22 de março de 2012

 

Hoje somos todos Toulouse


Diáspora, monumento está já a viver na zona histórica da minha cidade ao lado da muralha do Postiguinho de Valadares. É uma homenagem a todos aqueles albicastrenses que por terem outras ideias ou credos tiveram de fugir, foram perseguidos e até mortos. O crime de serem ou pensarem diferente. A estátua comunica uma mensagem de paz e de aviso. Nunca esquecer que houve e continua a haver Monstros que não respeitam aquilo que de mais sagrado há. A vida. É o homem universal  que este monumento significa. Este albicastrense quer dar os parabéns ao autor, Machaco,  que fez um monumento que toda agente entende  e à Câmara Municipal na pessoa do seu Presidente o meu Amigo Joaquim Morão que também teve na sua família muitos e ilustres perseguidos pela tenebrosa Inquisição que de Santa nunca teve nada.
A foto é da autoria do meu especial Amigo Veríssimo Bispo a quem agradeço e a quem quero dar os parabéns pela autoria.

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Comments:
Será que os perseguidos , presos e torturados pela pide também aí se englobam? Espero que sim ,pois verei nela ,cada vez que a olhar , um pedacinho de meu pai ,natural de Castelo Branco ,preso por duas vezes no forte de Caxias pelo crime de pensar livremente e ler "O Século " aos que então não sabiam fazê-lo...
Ab.
Quina
 
Feliz título para o post Joaquim!
Quanto ao texto, subscrevo na íntegra.
Um abraço,
Luís Norberto Lourenço
 
Do Catálogo:

O REGRESSO DA DIÁSPORA

A cidade de Castelo Branco é hoje o resultado de séculos de História: uma memória que, cruzando tempos, se mantém na vivência da paisagem urbana.
Houve, contudo, períodos dos quais temos uma obrigatoriedade de nunca esquecer.
Referimo-nos, particularmente, aqueles que foram marcados pela intolerância e pela perseguição religiosa e intelectual.
Com efeito, a partir de determinada época a harmonia entre credos foi vilmente apagada e emudecida nesta comunidade. Centenas de mulheres, homens e crianças aqui nascidos foram denunciados, condenados ou mortos.
Outros, preservando a vida, partiram cheios de interrogações, de angústias, de medos e de saudades. Para todo o sempre, intelectuais, médicos, oficiais, mercadores, gente de todos os estratos sociais, tiveram de abandonar Castelo Branco com tudo o que esta migração forçada significou de perda para a vida e futuro próspero do burgo. E não se pense que esta atitude de intolerância foi muito antiga. Em finais do século XIX ainda se perseguia e se denunciavam cidadãos por questões religiosas.
No século XX, continuaram a denunciar-se e a perseguir-se albicastrenses por razões políticas.
Foi contra estas amnésias, e coincidindo com os 500 anos de um nosso ilustre cidadão proscrito mais ilustres de todos os tempos, o médico João Rodrigues Amato Lusitano, que quisemos erguer um memorial a que apelidámos “Diáspora”.
A peça de autoria de Machaco, artista raiano, fronteiriço que assume as suas origens sefarditas, constitui uma homenagem a todos aqueles que algum dia tiveram de partir da sua primeira pátria.
As cidades, nos nossos dias, têm de ser palcos do respeito e da tolerância entre todas as ideias e religiões, tecendo um futuro espiritual mais saudável para cidadania. São estas mensagens, valores e anseios contemporâneos que a nossa cidade quer conter e transmitir para as gerações vindouras.

Joaquim Morão
Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco
 
Parabens a Castelo Branco e aos seus autarcas, que felizmente nao se deixaram vencer, pelo "politicamente correcto" e, chamam os bois pelos seus nomes!

Um abraco dalgodrense, de amizade e solidariedade.
 
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