17 de julho de 2009

 

A Fonte do Arco (Idanha-a-Velha) no Aquilegio Medicinal


Em 1726 um médico de Mirandela, de nome Francisco da Fonseca Henriques, publicou um curioso livro denominado "Aquilegio medicinal", onde faz referências a variados recursos aquiferos existentes no país. Entre estes fomos deparar na página 106 com a Fonte do Arco, nosso tão maltratado e ignorado monumento ainda hoje presente em Idanha-a-Velha. Como estamos a ver esta fonte já teve melhores dias, pois na actualidade está totalmente entulhada, o brasão partido mas acautelado e marginais já fizeram desaparecer a cruz que a coroava. Continuamos a não compreender o afastamento das autoridades do património em relação a esta fonte, pois nem se dignam limpá-la nem restaurá-la.
Como a imagem não está grande coisa, faço a citação actualizada da mesma:

XLVI

Fonte do Arco

Na vila de Idanha-a-Velha, comarca de Castelo Branco, está uma fonte chamada do Arco, cuja água é muito leve, e passa por minerais de ouro, que reformando-se a fonte, foi achado no lugar dela, ainda que em pequena quantidade. Será talvez boa esta água para os asmáticos, caquécticos e hidrópicos e para os que padecem queixas nefrálgicas que se o ouro larga alguma virtude, ou se a tem a terra das suas minas, poderá comunicar-se á água alguma volatilidade que aproveite nos ditos males.



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Comments:
Em portugal temos um trilho de pegadas de dinosauro e houve muita gente que as queriam destruir para dar passagem a uma estrada , no Japão encontraram uma só pegada e construi-se á sua volta uma rede de hoteis , um complexo turistico e um parque temático tendo em pano de fundo a dita pegada......nós por cá com a a nossa cultura pró-corruptiva vamos fazendo estadios junto das pegados dos presidentes de qualquer coisa
 
Infelizmente ,é triste mas é verdadeira a opinião
do amigo João Luis.Quando será que o nosso património ganha a importância devida? Será que porque até temos muitas «pegadas»(maneira de falar) também aqui resolvemos ser perdulários?É possível...com tudo o que para aí vai...
 
Há duas dimensões em causa, o monumento em si e a qualidade medicinal da água. Os princípios sobre a qualidade medicinal da água alteram-se, à medida que o conhecimento científico avança. As águas de Rádio, no concelho do Sabugal, que até deram origem à construção de termas, consideradas como benéficas para a saúde, nos anos 20 do século passado, são hoje tidas como muito, muito maléficas. Já alguém se preocupou, nomeadamente a câmara, em mandar analisar as referidas águas.
 
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