27 de julho de 2009

 

Museu Arqueológico do Fundão


Ontem, regressei ao Museu Arqueológico Municipal José Monteiro no Fundão. Desde Janeiro que não ia lá, mas desta vez levei a família. Algumas novidades nos aguardavam neste espaço museológico de grande valor, embora nem todas boas. Logo à entrada deparamo-nos com o invulgar e interessante menir das Corgas (Donas), há pouco trazido para o Museu. No entanto os gravados nele presentes são de dificil leitura e só o recurso a luz rasante poderia dar mais apontamentos sobre os mesmos. Nas salas deparei-me com alguma falta de manutenção. Peças fora de sítio devido à trepidação e lâmpadas fundidas. Mas, mesmo assim, foi um prazer esta visita.

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Comments:
Já passou por Castelo Novo e pela exposição de materiais arqueológicos identificados, em resultado das escavações realizadas no castelo?

O Menir não deveria ter ficado, devidamente protegido, no lugar primitivo? Se em Évora fizessem o mesmo, perdiamos completamente o enquadramento desse património histórico.
 
Trabalhos

Designação do Sítio: Estátua-menir de Corgas
CNS: 30694
Tipo de Trabalho: Relocalização/Identificação
Ano do Trabalho: 2008
Projecto: Relocalização, identificação e inspecção de sítios pela Extensão IPA - Covilhã
Estado: Outros
Objectivos: Identificação e caracterização de sítios arqueológicos na área da Extensão da Beira Interior.
Data de Início: 20/08/2008
Data de Fim: 20/08/2008
Resultados: Na sequência de indicação da existência de um possivel menir na localidade de Chãos, comunicada à Extensão da Beira Interior pelo arqueólogo Dr. André da Mota Veiga efectuou-se uma deslocação ao local.
Arqueólogos: Carlos Manuel dos Santos Banha/Responsável
 
Estátua-menir de Corgas
Tipo de Sítio: Menir
Periodo/Notas: Neo-Calcolítico ; Idade do Bronze
CNS: 30694
Topónimo: Corgas
Div. Administrativa: Castelo Branco/Fundão/Donas
Classificação: -
Descrição: Menir bétilo de forma fálica em granito. A face posterior é facetada, enquanto a face anterior se encontra alisada e decorado com insculturas representando a panóplia de guerreiro (espada e objecto ancoriforme). A estátua-menir foi talhada num monolito de granodiorito de forma ovóide, com um comprimento de 2,80 m e largura máxima de 0,65 m, decorado nas faces frontal e lateral, pesando cerca de 1500 kg (1440 kg). A peça apresenta uma fissura profunda na parte média/inferior e cicatrizes e destacamentos recentes na parte superior e média, situação resultante da sua remoção no ânbito de trabalhos agrícolas do local onde originalmente se encontrava para uma zona de despedrega cerca de 15 m a poente. Trata-se provavelmente de um menir neo-calcolítico, reaproveitado em época posterior (Idade do Bronze), ao qual se procurou dar uma forma antropomórfica, nomeadamente delimitando a zona da cabeça por uma gola. A decoração central é constituída por objecto bi-ancoriforme, espada e três sulcos profundamente gravados na rocha, unindo os objectos acima referidos à parte superior do menir, representando provavelmente correias de suspensão dos mesmos. Na parte média inferior do monumento, abaixo da extremidade da espada, é visível uma covinha, possivelmente relacionada com a utilização inicial do menir.
Espólio: Não foi identificado.
Ref. Bibliográficas: -
 
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Este museu está com um ar decadente.
 
[Archport] Estátua-menir do Fundão‏
De: archport-bounces@ci.uc.pt em nome de joana bizarro (bizarro.joana@gmail.com)
Enviada: terça-feira, 4 de agosto de 2009 14:54:35
Para: Archport@ci.uc.pt




Foi recentemente identificado na freguesia das Donas, concelho do Fundão uma estátua-menir. Trata-se eventualmente de um monumento megalítico da Pré-História recente (Calcolítico) com reaproveitamento durante a Idade do Bronze Pleno (II Milénio a. C.) a qual corresponde a estela propriamente dita. Nas faces afeiçoadas figuram dois atributos uma espada e um bi-ancoriforme com respectivas correias de suspensão.

A estátua-menir já se encontra musealizada, poderá ser visitada pelo público no Museu Arqueológico do Fundão.



As cronologias não batem certo.Recentemente?
 
"Recentemente"(museu) e agosto de 2008 (Ipa) vai quase um ano de diferença. Pelo que pude ler na informação constante no painel museográfico do menir o museu teve conhecimento só no final de Julho de 2009, e pelas notícias "..em tempo recorde tratou de salvaguardar e musealizar a peça... uma vez que esta apresentava fissuras estruturais que punham em perigo a sua integridade...", portanto, alguém se deve ter esquecido de passar a informação do achado...
 
IPA?
 
Foi o Mendes Rosa quem não ligou à informação.
 
Então o IPA sabia do menir desde Agosto e só 1 ano depois é que divulga???? Entretanto o que esteve a fazer? Tanto quanto sei o Museu do Fundão, logo que soube da existência da peça, tratou logo de a pôr à disposição do público... Não aprenderam com Foz Côa?
 
foz quê??? já passou, já nem se lembram que o facto de ocultarem de andarem sempre pelas sombras, iam deitando a perder toda aquela riqueza.
 
Tive conhecimento cá em baixo por um passarinho (ou passarão) que a história do menir é ainda mais rocambolesca. Desde uma tentativa de encobrimento por parte de um senhor arqueólogo do IGESPAR Beira Interior, uns quantos contactos feitos a Norte e a Sul à procura de compinchas e até um puxão de orelhas que obrigou o senhor a revelar o achado. O passarão ainda me disse que por isto as datas estão efectivamente correctas, houve quem encontrasse em Agosto de 2008 e houve quem só soubesse em Julho de 2009. E sim caros colegas agora também temos concorrência por parte dos arqueólogos do IGESPAR e eu que julgava que estavam "proibidos" de fazer este tipo de trabalhos não nos bastava o facto de serem senhores do seu feudo e mestres de burocracias intermináveis agora também são vistos nos locais a estudar, fotografar, desenhar, etc. e tal. Não querendo ser paladino de ninguém mas a bem da verdade o museu do Fundão soube num curto espaço de tempo preservar, recolher, musealizar e tornar visível a toda a comunidade esta peça. Quando por aí passar tenho que voltar ao museu a ver a peça.
 
Houve um roubo?
 
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