27 de fevereiro de 2008

 

Mais um poço na Catedral de Idanha-a-Velha



Desde há muitos anos que os responsáveis pela conservação da catedral de Idanha-a-Velha, têm um problema todos os anos, quando chove mais. Tem havido concentração de águas e minis inundações na parte interior norte da Sé. Tem-me parecido que tal facto foi sempre atribuído a infiltrações do exterior. No entanto uma análise atenta destas duas fotos, do arquivo da extinta Direcção-Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais, parece informar-nos da existência de mais um poço ou cisterna no interior do monumento. Sendo assim, o aparecimento de humidades e de água poderá ser reflexo da existência do poço e quando este está saturado a água tem de sair para algum lado. Mais um pormenor que tem escapado a toda a gente, mas que espero que seja tido em conta.

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Comments:
Ola Joaquim!

Espero nao estar a chatear muito, mas seria possivel colocares uma planta do edificio com a localizacao dos respectivos pocos?

A hipotese que colocas e interessante. Tive noticia de problemas semelhantes, originados por obras de recuperacao de edificios.

Os construtores do passado estavam consicentes dos problemas causados pela humidade, e tentavam resolver os mesmos com a tecnologia da epoca.

A utilizacao de condutas de drenagem em pedra, escondidas sob o pavimento, assim como a escavação de poços, eram frequentemente utilizados para controlar os efeitos nefastos da humidade sobre as fundações.

O pior acontece quando no passado, ou mesmo ainda hoje em dia, aparece um espertalhao que decide entulhar estas condutas ou poços. Quando tal acontece, surgem infiltracoes, geralmente detectadas atraves de manchas de humidade nas paredes, crescimento de algas, ou mesmo formacao de pequenos lencois de agua sob o pavimento.

Este tipo de estruturas sao parte integrante dos edificios e devem ser mantidos sempre que possivel, nao so pelo seu valor historico, como pelo seu valor funcional. Sempre que possivel devem ser restauradas/reabilitadas, mesmo quando é necessario reforcar a sua função atraves de metodos mais actuais.

rgaidao
 
Joaquim, não quer vir a Mangualde? Lá no Neoarqueo já está feito o convite para o lançamento do livro.
 
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