15 de dezembro de 2008

 

Imprensa social

Ele há noticias e noticias. Ainda esperamos uma rectificação, mas nada de nada. Qual emenda qual quê. A coisa saiu assim e pronto. Querermos lá saber. Como estamos todos, excessivamente bem recordados, a Primavera arqueológica regional começou mal com o inicio do já conhecido internacionalmente processo de destruição patrimonial da cidade de Castelo branco. Houve de tudo como sabemos e, lamentavelmente, aconteceram coisas espantosamente graves, a todos os níveis.

A atitude de alguns jornalistas da nossa praça, teve aspectos algo caricatos mas perfeitamente justificáveis se atendermos à verdadeira função do jornalismo local- Propagar o bem das terras, das gentes e do Sr. Presidente da Câmara da ocasião. As curiosas ligações entre almoços, páginas de publicidade, “furos jornalísticos” e fotografias dos agentes do poder, já se estudam no âmbito universitário e são tema de volumosas e ilustradas teses. Mas concordamos é tão lindo, passarmos os olhos por algum do jornalismo praticado das nossas vilas, aldeias e cidades e constatarmos como está, quase sempre tudo, tão luzidio, tão calmo, tão bonito e os nossos políticos tão gordinhos e as suas mãozinhas tão polidinhas e as unhas tão tratadinhas.E os sorrisinhos da Srª Dona Anabela Rosete que ontem era telefonista mas agora é técnica superior principal e responsável pelos pobrezinhos. Mais o Sr. Manel Tonho motorista que anda nas novas oportunidades e que nas horas vagas também é bombeiro e agora também já sai nas fotografias dos jornais. Já não constrói casitas clandestinas e é uma pessoa muito importante no café da esquina e na associação cultural do bairro! Portugal. Meu querido Portugal. Ai Portugal…

Mas adiante. Nada de isto pode ser associado ao meu querido jornal Reconquista, da minha cidade e que me acompanha desde a mais tenra idade. Tem um corpo redactorial de grande gabarito e pratica o equilíbrio noticioso ou não fosse propriedade da Paróquia. É um semanário, que orgulhosamente indica na primeira página, ser “regionalista da Beira Baixa”, antiga província do Estado Novo que já não faz parte do nosso passado mental administrativo. Ou fará?

Pois durante a “crise” arqueológica albicastrense foram várias as noticias aí saídas. Algumas foram aqui comentadas e difundidas, como por exemplo esta.

Acontece que passaram uns meses e na edição do passado dia 4 de Dezembro, saiu a que aqui editamos. Que bom é sabermos que a Câmara reabilita o bairro do Castelo e que «As ruas estão a ficar como novas, enquanto o estacionamento vai ficar resolvido. Já a muralha vai ser preservada.” Gostamos deste já…

Mas há uma curiosidade na peça jornalística. As partes sublinhadas a verde já tinham aparecido na noticia de http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=135&id=7522&idSeccao=1287&Action=noticia

E bonito verificar que o Sr. Presidente Joaquim Morão diz sempre as mesmíssimas palavras, seja em Junho seja em Dezembro. È obra o esforço de decorar o discurso.

A peça está assinada. É de autoria do nosso velho conhecido, Sr. Jornalista João Carrega, Carteira Professional número 2341. Ò Carrega veja lá se não confunde as penes, pois afinal aquilo que agora repetiu não corresponde à verdade. As sondagens arqueológicas junto a Santa Maria do Castelo foram todas mandadas tapar. Não houve fosso de observação do nosso passado para ninguém. Surgiu sim um mais um jardim de pedra também com uma grande inovação: as passadeiras são em calcário. Deve ser para atenuar a Interioridade mental e geológica da antiga província da Beira Baixa.

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Comments:
esta imprensa é tudo menos imprensa, eu denomino-a de "a escrita do compadrio regional". tudo está bem...tudo se faz bem...todos somos o máximo...projectos inovadores, singulares, que perspectivam a região no mundo; pessoas únicas que recebem os louros não se sabe bem porquê; instituições que estão na vanguarda do mundo, etc, etc; mas no concreto, continuo a ver os concelhos pobres, tristes, enlutados, dificieis para os jovens, dificieis para quem não tem padrinhos, dificieis para quem apenas quer trabalhar, dificieis para quem dedicou uma vida à sua terra, dificieis para quem quer fazer ciência, etc, etc...
 
O jornalismo paroquial e fora de tempo, acontece um pouco por toda a Beira Interior. É o costume.

Tomámos a liberdade e linkar este blogue para: carpinteira.blogspot.com

Saudações da carpinteira
 
Este sr. Carrega deve ser cá uma peça das ditas cujas. A arrogância, a tentaiva de logro e de enganar os leitores é que é criticável. Ele pensará que as pessoas não lêem?
 
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O Carrega, carrega o Morão, há pessoas assim.servem para isso.
Surpreende o Reconquista. onde está independência, deontologia e o jornalismo?
É um escândalo.
 
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