10 de outubro de 2008
Maria Adelaide Neto Salvado. A Senhora "Geografia"




Há já algum tempo que queríamos escrever este post a propósito de uma das personalidades científicas regionais que continuamente tenho vindo a admirar. Uma cientista que tem sabido de uma maneira sublime aliar a História com Geografia. Referimo-nos à Drª. Adelaide Salvado que de seriedade e constância é feito o seu caminho
Nasceu
Radicada, desde 1969,
Mais tarde tive ocasião de trabalhar com ela enquanto funcionário do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior. A Dr.ª Adelaide Salvado foi conservadora ajudante do Museu, tendo promovido e elaborado diversos estudos relacionados com expressões da cultura regional. Lembro-me de duas: Uma sobre fotografias antigas de Castelo Branco intitulada “Castelo Branco, Vida e Crescimento de uma cidade” e outra sobre “As rendas de Malpica do Tejo”. É verdade. O cargo no Museu foi exercido de um modo gratuito. A Dr.ª Adelaide nunca recebeu nada por parte do Estado pelo seu trabalho em prol da comunidade. Nem uma colcha!
Muitos outros trabalhos e exposições coordenou, muitos estudos editou, muitas conferência proferiu paginando tudo isso com a actividade de docente da Escola Superior de Educação. Continua a magistralmente comunicar todo o seu saber -dizem-nos -agora na USALBI de Castelo Branco, onde tem uma autêntica corte de seguidores e de admiradores. Ainda bem que não se cala! È uma cidadã viva e activa!
Leccionou e lecciona áreas da Geografia, da Didáctica e da História Regional. Sócia de algumas instituições científicas e de solidariedade social recebeu
Não contando com as dezenas de artigos editado em revistas nacionais e estrangeiras (Como seria importante a sua reunião) È autora, entre outras, das seguintes obras:
Os Avieiros nos finais da década de cinquenta (1985), O Espaço e o Sagrado
Há um texto da Drª Adelaide Salvado de 1971 que –vejam lá –já então trazia para o seu título a expressão - desenvolvimento regional. Aí referenciam-se muito as terras da Idanha. Premonitória geografia do sentir? Achamos que sim. Pois a Drª. Adelaide é uma autêntica idanhense de adopção apaixonada pelas suas paisagens e preocupada pelo devir destas terras de finisterra interior como gosta de dizer. Sem avenças, muito tem trabalhado com humildade e seriedade científica esta nossa Amiga.
Tem uma casa em Monsanto da Beira que considera o seu refúgio de escrita e espiritual e aí descodifica os nós e os laços entre os tempos, os homens e Deus.
PS - Não vai sendo altura da nossa Câmara Municipal proceder a um reconhecimento público da Drª Adelaide Salvado, como idanhense de adopção ao mesmo tempo que lhe reuniam os seus textos sobre as tantas realidades culturais das nossas terras?
PS - Em posts posteriores colocaremos alguns trechos de obras da Dr. Adelaide Salvado na net.
Etiquetas: Maria Adelaide Salvado
Concordo com a ideia de reunir os seus escritos dispersos e com uma justa homenagem, por parte da Câmara Municipal de Idanha.
Felicito-o, a si também, pela divulgação que faz da sua região,o que me permite estar ao corrente de uma parcela do que se passa por essas terras.
um abraço
- Em nome do Amor... José Pina e Maribela um caso de Amor e Morte em Sarnadas de Ródão no início do séc. XX (2001)
- Casa da Infância e Juventude de Castelo Branco- Rumos Educativos1866-2006 (2006).
Quanto á reunião dos seus trabalhos, a Câmara de Idanha deve avançar já com isso, a bem da cultura regional e nacional.
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