava e vai daí zuca: tomem lá mais uns quantos títulos que isto de mais linha ou menos linha no DR não conta... Presunção e água benta cada qual toma a que quer, mas não exageremos…
Lembram-se do concurso para a Câmara da Idanha que há tempos aqui referimos e que deu origem a uma troca de galhardetes - alguns incríveis - entre alguns candidatos e candidatas? Pois sabemos que o mesmo foi impugnado. È verdade. Realmente «Quem não sente não é filho de boa gente. E se alguém se sentiu ultrapassado ou injustiçado fez muito bem
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13 de dezembro de 2007
O Castelo albicastrense que se cuide
5 de novembro de 2007
A PROVA PROVADA "VERBI GRATIA”


Como curiosidade, e cumprindo uma missão, vá lá, pedagógica, aqui se regista a prova do concurso da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova para o ingresso de um técnico superior de História da Categoria de técnico superior de segunda classe. Como podemos constatar a “prova escrita de conhecimentos” é formada por dois grupos um classificado de “conhecimentos gerais de Administração Pública” e o segundo intitulado de “Conhecimentos técnicos”. Quanto ao primeiro apenas considerar ser realmente muito importante detectar se o candidato ao trabalho sabe ou não sabe do seu direito a férias, dos prazos dos atestados médicos. Também muito importante para os organizadores da prova é o controlo dos saberes dos candidatos a propósito das penas disciplinares de inactividade ou do direito de instaurar procedimento disciplinar. Outra relevante é o pedido para classificar como verdadeiras ou falsas um conjunto de afirmações como esta: “O registo na acta do voto de vencido isenta o emissor deste da responsabilidade que eventualmente resulte da deliberação tomada”. Isto é o
| Artigo 93.º |
| 1 - Os membros do órgão podem fazer constar da acta o seu voto de vencido e as razões que o justifiquem. |
Das COMPETÊNCIAS E REGIME JURÍDICO das Autarquias Locais
Onde é que ensinaram isto a um candidato licenciado em História ou em Arqueologia é que já não sabemos? E o que é que isto interessará para ser um bom estagiário do lugar? Mas o sistema é assim mesmo, e são estes os conhecimentos que qualquer concurso público solicita aos candidatos.
A secção dos ‘conhecimentos técnicos” é outra coisa e tem que se lhe diga. E por várias ordens de razões. Primeiro por se ter caído num excesso de evidente localismo… a não ser que a prova tenha sido ‘formatada’ para os da casa? A maioria dos candidatos não é originária de fora? Daí não se perceber como é que se fala em rede museológica com ….2 pólos;; da confusão ( para não dizer outra coisa) entre estruturas museológicas e estruturas patrimoniais… Esta é … demais.. Enfim. Para os criadores da prova de conhecimentos o Centro Cultural Raiano é uma estrutura museológica e os lagares de Proença-a-Velha são estruturas de valor patrimonial. Logo os lagares não possuem valências museológicas, nem o CCR é um valor patrimonial.Que grande indefinição. Apreciamos, igualmente, o toque clássico do v.g. "verbi gratia" ou um dos elementos do júri não tivesse um toque de formação mais clássico. Também deveras exemplar é essa da elaboração de um relatório para formação do serviço educativo… para esta rede, que apesar do «esforço elevado posto neste projecto estruturante» como os elementos do Exmº Júri fizeram questão de salientar, ainda só tem 2 ..Pólos! então essa do acréscimo de uma «informação para aprovação pelo superior hierárquico competente» para a tomada de decisão…ui, ui, pois, pois. E quanto tempo é que os candidatos tiveram para realizar esta….tese? E para quê. Ou para quem? E muito feio brincar com as expectativas dos outros sabiam? E pergunto porque é que foi preciso um simples concurso para aparecerem ideias correctas sobre um verdadeiro serviço educativo e não arremedos disso.
Quanto à frase de Eduardo Lourenço:
Só temos o passado à nossa disposição. É com ele que
imaginamos o futuro., os elementos do Júri solicitavam ao candidato um comentário em que valorizam a …EFICÁCIA (o quê?) e o uso do vocabulário especializado (do quê?) E já agora., meus caros a frase continua…
«Mas há duas maneiras de se servir do passado
para construir o que, por não termos outro remédio, se chama futuro.
Uma é ter passado como se o não tivéssemos (...) A outra é a de ter
essencialmente, ou com uma fixação hipnótica, só passado, quer
dizer, ser simbólica e apaixonadamente passado.»
Presunção e água benta cada qual toma a que quer apesar do deserto mental e cultural continuar a aumentar e a crescer. A CRESCER. A CRESCER.
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30 de outubro de 2007
And the winner isssss.....
Combatendo a desertificação cultural é já amanhã que se realizam as provas de acesso para o preenchimento de um lugar de técnico superior de segunda classe da área de história, da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova. A todos os admitidos desejamos boa-sorte. Vai ser difícil ao Exmº Júri, representado pelo arqueólogo municipal Dr. José Cristóvão que agora se anda a especializar em tarefas burocráticas, escolher o lugar face ao gabarito de alguns candidatos. Alguns candidatos vêm de fora. Boa estadia a esses. Aos de cá espertamos que saibam receber os companheiros visitantes ou não seja a Idanha terra de turismo. Aos candidatos que já trabalham nas estruturas camarárias que não sejam cínicos e que, alguns, encolham a barriga…
PS – Publicamos esta lista não só pelo interesse sociológico da mesma como também por ser um documento interessante do que são os ditos concursos públicos para as Câmaras. A folha assinada pelo arqueólogo Cristóvão é também muito interessantes. Através dela ficámos a saber de todas as razões e mais alguma que excluem candidatos a estes concursos. Tss, tss. Então esqueceram-se de dirigir a coisa ao Exmº Senhor Presidente. Imperdoável! À Sr.ª. que nos enviou esta documentação o nosso bem-haja e boa sorte para a impugnação. Aliás basta uma queixa, justa e séria para se adiar o reforço técnico fundamental para a futura historiografia camarária.
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