4 de março de 2008

 

Largo de S. João


Bom Trabalho
Talvez sim, talvez não.
Esperemos um milagre

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A antiga sede de concelho continua a ser terreno fértil para descobertas

Obras de infra-estruturas e de repavimentação trouxeram à luz do dia mais peças arqueológicas em Vilar Maior. O arqueólogo Marcos Osório gostaria de ver todos os achados da aldeia reunidos num museu
Escavações arqueológicas realizadas em Vilar Maior, durante obras de infra-estruturas subterrâneas e de repavimentação de ruas e largos, estão a revelar dados considerados "importantes" sobre o passado daquela aldeia do concelho do Sabugal. Segundo Marcos Osório, arqueólogo da Câmara Municipal do Sabugal, nas prospecções que decorrem desde Dezembro foram encontradas moedas, centenas de pedaços de cerâmica, artefactos líticos, sepulturas escavadas na rocha e vestígios de habitat de comunidades da Idade do Bronze e do Ferro.
Dada a importância histórica de alguns pontos da aldeia, as escavações estão a ser feitas “antes da entrada das máquinas”, situação que, segundo o arqueólogo, salvaguarda a destruição dos vestígios existentes no subsolo. Aquele responsável indicou que o acompanhamento arqueológico está a ser efectuado em permanência por um arqueólogo contratado pela autarquia do Sabugal. O especialista disse à Agência Lusa que as escavações já efectuadas junto às ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Castelo e no adro da Igreja Matriz "revelaram estruturas e materiais de grande importância".
Vão seguir-se intervenções na zona da antiga Judiaria, no Largo do Castelo, às portas da antiga muralha e, também, junto ao painel de gravuras rupestres pré-históricas de Vilar Maior. Segundo adiantou, foi feita uma escavação nos alicerces das ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Castelo e outras nas proximidades, que permitiram “encontrar duas sepulturas escavadas na rocha, e também dois ceitis [moedas] de D. Manuel e D. Afonso III”.

DESCOBERTAS À ALTURA DE VILAR MAIOR
No largo do Pelourinho “recolhemos também grande quantidade de cerâmica medieval”, refere Marcos Osório. “Juntamente com um dinheiro [moeda] de D. Dinis, encontrado no adro da Igreja Matriz, propiciam alguns testemunhos do desenvolvimento económico e político desta aldeia durante o reinado deste monarca, após o Tratado de Alcanizes”.
O investigador não se mostra surpreendido com a riqueza dos achados encontrados até ao momento, atendendo à antiguidade e ao valor histórico e arqueológico da aldeia. “Basta lembrar que está hoje no Museu Regional da Guarda uma espada de bronze do período da Idade do Bronze Final”, declarou.

Arqueólogo defende exibição das peças
Os materiais encontrados estão a ser lavados, catalogados e colados, mas, posteriormente, quando toda a intervenção na aldeia estiver concluída, terão outro destino. Marcos Osório defende que “o ideal seria o material ficar exposto no Museu de Vilar Maior ou noutras instalações com condições para a sua exposição, para poder ser visto pelo público interessado”.

Sede de concelho até 1855
A aldeia de Vilar Maior, que dista cerca de 22 quilómetros do Sabugal, foi vila e sede de concelho até 1855. A freguesia com 24,82 quilómetros quadrados de área e 168 habitantes (2001), muito menos que os 3.302 habitantes em 1801 e 7.415 em 1849.
O castelo, a Igreja de Santa Maria do Castelo, a Igreja Matriz, a ponte medieval sobre o Rio Cesarão e o Pelourinho, são alguns dos monumentos existentes na localidade.

Comunidades das Idades do Bronze e do Ferro
Materiais proto-históricos suscitam curiosidade
Os achados que “estão a suscitar maior curiosidade” são os materiais proto-históricos que têm sido encontrados quer nas valas, quer nas sondagens realizados no adro da Igreja Matriz. Não foi encontrado nenhum enterramento nessa área, mas os arqueólogos encontraram, “logo a meio metro de profundidade, vestígios de habitat de indivíduos contemporâneos da espada de bronze e das gravuras rupestres já conhecidas”, ou seja, de comunidades das Idades do Bronze e do Ferro.
Nesse local foram descobertos diversos vestígios, nomeadamente mós de vaivém, um machado de pedra, um pendente de colar, ossos de animais e muita cerâmica característica do período cronológico compreendido entre 1.300 a.C. (antes de Cristo) e 500 a.C., que poderá estar associada a uma lareira de uma casa proto-histórica. O arqueólogo admite que a partir dos materiais já recolhidos poderá ser feito um estudo sobre o tipo de dieta dos indivíduos que outrora viveram naquele local e saber que animais poderão ter existido na região. Os ossos encontrados também vão permitir, através do método do Carbono 14, “aferir cronologias exactas sobre o período da lareira”, assinalou.

Sala desconhecida descoberta em 1998
Já em 1998, as descobertas feitas a propósito de obras em Vilar Maior eram notícia. Na altura, os trabalhos decorreram na antiga escola e nos antigos Paços do Concelho e levaram à descoberta de uma porta taipada e uma sala desconhecida. Trabalhos posteriores (já na altura dirigidos por Marcos Osório) revelaram a existência de uma sala abandonada e entulhada durante o século XVII, numa fase posterior à Restauração de Portugal (1640). A divisão era contígua ao que seria a antiga prisão.
Diversas moedas de D. João IV, D. José e moedas leonesas, fragmentos de mós, duas estelas funerárias medievais dos séculos XI e XII e abundantes fragmentos de cerâmico e faiança foram outros achados que vieram à luz do dia.












EM CASTELO BRANCO NÃO SE ENCONTRA NADA

NÃO É UMA NÓDOA É UMA
ANEDOTA
 
Batista.
O largo de S. João não passa hoje, de um parque de estacionamento, (ainda por cima rasca), tudo o que ali possa ser feito, será seguramente melhor que a porcaria ali existente.
O projecto pode ter alguns detalhes menos bons e podia até ser melhor.
Porém mais vale mexer na porcaria que deixar apodrecer até cair de podre.
Cumprimentos deste teu amigo, Veríssimo Bispo
 
Se calhar vai haver mesmo um milagre.
 
Os verdadeiros albicasrtrenses estão a ficar fartos do Morão e dos seus técnicos escolhidos a dedo cuja principal virtude é não pensarem e estarem sempre prontos a bater palmas e a prestar vassalagem ao dono
 
Não sei. Eu acho que há duas coisas das quais ninguém se deve rir. É uma questão de educação. Quero dizer, a gente até pode rir. Mas há duas coisas que… Julgo ser de muito pouca educação, se me permitem, rir da ca(s/r)a de alguém… e de uma mulher a tentar escavar e a lutar contra o sistema montado.
A defesa do património só admite uma vassalagem: a que é feita com a ciência e com a honestidade intelectual e cultural- tudo coisas que não abundam por Castlo Branco. É pena.
Quanto ao Presidente Morão, o nome dele não é para aqui chamado para nada-è
É Presidente de uma das trezentas e muitas autarquias de Portugal- Quer o melhor para Castelo Branco. É tudo normal para um polítíco profissional. Nunca gostou muito de patrimónios...


um verdadeiro amigo do Património albicastrense
 
Já estamos a chorar lágrimas de crocodilo pelos patrimónios destruídos. A respostas são sempre do tipo: «Não era intenção nossa.O tempo...A obra ...As datas...O preço... O empreiteiro... A data da inauguração...Blá, bá, bl´´a" Mas o património lá foi e lá vai ... Ora o que na verdade acontece é que a qualidade científica da arqueologia albicastresne praticada nos últimos anos deixa muito a desejar quer quanto aos seus objectivos culturais, quer quanto aos seus resultados. Responsáveis pela situação? Muitos e de diversa tipologia já que arqueologia é uma parte infima do problema. O mesmo tem contornos muito mais vastos e profundos. Será caso para perguntar o que andam a fazer os colegas do ex IPA e IPPAR? A propósito duas perguntas: a Delegação do ex IPPAR é em Castelo Branco não é?
A outra era saber quem efectivamente "manda" no património albicastrense?
Não se admitem políticos nem engenheiros dos tais nas respostas.
Dura lex, sed lex

Era bom , era.

Um albicastrense verdadeiro amigo do Património da cidade
 
Cá está, boa. Curto e grosso para bom entendedor.
 
A Senhor Drª. Pimpina Catrina (que saudades)agradece as defesas.
 
A dona Pimpina voltou? UAU Me liga, tá.
 
Bom...bom? Foi cá uma coisa que só visto pois contado ninguém acreditará. Apesar dos seus avisos achamos que ficou pela Vergonha.
Um pedido:- Que Haja vergonha
 
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