28 de março de 2007
MUDANÇAS ?

IPAAR mais IPA=IGESPAR= Menos uns "taxos" e mais centralismo
Nunca nos esquecemos da frase reproduzida no filme “o Leopardo” de Lucino Visconti :"As coisas precisam mudar para continuar as mesmas". Pois é.
Entretanto, o grande mister Bean que também é muito dado a estas coisas dos monumentos e das antiguidades, também resolveu mudar. Coincidências temporais…. Reparem só na expressão facial de mister Bean ao contemplar as ditas "mudanças"
Etiquetas: IGESPAR, IPA, IPPAR
IPPAR do distrito com mais visitantes e receitas do que Porto e Évora
Em apenas sete anos de actividade o IPPAR de Castelo Branco já ultrapassou as congéneres do Porto e Évora em número de visitantes e receitas geradas. O Governo anunciou mudanças neste sector que a nível europeu gera mais receitas que a indústria automóvel.
Com a anunciada extinção do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), no âmbito do Programa de Reestruturação da Administração Central (PRACE), o futuro da Direcção Regional de Castelo Branco torna-se uma incógnita.
Instalada há apenas sete anos numa região de elevado potencial patrimonial e turístico, com problemas estruturais ao nível da fixação de jovens e desenvolvimento económico, o IPPAR de Castelo Branco já ultrapassou em número de visitas e volume de receitas geradas as direcções regionais do Porto, Évora e Faro, segundo dados recentes divulgados pelo vice-presidente do IPPAR, Henrique Parente.
As Aldeias Históricas constituem um dos principais factores de atracção de visitantes à região. “Hoje o património e o turismo cultural são factores de enriquecimento das regiões e das comunidades. Na Europa, a indústria do turismo cultural é geradora de mais riqueza que a indústria automóvel”, sublinha José Afonso.
A acção do IPPAR de Castelo Branco tem contribuído para “um enorme desenvolvimento da consciência patrimonial da população da região”, garante. “É imprescindível articular cada vez mais cultura e turismo”, adianta o responsável.
“Ainda não se sabe muito bem o que irá acontecer. A reforma administrativa visa reduzir a burocracia. Não faria sentido que regredíssemos para uma situação igual há de algumas décadas”. Segundo o arquitecto, existe um consenso entre as várias entidades da Região Centro para a “harmonização e racionalização dos quadros técnicos e administrativos existentes”.
José Afonso adianta que o IPPAR de Castelo Branco está actualmente “desfalcado de meios” e fala em “esforço sobre-humano” para conseguir dar resposta às solicitações. Apesar da reestruturação em curso, o director regional, José Afonso, está convicto de que o distrito continuará a ter um serviço público na área da gestão e defesa do património histórico.
Expectativa quanto ao futuro
Apesar disso, o responsável acredita ser possível chegar a uma solução “capaz de responder às necessidades da Região Centro e da Beira Interior”. E mantém uma atitude positiva em relação à desconcentração de competências.
“Podemos até ficar em condições de maior operacionalidade”, acrescenta. Até final do ano a reestruturação de serviços deverá estar concluída.
A nova lei quadro do Ministério da Cultura (MC) extingue o IPPAR, a Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais e o Instituto Português de Arqueologia (IPA) e cria uma nova organização e estrutura.
O IPPAR passa a Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e as seis direcções regionais são integradas nas Direcções Regionais de Cultura (DRC).
Tanto o IGESPAR como a DRC têm funções diferentes embora sejam complementares. A DRC do Centro irá assim integrar um serviço desconcentrado em Castelo Branco.
Ainda não é conhecido o nome do organismo que deverá ser conhecido quando for publicado o decreto regulamentar das DRC.
Texto de Nelson Mingacho
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2007-03-09 | Reconquista
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