18 de outubro de 2007

 

Pontinha


Reproduzimos mais um documento afim de ser anexado ao processo virtual das obras da ponte de Segura. Desta feita é a versão saída no jornal Reconquista, de 18 de Outubro, periódico que se publica em Castelo Branco. A notícia ocupa espaço da página de dedicada à cidade. Vale a pena ler, a começar pelo título. «IPPAR contra…» Pensávamos que o instituto tinha sido extinto mas para alguns não. Saudosismo… patrimonial da instituição? Quiçá. È verdade que na peça se especifica que apresentam declarações do ex director regional do Ippar, Sr. Arquitecto José Afonso. Perguntamos. o Arquitecto é ou não é o actual responsável pelo Igespar - Castelo Branco?

Depois há algumas questões levantadas por uma leitura atenta das declarações proferidas pelo Sr. Arquitecto. A primeira é a propósito do tipo de materiais que foram utilizados na deficiente operação de consolidação. Diz o arquitecto que devia ter sido usado «o memos tipo de cimento que era fabricado pelos romanos». Ficamos muito contentes pelo Sr. Arquitecto, saber fazer o “opus signinum” utilizado cá por estas bandas do Império por volta de fins século I. Deve te sido alguma investigação recente que vivamente saudamos. Mas nas declarações há muito mais coisa deveras interessantes como esta sentença. «A legislação nestes casos devia ser mais simples e o Estado devia actuar mais depressa quando se detectam os problemas». Se isto tivesse sido proferido por um novato recém-nomeado, que achasse que o Ippar não é Estado, ainda entendíamos…Era um boy. Mas não é o caso. O Sr. Arquitecto Afonso é, nestas coisas da defesa do património regional pelo menos as do eixo da A23, um autêntico dux veteranorum. Um dux, pago com os nossos impostos, sempre atento dentro das suas reais possibilidades, a todos os atentados ao património classificado. É um cargo de poder de nomeação politica e é Estado. Ou não será assim? Pois nisto das leis do património, as do passado e as do futuro, e do seu incumprimento ou inexistência, não é só uma questão de pedras ou de cimentos. É sempre uma questão de qualidade, principalmente, técnica, de saberes e de verdadeiras vontades em mudar. Nunca gostamos muito da frase que adaptamos e que diz ser preciso mudar alguma coisa para ficar tudo na mesma. O Ippar é igual ao Igespar?

PS - Também exerce a dúvida metódica: http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive/archport/msg02136.html

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Comments:
Ao contrário da "embaixada" tertuliana ao local, os jornalistas da "Reconquista" e do "Diário XXI", os quais, a teu e a meu reboque, lá deram a notícia, não estiveram lá. As fotos publicadas são de arquivo. É pena! Os leitores terão de esperar pelo "Tertuliando", para ter uma versão escrita do caso!

Um forte abraço,
Luís Norberto Lourenço
 
Aqui deixo mais umas alertas das intervenções do EP
Ponte do sabor tambem com pilares de betão;pontes de remondes tambem no sabor e muitas mais. infelizmente!!!!!!!!
 
O IGESPAR (ou Ex-Ippar) é que tem que ser já betonado.A começar pelo da Beira Interior. A bem do nosso património nacional.
 
Na era do PSD em Idanha-a-Nova foi removido do seu lugar um cruzeiro centenário do seu lugar somente para se cumprirem caprichos de alguém, eu pergunto alguém na altura se ralou???
Também na altura se destruiu a escadaria adjacente á Igreja Matriz para se fazer uma aberração mais uma vez ninguém se importou com tal acto, isto do IPAR é só tretas...
 
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