5 de dezembro de 2008

 

A balda arqueológica continua








Ainda que das e nas terras da Idanha, este blog também apresenta outros variados assuntos como sejam problemas patrimoniais de outros localidades, como é o caso da nossa cidade capital, Castelo Branco.
Quem nos acompanha lembrar-se-á da última “campanha arqueológica do verão”… com as suas vis tristezas, falácias, mentiras e personagens de estrutura cientifica medíocre. Cartas anónimas, ameaças de todo o género, intrigas entre colegas, manipulações da comunicação social de tudo recebemos e houve. Os poucos que se empenharam em denunciar este caso, único da gestão do património arqueológico das nossas cidades, ficará a História da defesa do património a dever alguma coisa.
Estas fotografias foram captadas em Castelo Branco. O local é em plena zona histórica, á frente e ao lado de dois monumentos nacionais: o cruzeiro de S. João e o jardim do Paço episcopal. As máquinas esventraram o subsolo e, uma vez mais, estes trabalhos não tiveram acompanhamento arqueológico. Estamos portanto diante de uma coisa clandestina.
Claro que a resposta é sempre a mesma: ou não sabíamos ou lá não há nada de interesse!
A pergunta é, meus senhores, a seguinte: porquê é que situações desta natureza atentatórias à ciência e ao património continuam a acontecer em Castelo Branco?
A quem pedir responsabilidades? O IGESPAR de Castelo Branco anda a fazer o quê? Eles mandam alguma coisa ou são um sucedâneo da Câmara?

Assinam de cruz quanto ao não haver lá nada?

Há ou não uma empresa de arqueologia a acompanhar as obras de Castelo Branco. Ou só acompanha algumas, conforme o jeitinho?

Quem não cumpre a Lei?

Ou há duas leis conforme a conveniência da obra, dos senhores empreiteiros e de arqueólogas e arqueólogos incompetentes mas grandes militantes… dos patrimónios …



Fotos de Verissimo Bispo e a nocturna de Luís Lourenço

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Comments:
Caro Joaquim Baptista, tenho acompanhado o seu blog, que com outros me permitem manter o contacto com a minha região de origem. Não tem muito a ver com esta temática que abordou, mas num post anterior falou de uma nova série dos Estudos de Castelo Branco. Por acaso sabe-me dizer como os posso adquirir? Mesmo os números mais antigos. Muito obrigado.
Carlos Pereira
 
Patrimónios pessoais para o o bolso de cada um ou das empresas
E as sondagens $$$$$$ acharam umas moeditas não f
 
Realmente, na passada quarta feira passei aqui de carro e perguntei-me onde andaria o arqueólogo que devia fazer o acompanhamento, como a lei obriga em qualquer centro histórico. É irrelevante se existe ou não algo de importante no local. Eu conheço o processo.

A Câmara só pode licenciar uma obra num centro histórico se o parecer do IGESPAR for favorável e existir acompanhamento. Só depois disso é que pode começar a obra.
Agora de duas uma:

- a câmara não mediu parecer ao IGESPAR e este também não foi havido nem achado (o que seria estranho porque o Lg. de São João não fica assim tão longe da sua sede albicastrense);
- a câmara informou o IGESPAR, mas como este demorou mais de um mês a dar diferimento, pela lei actual, a obra pode começar (porque na prática quem cala consente, de acordo com a dita lei).

Acho que é mais a segunda hipótese... De qualquer modo foi o próprio IGESPAR que disse que o pretenso caneiro era sem importância. Como esta obra esta do outro lado da rua, secalhar até foi considerada como sendo a mesma obra.

Quanto ao facto de haver uma empresa de arqueologia (Novarqueologia) noutras obras da cidade, não se misturem as coisas. Normalmente, e no caso em específico do castelo de Castelo Branco, a empresa de arqueologia é contratada pela construtora encarregue da obra.
Contratos da câmara com arqueólogos, só mesmo do da arqueóloga municipal.

Yzark
 
O meu amigo dr. Pedro Salvado considera essa do caneiro oitocentista como uma das maiores falácias, mentiras e construções institucionias que, até hoje houve, na História do património da cidade. Enquanto andava toda a gente à volta do caneiro comas tão as já célebres sondagens brancas ... E as cerãmicas? E os ossos? E os unidades pétreas não compreendidas? E as áreas de cinzas das seculares fogueiras rituais de S. João?
Há fotos

M.N. Forte
 
O IGESPAR È O GRANDE CULPADO.
 
Então pelo que entendo, o responsável desta situação é a Câmara?
 
Mas quem é o IGESPAR???

Esse bicho existe ou é mito???
 
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