3 de julho de 2009

 

Já não há pachorra para esta senhora

Agora decidiu renunciar à cidadania portuguesa.....

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Comments:
De facto a história é de pasmar, só mesmo neste país de touradas. A pianista enganou-se foi na frase quando disse que se fartou “dos coices e pontapés que tem recebido do Governo português", quando deveria ter dito que “já não consegue roubar mais ao Governo portugues”. O tempo das vacas gordas já lá vai Maria João Pires. Paga mas é aos trabalhadores de Belgais.
 
Se ela só estivesse a dever aos trabalhadores de Belgais não era muito grande o problema. A questão passa é pelo facto de ela ter várias processos a correr em tribunal contra ela por pagamentos de obras e outros serviços que nunca pagou.
Deve pensar que por renunciar à cidadania portuguesa, deixam de a obrigar a pagar o que deve.

Além disso, os projectos musicais dela são tão bons que no Brasil (o refúgio actual) não quiseram saber. Vai-se dedicar à hotelaria, falta saber é quem é que ela vai enganar desta vez...

A isto chama-se complexo de Berardo (mas esse foi mais esperto que a ministra que lhe compro a colecção).
Alguém sabia que os subsídios que o Museu Berardo recebe são o triplo do que recebem todos os outros museus nacionais juntos?

Se nem o poder central dá bons exemplos, como é que o regional poderá fazer as coisas como deve ser!

Portugal, infelizmente, é assim...
 
De facto não há mesmo pachorra...Se acha que vamos ficar todos a chorar por ela ter renunciado à cidadania portuguesa , pode esperar sentada.Lá porque toca bem piano acha que tem direito à impunidade? Está enganada ,tem de prestar contas como os outros seres humanos que por aqui andam.Além de má pagadora é arrogante; uma vez fui até Belgais ,gosto de música clássica e de piano ...Pois fomos recebidos com azedume, estavam muito atarefados ,não podiam dar informações,etc e tal,mas para o dinheiro dos nossos impostos já tinha tempo ...Quem não gosta de ser português que se mude ,pois não faz cá falta nenhuma ,só atrapalha...Virou brasileira ? Óptimo,só não sei porque é que da outra vez que lá esteve ,não ficou por lá e voltou de novo ao rectângulo...A ver vamos e que bons ventos a levem
 
O projecto de Belgais deve merecer o apoio de todos os Beirões. O desenvolvimento desse projecto envolvia financiamentos protocolados com instituições públicas. A Maria João Pires não deve nada a ninguém, nós é que lhe devemos agradecimentos pelo que procurou fazer pela cultura na Beira Interior. A Associação que criou é que eventualmente terá dívidas, mas não a pianista Maria João Pires. É aqui que está o problema, os credores da associação gostariam que fosse a Maria João Pires a assumir os pagamentos, quando é outra entidade que os deve processar. Por mim, bem haja Maria João Pires e associação de Belgais pelos momentos ímpares de boa e excelente música que ouvi no celeiro de Belgais, transformado em auditório. É uma experiência única o ambiente acústico criado nas paredes de Xisto do auditório de Belgais. Quanto à nacionalidae, quem não se sente não é filho de boa gente... Se pode e quer optar pela nacionalidade brasileira é um problema dela. Para nós, melómanos, a música não tem nacionalidade, é simplesmente música. O que queremos é que as condições de saúde da pianista lhe permitam, com todo o seu virtuosismo, deliciarmos com as suas magistrais interpretações. Obrigado, Maria João Pires, pelo que foi possível em Belgais. No meu ponto de vista, o projecto acabou por falhar, por não se ter apoiado no voluntarianismo, de quem se queria envolver no projecto. Quando, se avança para a celebração de contratos de trabalho, cujos salários dependem de financiamentos públicos, estes são sempre temporários, fora de tempo e um conflito que deveria de ser entre trabalhadores e estado, mau pagador, transforma-se em fonte de conflitos. Foi o que aconteceu, no meu entendimento.
 
O comentário deixado por anónimo no dia 4 Julho 2009 pode ter muita verdade, o problema passa é por MJPires já ter dívidas a diversas empresas de construção civil ainda antes de haver Belgais como espaço cultural (informação de fonte segura, de alguém que trabalhou numa das empresas em questão).

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joaquim, também não concordo com esta "afirmação-noticia". nada sei destes dinheiros distribuidos, esbanjados ou em falta. sei apenas que estamos perante uma das mais prodigiosas pianistas deste século. não estamos a falar de uma qualquer pessoa que se substitui com uma mera assinatura e um contrato, estamos a falar da maria joão, pianista magistral, com um eco a uma escala global. agora, se temos assim tantos que possam transmitir esse saber admirável, avance quem o detêm, tal como ela o fez e venha para o distrito partilhar esse saber. sabes joaquim, eu vejo estas pessoas como a maria joão, como cometas, só aparecem esporádicamente nesta curta viagem chamada vida, se não conseguirmos aproveitar estes pequenos flashes, eles nunca mais voltam a brilhar. é apenas a minha humilde opinião.

um abraço
 
Maria João Pires merece todo o nosso carinho e admiração. Não concordo com o Joaquim Batista, acho que realmente não há pachorra para aturar quem tanto maltrata esta artista ímpar que, ao que parece, em má hora escolheu a Beira Baixa como terra adopção. Gente mesquinha esta, que ao invés de capitalizar a sua presença nada mais fez do que a escorraçar. Pago os meus impostos e dou por bem empregue todo o dinheiro que possa ajudar qualquer artista a promover o ensino das artes, como MJP fez em Belgais. Que exemplo damos nós, beirões, ao tratar MJP como muita gente faz, fazendo aqui insinuações? Conseguiremos assim atrair para a nossa terra outros vultos da Cultura?
 
Eu faço votos que as sessões culturais perdurem no tempo e que Maria João Pires possa abrilhantar com a sua genialidade, alguns dos concertos.
A acontecer será uma dádiva que saberei reconhecer.
Que viva Belgais
Jose Matos
 
Para além de toda a genialidade que uma pessoa possa ter, também é preciso ter bom senso, não acham? Por se ter genialidade não se está acima de tudo, incluindo da Lei. Tratamentos de excepção? Acho que não se deve caminhar para aí.
 
Muitos dos que falam e escrevem sobre Belgais não sabem da missa a metade. Por exemplo, um dos envolvidos no projecto "cultural" e comercial de casamentos e baptizados que é agora a quinta, foi ele mesmo que entrou por ali a arrestar bens, quando as dívidas de Belgais tinham que ver com ele. Quando o fez, isso sim, não teve problemas em invadir o espaço no qual estava a decorrer um ensaio com crianças. A vida dá mesmo muitas voltas. O azar é que existe a coluna vertebral.
 
E se fôssemos todos fazer o mesmo?
 
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