9 de janeiro de 2008

 

Cromeleque de Xarez

Certa da cultura livresca e enciclopédica a que estivemos sujeitos até (essencialmente) ao 25 de Abril, teve a ver com conceitos de que tudo era explicado, em história tudo já se sabia. Pudera nos nossos livros de História de Portugal só havia verdades absolutas, e sempre a nosso favor, excepto aquele episódio que se deu no norte de África num sítio chamado Alcácer Quibir, mas era preciso explicar a perda da independência, mas mesmo assim nunca admitindo a morte do rei D. Sebastião. Isto a propósito do nome dos povos que habitaram a Península Ibérica num passado longínquo. A história oficial que tudo sabia atarefava-se nesse propósito cortando linhas de investigação a quem quer que fosse. Por outro lado a História oficial sempre se deu mal com o período mais longo da vida do Homem na Terra, ou seja a pré-História. Como explicar às criancinhas que o Mundo é muito mais antigo do que diziam as Escrituras. Era perigoso e complicado.
A 5 de Agosto de 1978 visitei o cromeleque de Xarez, aos pés do Guadiana e de Monsaráz, acompanhado de cerca de 20 colegas que participavam na escavação da vila romana de Pisões (Beja). Estavamos pois a visitar este monumento e a ouvir as explicações do Rui Parreira , quando a americana que fazia parte do grupo de nome Loretta, manda esta pergunta. "Que tribo construiu isto?" Todos ficamos calados e sem resposta. Igual resposta merecia ser dada ao Senhor Jorge Gabriel, era a mais correcta.

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Comments:
Quando se nao tem certezas e muito melhor ficar calado!!!

Quem nao e muito a favor disso, e o DR. Jose Hermano Saraiva, se nao sabe inventa!!!

Um abraco d'algodrense.
 
São de ressaltar, por um lado, a preocupação da Município de Idanha, pela protecção, defesa, restauração e manutenção do património da região, num sentido muito lato e por outro o csrinho e a preocupação das Herdeiras da Casa Marrocos, especialmente a Drª Graça em contribuirem e facilitarem a preservação do seu património, transferindo-o para o ptrimónio público. É um acto de favor, que todos nós beirões devemos agradecer, a família Marrocos ter alienado parte do seu património em Idanha-a-Velha, para o erário público. As condições são muito favoráveis para o Município, aceitar o pagamento calendarizado para um período de 10 anos, como é dito na Reconquista, é um acto de bondade, para já não falarmos no preço final, que é também de favor, para o valor financeiro do património em causa. Obrigado à CMI e à Drª Graça e toda a sua família. Fez-se justiça....
 
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