21 de fevereiro de 2008

 

AS ROTAS II - Sentinela da cidade. Percursos na natureza

Chama-se «Rotas II- Sentinela da Cidade. Percursos na Natureza», uma publicação, editada pela ‘Outrem- Associação de Defesa do Ambiente e património”, organização ambientalista albicastrense. Lembram-se da ‘estória’ das garrafinhas de plástico para se mandarem para os rios com mensagens ecológicas? Pois.

Colaboraram nestas 72 páginas os seguintes autores: Carlos Alberto da Conceição Casal, Elisa Amaro Pires Antunes, José Aleixo Trindade Ferreira, José Carlos Duarte Moura (este já foi vereador da minha cidade), Jorge Salvador Pinto de Almeida, Luís Costa, Margarida Ramos Santos, Sandra Margarida Moura Duarte.

Sabemos a formação e a actividade profissional de alguns, sendo a maioria professor. È por isso que manifestamos a nossa perplexidade e estranheza face à pobreza e objectividade dos conteúdos (científicos, históricos e até do português) que a maior parte desta publicação reproduz.

Serão os novos ‘estoriadores’locais? Alguns dos nossos leitores dirão, e com alguma razão: “ Lá estão vocês a meterem-se no que não são chamados. Só compra a revista quem quer.”. Pois é, lá isso é verdade. Nós comprámo-la.

O prefácio desta antologia é de autoria do Senhor Presidente Joaquim Morão, um naco de prosa onde a dado passo se escreveu e se lê:« Os destinos propícios à recuperação de forças, ao sossego e á tranquilidade em comunhão com a natureza, quando devidamente organizados e integrados em circuitos turísticos , tornam-se parte importante e aliciante do tecido económico da sua região.». Toma lá tecido!

E continua: «Assim estes, por estas e por tantas outras razões, nomeadamente culturais e sociais, congratulamo-nos com a publicação desta obra intitulada “percursos da Natureza” e saudamos todos aqueles que para ela contribuíram, dando o melhor de si próprios, na defesa e divulgação dos valores e dos equilíbrios naturais tão indispensáveis à nossa vida como à das gerações vindoras». Nem mais nem menos.

Mas o Sr. Presidente deve ter-se enganado de obra a prefaciar. Devem-lhe ter trocado os escritos… É que os percursos “de Natureza” temáticos desta publicação são os seguintes( e vamos aos títulos) A Igreja de Santa Maria do Castelo; Memórias dos tempos de escola, a escola do Castelo, Memórias da Associação Jardim-Escola de Infância Dr. Alfredo Mota», A génese do núcleo urbano albicastrense», Ainda o Zé Gavetas, A Misericórdia de Castelo Barnco: uma sentinela no cuida, As invasões francesas em Castelo Branco...

È verdade que em democracia toda a gente pode publicar o que quiser. Agora atenção! Apoiar com dinheiro público estas «memórias» é que já pode ser questionado. E tal foi o caso, ou o Senhor Presidente não tivesse escrito o prefácio desta obra. Foi pena para a prosa que o Presidente da Junta de Castelo Branco (entidade que conjuntamente com o IPJ apoiou a edição), Eng. Jorge Neves (que escreve no boletim da Junta) não tivesse escrito o posfácio. Sempre ficava o itinerário histórico-literário mais completo…

PS- Duas coisas: A bibliografia: Para estes títulos e temas indicam-se seis títulos: a começar pela Monografia de António Roxo de 1890. Ás vezes no texto aparecem referência às selecções do Reader,s Digest e a um LOBO, 1987… Qualidades misteriosas.

Segundo. Como se vê, na capa a expressão usada é «ROTAS». Atenção arquitecto Afonso. Muita atenção!

Cá vamos todos arrotando… de tanta rota como diz alguém.

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A expressão "tecido económico" é frequentemente utilizada na imprensa. Compreendo, que pode ser estranha para o autor do Blog. Só que isso é uma questão que o próprio deve resolver. Um pouco mais de estudo e menos de má língua é remédio certo.
 
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