23 de junho de 2009

 

Memórias 1


Foi apresentado em Idanha-a-Nova na passada Sexta-Feira o excelente volume do Professor Doutor João Marinho dos Santos «Notícias e memórias paroquiais setecentistas», exemplar este dedicado a Castelo Branco e editado pela Palimage.
A cerimónia contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco o idanhense Joaquim Morão que deste modo regressou "à sua Idanha" e ao auditório crismado com o seu nome.
Não teria sido mais correcto e respeitador se a apresentação da obra tivesse sido realizada em Castelo Branco?
No século XVIII já havia fronteiras e vão continuar a haver, ou não? Apesar de Joaquim Morão ter sido Presidente de Idanha e agora ser o autarca de Castelo Branco, ao nível histórico Castelo Branco é Castelo Branco e Idanha é Idanha. Ou já não? Ainda por cima o autor é das Sarzedas, freguesia albicastrense (berço de meu avô materno), pelo que esta situação é um bocadinho caricata.
Mas como a Câmara da minha cidade deve ter adquirido exemplares desta magnífica obra historiográfica, porque não uma apresentação para breve na Biblioteca Municipal, destinada isso sim a todos os albicastrenses habitantes do concelho com presença de todos os presidentes das Juntas também tratadas nesta obra.
Com um pouco de boa vontade até se arranjava uma jantarada histórico-turística.

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Comments:
Adorei o comentário. Uma vez mais o autor do blog tem razão nas suas sábias palavras. Há que separar o que é de Castelo Branco de Idanha. Mas em termos de autarca não é fácil, uma vez que homem que já foi e agora não é, o que quer é promover a sua imagem, seja à custa do for, principalmente se for dos dinheiros públicos. Ou será que o homem quer voltar a candidatar-se à Idanha? Se assim é, só poderemos dizer, “que bons ventos o levem”.
O lançamento da obra poderia ter sido feita em Castelo Branco ou na freguesia de Sarzedas, terra natal do seu autor. Mas vá-se lá saber porquê em Idanha-a-Nova.
 
Isto foi mais uma, vergonhosa, manipulação da nossa memória histórica e da nossa identidade ENQUANTO CIDADE. Chega! Como é que a Universidade de Coimbra foi nisto é que há que compreender.
Sou albicastresne e quero que a obra seja apresentada na MINHA CIDADE e não na vila do lado.
 
O Presidente Morão, pessoa que prezo e admiro, será bronco? Não o é pois não? Estarei errado?Quem é que aconselha o Presidente Morão a praticar estes actos do mais puro provincianismo?A do Cargaleiro?
 
Pois sim meu caro anónimo, mas tudo vale para promover a figura do autarca que já foi da Vila ao lado, mas agora é da cidade ao lado da Vila. Por isto, e por muito mais, temos de ir aguentando. Mas até quando não sei. O povo vai aguentando… aguentando… até que um dia.. Mas será que esse dia chegar a acontecer? Parece-me que não, porque o povo o que gosta é de festas e nisso de festas o autarca que já foi da Vila ao lado é muito bom. Diria mesmo que se Portugal fosse um país Monárquico, ele seria o bobo da corte, de tantas festas organizar para o Zé Povinho.
 
Olá Joaquim!

Como bom observador que és, reparaste logo neste facto. Como tu Albicastrense que és não gostaste que essa obra fosse apresentada na Vila onde tu ganhas o teu pão. Eu tb não gosto que publicações que foram editadas pela Câmar de Idanha fossem apresentadas em Castelo Branco, mas essas tu não comentaste.

Passe bem e um abraço de um Idanhense de gema.
 
Mas que raio querem estes anónimos que vêem a dizer mal do Joaquim Morão!
Se não fosse esse Homem Castelo Branco não era o que é presentemente.
Só mais uma coisa, ao anónimo que fala da "vila ao lado", essa vila tem nome e chama-se IDANHA-A-NOVA, e eu como Idanhense que sou tenho muito orgulho de ter tido o Joaquim Morão na nossa autarquia. Tomara Portugal ter muitos autarcas como ele e o país não chegava onde chegou.
 
O Joaquim Morão é DEUS!
 
Por mais que tente o DNA é da Idanha. E quanto ao desenvolvimento , não fez mais que a sua obrigação. Para tal é pago e bem.
Se quiser saber quanto é que ganha para ter a bondade. Pergunte ao sr, pPesidente.
«Tomara Portugal ter muitos autarcas como ele e o país não chegava onde chegou.»
tem razão : A cloca total! O compradoia . O domínio das bestas e dos porcos.

TODOS SOMOS DA IDANHA. TODOS SOMOS DE CASTELO BRANCO. TODOS SOMOS DE PORTUGAL.
MORÃO NÃO É O JAIME LOPES DIAS!OU É:
FEZ? OU MANDOU?
 
Apresentem é lá em Castelo Branco a obra e calem-se! Está na cara quem está a alimentar isto: os c~es de fila. O facto de se ter apresentado a obra na Idanha só prova a dimensão mesquinha da cultura da CM de CB. deste vez foi um tiro nos pés de suas Exªs.
E ao menos já leram a obra em questão?
 
Tenho todo o respeito pela vila de Idanha-a-Nova mas há coisas que me tiram do sério.
Porque não aprsetação das Memórias em Oleiros?Ou em Condeixa? Ou em Alcantara (Espanha). Fica tudo ao lado.
Ai Castelo Branco, Castelo Branco, cidade com tantos lados. Ela é uma cidade que está sempre ao lado.
Que tristeza.
 
Totalmente de acordo com os 2 últimos comentários.Também eu sou de Idanha-a-Nova e não gosto de ouvir a minha terra tratada como a outra .O que é verdade é que Castelo Branco precisou de um idanhense para crescer e desenvolver concordem ou não com o que ele fez.Meu pai que era de Castelo Branco e que optou pela Idanha ficaria feliz ,se estivesse entre nós ,por ver essa obra. Quanto .aos que estão ao ataque ...estão aí as eleições...votem...mudem ..e depois conversamos
 
A edição não foi de nenhuma Càmara.
 
"Se não fosse esse Homem Castelo Branco não era o que é presentemente."

Pois não, não era, mas isso não significa que tenha feito boa coisa.

Realmente é um facto que o Sr. Morão fez obra na Idanha e ficou, à época, conhecido como um bom presidente que desenvolveu uma área do país há muito esquecida.
Infelizmente, a fama que ganhou subiu-lhe à cabeça.
A obra feita em Castelo Branco nos últimos anos destruiu a imagem de bom presidente. Agora, pelo menos em Lisboa, Morão e Castelo Branco são sinónimo de más políticas urbanísticas e culturais.
Se Morão fosse natural de Castelo Branco provavelmente não tinha cometido os atentados à memória dos albicastrenses como fez. Podia ter feito o mesmo, mas de forma mais clara, conciliadora e democrática.
Melhores tempos viram, espera-se.

Quanto ao livro, apesar de só ter sido apresentado agora, tive a oportunidade de o ver e folhear numa livraria em Lisboa em meados de Maio.
Um livro excelente, fruto de uma cuidada pesquisa, como aliás é necessário em todas as áreas da história e cultura albicastrenses. Os meus parabéns. Vou comprar!

AD
 
Os que disseram que Castelo Branco não era nada sem o Morão, estão equivocados, porque as cidades, boas ou más,são sempre o resultado dos anos que têm. Além disso é um exagero e uma injustiça...
Quanto à Idanha,mesmo com a "obra" que realizou, sejam francos, mudou alguma coisa. O concelho continua a perder população. Melhorou a qualidade de vida dos poucos que vão ficando e pouco mais.Mas,foi uma boa operação de propaganda.
Não sejam exagerados.
José do Telhado
 
Castelo Branco é cidade capital, o centro da região. A vila ao lado não despretigia Idanha-a-Nova. Mas trata-se de uma vila ou não? E está ao lado de Castelo Branco ou não?
 
Fico incrédulo com tanta barbaridade que se lê ao longo destes comentários. Quando se deveria falar do livro e da sua importância para a história regional, não, fala-se no autarca Joaquim Morão e da obra feita e não feita em Idanha e Castelo Branco. Castelo Branco sempre foi Castelo Branco, mesmo antes de Joaquim Morão ser o presidente da Autarquia, não se esqueçam disso. Como todos os presidentes que passaram por Castelo Branco, fez obra de mérito e outras que são simples barbaridades. Pessoalmente não simpatizo com dita pessoa, pois o considero sem nível e muito “abrutalhado” nas relações pessoais. Mas não é aqui o local para se criticar, nem o post apropriado para o fazer, uma vez que se fala de um livro, que certamente muito valor trará à história da região. Foi apresentado na bela vila de Idanha? Pois muito bem, como poderia ter sido apresentado em qualquer outro local, até em Espanha como foi sugerido aqui num comentário. O que importa sobretudo é que foi editado e apresentado. O seu lançamento em Idanha poderá ter significado algo, pois não acredito que a escolha da apresentação do livro tenha sido feita por sorteio e calhado na roleta o nome de Idanha. Só mais uma questão, alguém já leu o livro?
Um Idanhense de gema
 
Já agora, depois de tudo isto ler ,quero reter o seguinte:o livro que ainda não li ,mas que prometo vou ler, foi apresentado em Idanha -a- Nova minha terra. E, ponto final.Depois de o conhecer poderei opinar.Quanto ao menosprezo à Idanha eà sua desertificação ,aí acho que Castelo Branco está a dar o seu contributo.Eu explico: se todos aqueles que trabalham na Idanha fixassem aí residência ou no seu concelho(veja-se o exemplo meritório do nosso amigo Baptista) a Idanha ,a partir das 17h , não começaria a perder população antes iria crescendo;a estrada Castelo Branco Idanha e vice-versa não seria como já é chamada de IC19 da Beira Baixa!Mas para dar trabalho aos vossos jovens a Idanha serve Enquanto para se fixarem por cá e contribuirem para o desenvolvimento da terra que os recebeu ,já não serve nem para apresentar um livro!Poupem-me os que não gostam de nós que não querem ficar entre nós que nos deixem em paz.Não falta por aí gente que queira fixar-se na Idanha desde que lhes libertem locais de trabalho ...Esss os que vierem ou regressarem sabem que serão bem recebidos .A«vila ao lado» poderá então crescer ; não queremos muito senão perdemos qualidade de vida o que a pouco e pouco , os jovens das grandes cidades vão aprendendo o que é.Acha emprego e incentivos à fixação ...Portanto aos que não gostam da Idanha mas por lá andam das 9 às 17h libertem o espaço ,deixem os idanhenses ,os seus descendentes e os de todo o seu vasto concelho(maior que o vosso) regressar...Bem-hajam.
 
Caro Anónimo, li com atenção o seu comentário. É de facto espantoso onde nos leva uma simples notícia do lançamento de um livro, talvez no local, não de todo adequado. De facto há muita gente a trabalhar na Idanha-a-Nova, especialmente nos serviços públicos que aqui não reside, mas olhe que muita dessa gente é nascida em Idanha e vive em Castelo Branco porque é mais chique viver na cidade. Conheço muitos casos, pode crer. Quanto á dimensão dos concelhos estou farto de dizer que em área Castelo Branco é maior que Idanha, por alguns quilómetros. Mas não é por aí que ninguém morre, nem isso interessa verdadeiramente. Trata-se somente de um dado estatístico a que não atribuo significado, apenas gosto por uma questão de verdade de repor sempre que posso esta verdade. aliás trata-se de um mito idanhense colocar o concelho como o 2º do país quando na realidade é o 4º.
 
A desertificação sempre foi o problema deste interior profundo, por mais cor-de-rosa que se queira pintar a actuação de alguns autarcas, com planos de recuperação de Aldeias Histórias, Aldeias de Xisto e tantos outros nomes pomposos que apenas serviram para ganhar votos em tempos de eleições.
A realidade continua, um país cada vez mais envelhecido, um interior cada vez mais interior, e soluções nem vê-las, quando mais senti-las.
A verdade é que o interior seja ele da Beira Baixa, Beira Alta ou Alentejo, sempre foi o parente pobre deste país pós-25 de Abril. Constroem-se estradas, barragens, estádios, pavilhões, tudo em nome do progresso, em nome de um progresso que tarde em chegar, se é que algum dia chegará. Mas a verdade é que continuamos a assistir ao êxodo do interior para o litoral na procura de outra vida, outras condições e sobretudo na procura de trabalho. Quando se gasta milhares de euros em remodelações de estradas para suprimir uma ou outra curva, quando se gasta milhares de euros em Feiras do Azeite, em jantares para idosos, professores, etc… etc.. onde está a recuperação de postos de trabalho neste nosso interior? Onde estão as condições que possam permitir aos nossos jovens fixarem-se na terra que os viu nascer, que viu nascer os seus pais e avós? Parece-me na minha modesta opinião, que assistimos a uma política de demagogia, a uma política de falsa moralidade para com o interior.
 
Inteiramente de acordo com o Anónimo que escreveu no dia 24 o texto sobre a desertificação.Será que se trabalhassemos todos juntos ,sem discussões infrutíferas, não se conseguiria algo de positivo,quero dizer de desenvolvimento? Podem chamar-me de «sonhador idanhense» mas creio que se todos, nós os do interior de norte a sul remassemos todos para o mesmo lado,se nos vissemos todos de um mesmo interior abandonado à sua sorte em vez de nos perdermos em quesílias ,talvez conseguissemos fazer ouvir a nossa voz e ir em frente .Amigo Baptista essa que me diz que hà idanhenses que vão morar para C.Branco por ser mais chique deixou-me de queixo caído...Apetece-me é«tchegar-lhes a roupa ao pêlo com uma sapata para ver se lhes passéva a feneza !!!»Eles entendem-me mesmo que a dita «feneza» já seja tanta que os leve a dizer que não.Ora «os alma do diatcho»...
 
Houve alguém,num comentário aí para trás que falou do Dr.Jaime Lopes Dias.Ora ele é uma referência beirã:nasceu na actual Senhora da Póvoa-Penamacor, estudou em Coimbra,ocupou vários cargos em Idnha-a-Nova onde ainda hoje há uma casa conhecida pelos mais antigos ,como «a casa do DR.Jaime Lopes Dias » na rua Vaz Preto,só depois foi para C.Branco! Será o destino?E ainda por cima,o actual presidente tem o nome de J. M. Lopes Dias
 
este último comentário é para rir do rídiculo que é. ou mehor da tristeza. Morão é igual ao Lopes Dias!Onde isto já vai.
 
Que pena , o autor do comentário que chama ridículo ao anterior não atingiu qual era a comparação...Para não dizer outra coisa ,repito :que pena,... que pena,... que pena....
 
Temos que saudar a ideia do Batista publicar o post sobre o livro, dado o interesse apaixonado que suscitou. Veio muita coisa ao de cima entre albicastrenses e idanhenses.
Infelizmente para concluir o que alguns antepassados já tinham concluido.O que não é bom sinal.
Pois,se as coisas aos nossos olhos pareçam ter melhorado,o que é certo em relação ao futuro é que círculo vai-se fechando e fica apenas a desertificação a que a região foi votada. No fim, a Idanha é a mais sacrificada, mas Castelo Branco,tal como todo o interior,será também vítima da incompreensão e falta de visão e de união entre nós, por não termos sido capazes de alcançar as cinergias necessárias para saírmos do "bêco" onde nos encurralaram.
José do Telhado
 
Quem é que já leu o livro?
 
Mas não percebeu que o que está aqui em causa não é o livro ,infelizmente , antes sim o lugar onde foi lançado?!Antes fosse o livro que sempre seria mais útil do que o bairrismo exacerbado.Connosco é sempre assim ,ou havemos de estar de peito estofado de bairrismo ou havemos de estar a dizer mal da nossa terra.Não há meio termo...
 
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