4 de junho de 2008

 

Romarias da Beira Baixa




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sabe, sou um assíduo espectador destes eventos culturais que a CMI tem vindo a organizar, contudo, fico sempre e, cada vez mais, com a impressão de que é necessário dar a voz a outros. Porquê são sempre os mesmos a tratar estes temas? quando pelo país existem numerosos jovens com trabalho feito e com vontade de participar, ainda por cima quase sempre despreocupados e quase sempre de "borla". Mas não...continua-se a repetir e a reciclar a ideia de que um grupo de eruditos é detentor do saber e apenas estes se revezam entre contínuas tertúlias que mais parecem reuniões de amigos e compadres..assim não, assim não se pode fazer ciência.
 
Permita-me discordar da sua opinião. Estes assuntos têm que ser abordados por especialistas, mas no decurso do colóquio podem intervir outros interessados. O Dr. Alberto Sardinha, embora advogado de profissão, tem provas dadas de ter seguido o caminho de Ernesto Veiga de Oliveira, Giacometti e Fernando Lopes Graça. Tem várias publicações editadas de etnomusicologia e discos editados das suas recolhas. Muitas das recolhas de fez na Beira Baixa são canções e cânticos de romarias. O mesmo se poderá dizer dos outros participantes.
 
Estou inteiramente de acordo consigo,aliás, eu próprio já ouvi estes mesmos oradores váriadas vezes. Não é o valor nem a competência que está em causa nem em discussão, mas sim a sua consequente repetitividade com que estas mesmas pessoas aparecem a tratar estas temáticas e outras afins. Para que todos possamos progredir, avançar, abrir novos horizontes, discutir novas perspectivas, é necessário que haja diversidade. Pois, neste universo das romarias existem outras pessoas que poderiam aportar, com toda a certeza, novas directrizes, novos caminhos, novas metodologias.
 
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