10 de março de 2008

 

O Cruzeiro de S. João é Monumento Nacional desde 1910

Da página da extinta Direcção-Geral de Edifício e Monumentos Nacionais, retiramos estes elementos sobre o cruzeiro de S. João e sua envolvente, já que com o estatuto de Monumento Nacional este imóvel tem direito a uma zona de protecção prevista na Lei, mas que parece que as actuais obras estão a querer mandar para as urtigas. Já agora em que moldes está a ser feito o acompanhamento arqueológico da zona em obras? Será que está a ser feito? Por favor não brinquem com os sentimentos de quem nasceu aí bem ao lado, na casa que faz esquina à entrada do Largo de S. João do lado direito. Haja lisura.

Cruzeiro de Castelo Branco / Cruzeiro de São João
IPA
Monumento
Nº IPA
PT020502050001
Designação
Cruzeiro de Castelo Branco / Cruzeiro de São João
Localização
Castelo Branco, Castelo Branco, Castelo Branco
Acesso
Lg. de São João
Protecção
MN, Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910
Enquadramento
Urbano, destacado em superfície plana, sobre pavimento lajeado
e rebaixado, delimitado parcialmente por pequeno murete.
Isolado na zona central de um espaço arborizado, delimitado por
edifícios vernáculos e erudizantes, destacando-se o Paço
Episcopal (v. PT020502050002) e alguns vãos com decoração
manuelina. Na zona S., existe o Poço do Concelho *1.
Descrição
Soco constituído por três degraus octogonais, onde se implanta a
base troncocónica, decorada com figuras humanas estilizadas
acorrentadas de cabeça para abaixo. Coluna de fuste torso
encimada por capitel de secção cilíndrica decorado com motivos
vegetalistas estilizados e motivos em forma de cabo. Cruz grega
com hastes de secção cilíndrica, decoradas com motivos
vegetalistas estilizados configurando rendilhado contínuo,
apresentando, numa das faces, figuração de Cristo com
tratamento anatómico rudimentar.
Utilização Inicial
Devocional: cruzeiro
Utilização Actual
Marco histórico-cultural: cruzeiro
Propriedade
Pública: municipal
Afectação
Sem afectação
Época Construção
Séc. 16 (conjectural)
Arquitecto | Construtor | Autor
Desconhecido.
Cronologia
Séc. 16, 1.ª metade - provável edificação do cruzeiro.
Tipologia
Arquitectura religiosa, manuelina. Cruzeiro de caminho,
implantado em plataforma octogonal, sustentando coluna com
base troncocónica, fuste torso e capitel de secção cilíndrica com
motivos fitomórficos. Cruz com a figura de Cristo crucificado.
Características Particulares
Cruzeiro de caminho, actualmente em cota inferior à via pública e
que assinalava a existência de uma igreja com a invocação de
São João, que acabou por dar nome ao cruzeiro. Coluna com
base decorada com figuras humanas estilizadas, fuste torso,
capitel intensamente decorado e cruz grega, envolvida por
elementos fitomórficos estilizados rendilhados.
Dados Técnicos
Estrutura autoportante.
Materiais
Granito.
Bibliografia
SANTOS, Manuel Tavares dos, Castelo Branco na História e na
Arte, Castelo Branco, 1958; MARTINS, Anacleto Pires da Silva,
Esboço Histórico da Cidade de Castelo Branco, Castelo Branco,
1979; PROENÇA, Raul e DIONÍSIO, Sant'Ana, Guia de Portugal,
Beira II - Beira Baixa e Beira Alta, Lisboa, 1984; ALMEIDA, José
António Ferreira de, dir., Tesouros Artísticos de Portugal,
Lisboa, 1980; AZEVEDO, Correia de, Inventário Artístico de
Portugal, Beiras, Lisboa, 1992; LEITE, Cristina, Castelo Branco,
Lisboa, 1991.
Documentação Gráfica
Não definido
Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID
Documentação Administrativa
Não definido
Intervenção Realizada
Séc. 20 - arranjo da envolvência e construção de murete
protector.
Observações
*1 - na proximidade do cruzeiro, existia a Igreja de São João,
demolida em 1913.
Autor Data
Margarida Conceição 1993 / Marisa Costa 2001

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Comments:
O acompanhamento está a ser feito.
E não se preocupe tanto com o património da cidade. Não tem a sua Idanha? Então para que é que anda a meter o bedelho onde não é chamado? A arqueóloga responsável é uma pessoa académicamente muito conceituada em Coimbra, em Lisboa e em Faro. Tem muitos artigos publicados. Mestre por duas Universidades, está a preparar a sua tese de doutoramento sobre povoamento pré-histórico no sul da Beira interior. Participou e orientou dezenas de escavações em Portugal e no estrangeiro. E agora está a orientar as escavações do programa Polis de CAstelo Branco.
 
Desconheço quem seja a arqueóloga, por outro lado desconhecia a existência de fronteiras arqueológicas e patrimoniais neste país. Tenha juízo sua arqueóloga "paralela". Emais não digo.
 
Cuidado Drª Pimpina Catrina, está sujeita a ficar sem feudo.
 
Eu acho que se trata de uma arqueóloga virtual
 
Paralela?
 
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