16 de janeiro de 2009

 

Cónego Anacleto Martins. Que saudade...



A título póstumo, foi editado um livro com artigos publicados em alguns periódicos e algum material inédito, cujo autor é o saudoso Cónego Anacleto Martins. Foi optimo reler alguns artigos, em especial do ano de 1977, altura em que o Jornal Reconquista ainda era aquele semanário que lutava pelo património albicastrense, liderado pelo senhor Cónego, bem diferente do periódico de hoje, com jornalistas situacionistas, com pouca inspiração e minuscula cultura. Política, disso sabem eles e muito...
Um livro a ler atentamente e meditar sobre a mensagem. Uma magnífica edição pela actualidade. As situações pouco mudaram, aliás desde 1821, que só se destrói património em Castelo Branco e quase sempre com a chancela e o "agrement" da Exmª Câmara Municipal. Não interessa qual a cor da mesma, a destruição é sempre a mesma, mudam os personagens, só não muda a triste sina albicastrense de destruição, de vandalismo, de obscurantismo e de "inquisição".

Senhor Cónego, se me está a ouvir desculpe-me destes desabafos, aproveitando este seu livro, mas tenho a certeza que me perdoará, lá no Céu onde o seu sorriso bondoso irradia luz, se estivesse no meu lugar talvez fizesse o mesmo. Senhor Cónego esta nossa triste cidade está "morta de medo".

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Comments:
E onde é que se pode adquiri esta publicação?

Yzark
 
IzarK
O perguntador

Lucy, a macaca humana
 
Ainda sobre o Cónego Anacleto Pires da Silva Martins

Por inúmeras vezes tive o grato prazer de privar com o Cónego Anacleto, umas vezes por motivos de amizade, outras de trabalho, quando fazíamos parte da Comissão Municipal de Arte e Arqueologia da Câmara Municipal de Castelo Branco. Desde sempre pude constatar a humildade da sua pessoa e sempre achei maravilhoso ouvi-lo, quer em tertúlias de amigos, quer em actos religiosos.
Sempre praticou a sua profissão pensando nas pessoas que dele necessitavam. Mas, a par do sacerdócio, o Cónego Anacleto, dava-nos também sugestivas lições de história local através dos seus escritos, hoje ainda bastante actuais, passados que estão 32 anos.
Não posso deixar ficar em branco a edição de alguns dos seus trabalhos, agora publicados em livro. Julgo que seria interessante a realização de um estudo de fundo sobre a sua obra. E penso que o Semanário Reconquista poderá ter uma palavra a dizer sobre isso.
A 16 de Outubro de 1965, o “Correio de Niza”, escrevia assim sobre o estado de saúde do Sr. Cónego Anacleto “Na Sé Catedral de Castelo Branco, realizou-se, com grande solenidade, o acto de posse do Rev. Padre Alfredo de Magalhães nas suas novas funções de pároco, em substituição do Sr. Cónego Anacleto Martins que, por razões de saúde, teve de deixar aquele cargo”.
 
O livro pode adquirir-se na Casa de Santa Maria, na rectaguarda da Sé.
 
Thanksss
 
Fez muito bem o meu amigo Manuel Leitão em recordar o relevante papel desempenhado pelo Senhor Cónego Anacleto Martins em prol da defesa do património histórico da nossa cidade, na já tão longínquas décadas de setenta e de oitenta do século XX. A sua obra que excede em muito os artigos de jornal, parte deles agora reunidos em volume, não tem merecido a devida atenção que merecem. Os trabalhos pacientemente e cientificamente elaborados pelo Sr. Cónego raramente são citados por determinados e recentes “istoriadores” de tantas curiosidades”, ainda que as ideias e conclusões do cónego ajudem a iluminar os discursos. A história do bispado, a história dos jardins, a história cultural e económica do século XIX, a história da arte, a história urbana albicastrense foram, entre muitos outros, alguns dos objectos trabalhados de uma maneira objectiva e ao mesmo tempo vibrante - pelo nosso saudoso cónego historiador. Será meritória tarefa, para a afirmação da nossa cultura regional, a reedição dos seus tão “esquecidos”textos e investigações, tão plagiados e raramente tidos em consideração.

Manuel Leitão fazias parte, creio que conjuntamente com o meu pai e com o dr. João Ribeiro, da dita Comissão de Arte e Arqueologia. Pergunto-te: Quem representavas na Comissão? A Câmara? O Centro de Estudos Epigráficos da Beira? Quanto tempo durou a Comissão? No Arquivo da Câmara há actas da acção da mesma na cidade? Meu caro amigo Manuel Leitão desculpa o trabalho mas há que distinguir, sempre, o trigo do joio, não te parece? Chega de esquecimentos, lacunas e manipulações da memória coisa que eu não gosto. Ainda por cima sou muito Amigo de Mnemosine e das suas filhas. E já sabes amigos são amigos…

Pedro Salvado

PS- Perguntei a meu Pai sobre este grande assunto da dita Comissão e da acção dela nas decisões da Câmara Municipal. Provoquei-lhe uma, intensa e sonora, gargalhada. Sabes porque é que terá assim reagido?
 
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
 
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é pá.
Afinal
Boa salvadão

Lucy, a macaca humana
 
Criticar parece fácil, enquanto for sinónimo de ofender e maldizer. Mas examinar, apreciar, analisar, julgar o mérito, não é para qualquer pessoa. Para fazer uma avaliação fidedigna, além de coragem, é preciso saber aprofundar até ao âmago, o que requer conhecimento de causa.
 
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