9 de outubro de 2011

 

O Largo da Amoreira em Idanha-a-Velha

Recebemos nos comentários deste Blog uma chamada de atenção em relação à limpeza da amoreira  que se situa no lado sul do Largo. O comentador relatava que se tratava de uma árvore com 300 ou 400 anos e que a poda tinha sido excessiva. Pois agradeço a sua preocupação. Mas na sua argumentação há dois factos que merecem reparo. O primeiro é que as amoreiras foram introduzidas em Portugal só no século XVII, há pois 400 anos, sendo a vida destas àrvores, na melhor das hipóteses, entre 150 e os 200 anos. Não é pois possivel esta árvore ter a idade que o comentador aponta (mais um mito egeditano), mas de facto já ouvi datações bem mais antigas. É no que dá certas pessoas falarem de tudo sem muitas vezes estarem documentadas para tal. Para estes pequeninos esclarecimentos pedi o apoio a um Professor da Escola Agrária de Castelo Branco.
Quanto á violência da poda, creio que já vi azinheiras e oliveiras com podas bem mais radicais, aquí bem perto. Sinceramente a nossa estimada árvore estava a precisar mesmo desta poda. Em Abril logo se verá do benefício desta operação.






Falamos do que se passa na banda sul do Largo, agora a norte existe um espectáculo deprimente. Estou a referir-me aos caixotes de lixo que lá estão amontoados. Nada mais de 3 para lixos comuns, mais 3 para a reciclagem. Na minha opinião são caixotes de lixo a mais. Por outro lado creio que haveria locais para pôr todo este arsenal de caixotes nem muito longe deste sitio. Neste local é um péssimo cartão de visita a quem nos dá o prazer da sua visita. Para além de que o local está sempre sujo e o lixo espalhado, mesmo com tanto vasedouro para o mesmo. O muro por detrás é também um mimo. Gastou-se tanto dinheiro a recuperer fachadas( não tantas como os relatórios dizem) e não houve uns miseros euros para dar uma melhor aparência a este Largo, que tem a função de receber os visitantes que aquí  aportam. Eis uma acção que se impõe sem ser preciso grande investimento.

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Comments:
Será uma intervenção de arte pública? Ou uma curiosa patrimonialização
do elemento lixo resultante da desertificação humana galopante?
Realmente, só pessoas sem nenhum respeito pela identidade dessa nossa querida terra é que aí colocavam esses caixotes.Isto é um autêntico escarro cultural.

E vivo ó turisme e a cólture.Haja cacau...

Cogito E8r)GO sum
 
Será que o Dr. Batista ainda não saiu do Largo da Amoreira?
 
Está nas traseiras do mesmo.
 
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