12 de fevereiro de 2009
A pedrinha


A resposta ao comentário de uma tal Sr.ª Rita passa a posta porque a questão da real situação da defesa e da salvaguarda do património geológico regional é do interesse público. Diz a Rita que o «autor, comentadores e público em geral deveriam "investigar" melhor o que é o Geoparque Naturtejo e quais os seus deveres e direitos (nos quais não se incluem a apropriação em nome próprio de bens particulares sem o consentimento dos respectivos proprietários).
Já existem dois troncos propriedade da CMVVR portanto, se fosse tão simples como ir buscar o tronco considerado como o mais importante (com ou sem autorização) não acham que já lá tinham ido?»
Não foram porquê? A Rita sabe desde quando é que o tronco está identificado? Saberá a quantidade de cientistas que o fotografaram e o admiraram. E ainda não havia Geoparque. Aliás o caricato disto tudo são os comentários do “proprietário do calhau” transcritas no Diário XXI e as que foram ditas por outros níveis de responsabilidade: nomeadamente as do orientador científico.
Diz, também a Rita: «Mais uma nota: se o Geopark Naturtejo tivesse uma feira de fósseis não estaria com certeza sob os auspícios da UNESCO...» Acha mesmo? Ai sim? Não me diga Sr.ª Dona Rita. E qual é o mal da realização da feira? Onde é que essa postura se encontra legislada? Uma coisa do género: A Unesco proíbe a realização de feiras de fósseis em territórios de geoparques.
A Faculdade de Ciências do Porto, entre muitos outros centros do saber, também deixa ser “científica”pelas feiras de fósseis e de minerais que promove? Veja com os seus olhinhos: http://www.fc.up.pt/fcup/news/?amp%3Bop=view&id=829&op=view&page=0&view=c0
Aliás quem indica um valor económico do “calhau” é o Sr. Dr. Carlos Carvalho. Como estas coisas não se cotizam na banca, esse valor deve-lhe ter ocorrido pelo seu conhecimento do mercado destes patrimónios. Uma vez mais obrigado por essa indicação. Dá outro valor ao património geológico, o que também não deixa de ser algo interessante para o futuro...
Mas o mais curioso, desta novel cientista comentadora, é o seu apelo e espírito de curiosidade. Diz a Rita: «E agora pura curiosidade: Trilobites
Deve conhecer ou não? A obra e Carlos Teixeira? http://74.125.77.132/search?q=cache:K6w-atdAWqUJ:www.eb23carlosteixeira.net/cteixeira_biografia.pdf+geologo+Carlos+Teixeira&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=2&gl=pt
Se estiver desactualizada a identificação
Sabe minha cara, a Geologia regional não começou nem acaba com o Geoparque, instituição muito meritória para atenuar o nosso subdesenvolvimento cientifico. Mas isto dos Geoparques e das Naturtejos e afins hão-de dar lugar a outra coisa qualquer. E não por qualquer destruição natural. É mais tempo menos tempo. A evolução lenta da Terra, essa continuará. Hoje, rápido em Geologia, só os concursos para certos lugares e os anunciados “roubos” do património abandonado, perdão referenciado e em eterna negociação.
Já agora como complemento para a Rita alimentar a sua ávida curiosidade:
Do Professor Doutor José Brilha (que conhecerá decerto…), Património e geoconservação: A Conservação da Natureza na sua Vertente Geológica. http://www.palimage.pt/livro.php?livroid=CeD01
Tem o prefácio do grande Sábio Galopim de Carvalho que já existe muito antes dos geoparques e que gosta muito de todos os fósseis sejam bi ou tri.
Boa leitura e ‘amande’ as pedradas que quiser sempre.
Neseuretus tristani … Snif, snif.
Etiquetas: Geoparques, Património geológico
Um desempregado idanhense
Até porque em matéria da defesa do património se deveria fazer mais e falar-se menos.
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