4 de julho de 2007

 

EPIGRAFIA LUSITANICA VIRTUAL

Julgávamos que a estória da “Nação dos Lusitanos”, inventada pelo jornal Expresso estivesse a caminho de um salutar esquecimento. Pois pelo lido e pelo visto não. Recebemos no dia 1 do corrente, como comentário a um nosso post, uma carta de um tal sr. Endobelius Ampilua, em nome de uma até agora desconhecida Associação pela Cultura Étnica Lusitana-Trebopala.


«Eu sou Endobelis Ampilua (nome de baptismo pagão Lusitano) e sou presidente da Associação pela Cultura Étnica Lusitana-Trebopala, a associação mais importante membro da Confederação da União Lusitana) e gostaria de expressar (corrigindo...) o seguinte a respeito desse mesmo trabalho porque muitas foram as incorrecções e mentiras divulgadas.

Primeiramente, é lamentável que os portugueses, ou as elites políticas, sociais, culturais e económicas portuguesas, assim como os seus serventarios do poder, como é o caso dos jornalistas, continuem a insistir na falácia da extinção Lusitanos. E só para sermos muito breves, porque com o vosso jornal não adianta muito dizer a verdade, porque tal como os outros jornais portugueses, vocês praticam a auto-censura do politicamente correcto.

1º: Primeiro ponto. Os Lusitanos não se extinguiram. Os Lusitanos ainda vivem (e muitos estão bem de saúde felizmente) nos seus solares na Lusitânia (ou Beira interior, como preferem os portugueses).
2º: Segundo ponto. É mentira nem faz sentido que alguma vez tenha existo uma imigração massiva de colonos "romanos" depois da invasão e conquista da Lusitânia por Roma. Antes que tudo, porque os romanos nunca existiram como povo racial ou étnico, eram apenas um povo mestiço e romanos só politicamente (assim como hoje são os norte-americanos) de diversas origens culturais e raciais, falavam uma língua crioulizada itálica de influência sabina, umbria, falisca e sobretudo osca, embora empregassem alguns vocábulos gregos e etruscos. Com excepção daqueles que trabalhavam para a administração do Estado ou do Império Romano (leia-se, cobradores de impostos) cujos funcionários eram sim umas centenas de "romanos" ou mercenários ao seu serviço, o resto da população era maioritariamente nativa Lusitana, Calaica, Cónia, Celta ou outra. Tanto na época romana como nas outras posteriores, cujos povos invasores foram completamente assimilados.
3º: Terceiro ponto. Os portugueses não são Lusitanos. Nem descendem destes, quanto muito alguns deles poderão ter sangue Luso. Porque simplesmente os Lusitanos ainda existem nas suas terras da Beira interior. Excluindo as cidades e vilas sedes de concelho (da Beira interior, repito) onde existem populações maioritariamente mestiças de sangue Lusitano (muito poucos serão mestiços portugueses) e onde os Lusitanos puros são uma minoria, contudo, aldeias e povoações isoladas e montanhosas aqui da Beira interior (a Lusitânia) ainda há que têm uma população 100% Lusitana pura! É verdade que os Lusitanos são "portugueses" (porque somos obrigados a ter a cidadania portuguesa), porque continuamos a ser étnica-racialmente Lusitanos e politicamente "portugueses". Mas também é verdade, que os portugueses (racialmente mestiços ou descendentes de invasores estrangeiros) não são étnicamente Lusitanos. Excepto, na maioria dos casos , aqueles que nasceram na região interior das Beiras. Agora já sabem porque é que as classes dirigentes desta terra nunca gostaram deste país nem do seu povo. As elites politicas e culturais portuguesas sempre maltrataram o povo Lusitano. Fazendo, por exemplo, uma comparação, com outros países, deríamos que os, os Bascos são espanhóis (étnicamente vascos e civico-politicamente espanhóis), mas que os espanhóis não são bascos (excepto, claro a maioria daqueles que nasceram no País Basco). Em relação aos Franceses e corsos, ou aos russos e chechenos, ou ainda a muitos outros como os turcos e curdos, também poderíamos dizer o mesmo. Bem, adiante.
4º: Quarto ponto. Não é verdade que o Professor Jorge Alarcão (ou outro qualquer historiador/ arqueólogo português ou estrangeiro) tenha sido o autor da primeira carta geográfica do território Lusitano. Os primeiros fomos nós, os membros fundadores da ACEL-Trebopala, bastaria vocês jornalistas irem ao nosso "site" (http://aceltrebopala.home.sapo.pt) que já existe há mais de um ano disponível aos mais interessados em saber da verdadeira realidade Lusitana, de hoje e de sempre.

Haja coragem em dizer a verdade, e asumirmos aquilo que somos.»

Atenção. O erro ortográfico do ‘asumir’e outros são do sr. Ampilua.

Bom. Lá consultamos o dito anunciado site que constitui, sem dúvida, uma deliciosa patranha. Criado, quem sabe, por algum génio já reformado ou por alguns funcionários públicos sem nada para fazer- e, portanto, com muito tempo para conceberem estas brincadeiras, no site há engenho e saber. Quanto à arte… Basta clicar no Museu para vermos como está a coisa. Credo! Que gosto! As peças são réplicas do quê? São o resultado de algum curso de artesanato barato aplicado à arqueologia? Que mãozinhas para as artes manuais… Voltaremos a tão interessante documento onde se terão gasto milhões e milhões de neurónios. È obra. È uma grande obra. Pouca imaginação. Muito plágio. Mas uma das mais notáveis páginas de gozo a propósito dos lusitanos. Já agora apenas mais um comentário. O sr. Ampilua não sabe que é feio utilizar fotografias e imagens não indicando a sua proveniência e autoria (Tem alguma coisa contra as terras da Idanha) A ‘pátria lusitana’ não respeita os direitos de autor ou é para manter a tradicional fama da ladroagem lusitânica? Mas como isto é para rir… desculpa-se. Ainda relativamente a este assunto, recebemos uma simpática carta de Mendes Rosa do Fundão onde faz questão, e bem, em se demarcar de todas as infelizes considerações da já tão célebre, reportagem da Nação dos lusitanos saída na revista do Expresso. Em telefonema posterior (isto tem sido só telefonemas e mails) voltou-me a repetir o teor da missiva dando-me a ocasião para reforçar que ainda não sou licenciado vulgo ‘sór doutori’ pela Universidade Aberta. Lá chegaremos. Quanto à epistola resolvi reproduzi-la pois considero ser importante a sua divulgação considerando esta nova guerra lusitana. Congratulamo-nos de não haver no museu do Fundão qualquer referência a Viriato ou aos Lusitanos. Ainda bem que assim é já que se tivéssemos atendido apenas às noticias saídas antes e aquando da inauguração do Museu do Fundão as palavras Lusitânia, lusitanos e afins foram profusamente emitidas e reproduzidas. Sem dúvida que há que ter cuidado com o que se diz aos ‘bandidos’ dos jornalistas da seita lusitânica.


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Comments:
MUITO OBRIGADO POR PARTILHARES ESTA PÉROLA.

Espero bem que seja mesmo uma brincadeira. Se for mais uma manifestação de racismo encapotado, idêntica às que começam a surgir um pouco por toda a Europa, já não tem assim tanta piada. Agora depois da nação CELTA e dos celtas puros, que supostamente ainda existem (seja lá o que for um celta), parece que agora vai surgir a nação LUSITANA.
 
rs,rs,rs pior a emenda que o manifesto
 
Respondendo (espero que não com muitas gralhas)em meu nome pessoal e não em nome da ACEL-Trebopala, aos comentarios feitos pelo sr. Jaquim Batista e a um tal "rgaidao" a propósito do site da nossa associação, só posso (infelizmente) dizer o seguinte: É salutar que toda a gente tenha a possibilidade de expressar a sua opinião, porque ninguém é obrigado a gostar do que não concorda, mas, muita ignorância, preconceito, servidão, estupidez e soberba grassa entre os pretensos intelectuais portugueses que frequentam este blog transformado no fundo numa feira de vaidades. Para além do vosso paleio ou verborreia intelectual , vocês fizeram alguma coisa pelo povo Lusitano, ou pela criação da região da Lusitânia no centro do país, por exemplo? POr aqui, ja ficamos a saber quen são ou quem está entre os inimigos do povo Lusitano. Como se não nos bastassem já os Salazares e Sócrates (entre muitos otros politicos da elite portuguesa que nasceram na Bera interior ou na Lusitânia, mas que nunca foram Lusitanos). E como não gosto de nenhum tipo de masturbação intelectual ou outra qualquer (dá-me ideia de que por aqui neste blog se está a bater sempre na mesma... tecla), gosto sim da discussão (franca)de ideias, dou por terminada a minha breve "participação" (que lamentavelmente só agor percebi que foi um equívoco) neste bolg.

Muito rascas são os srs. drs. portugueses. Uma Lusitânia autónoma e livre (sem as elites politico-culturais dos mestiços portugueses e sem "beirões" de ego e bolsos cheios) é tudo o que nós Lusitanos queremos!

Aos srs já referidos só um último conselho; acabem com o vosso autismo.
 
"dou por terminada a minha breve "participação" (que lamentavelmente só agor percebi que foi um equívoco) neste bolg."
´
Não se perde nada.


http://odiadaeorgulhosa.blogspot.com/
Boa Noticia - Lusitânia em Museu no Fundão
Arqueologia - Artefactos do paleolítico

Lusitânia em museu

Um conjunto de machados expostos no Museu Arqueológico José Monteiro, inaugurado no Fundão

Várias peças arqueológicas que retratam a forma de vida dos lusitanos e artefactos usados no período entre o paleolítico e o romano podem ser agora apreciadas no Museu Arqueológico José Monteiro, no Fundão, um espaço cultural desejado há 60 anos e que em breve irá mostrar objectos pessoas de António Guterres.

O museu foi baptizado de José Monteiro em homenagem ao advogado fundanense que passou grande parte da vida em investigações arqueológicas no concelho e que reuniu um espólio importante e com grande significado.

O novo espaço cultural do Fundão reúne colecções de objectos do quotidiano pré e proto-históricos – da pré-História ao século V –, cuja componente epigráfica lhe confere uma singularidade inédita. Trata-se de conjuntos romanos e pré-romanos, machados e exemplares de peças com inscrições seculares.Na prática, o museu alberga dezenas de peças arqueológicas que no passado estavam espalhadas por vários edifícios da cidade, algumas em péssimas condições, mas que agora podem ser apreciadas pelo público.

O museu servirá também para albergar exposições temporárias e uma das primeiras será a dos objectos pessoais que o ex-primeiro-ministro António Guterres – natural do concelho – doou ao município. Aliás, o actual Alto Comissário das Nações Unidas Para os Refugiados foi convidado para a cerimónia de ontem, mas a sua agenda impediu que estivesse presente. Salientando que o museu “é um dos que melhor retrata a vida dos lusitanos”, o director do espaço, João Rosa, adiantando que este é “um ponto de partida para visitas aos locais onde se percebe como tudo se passava na época”. “Queremos que o museu seja um espaço vivo, aberto a toda a comunidade”, adiantou. Manuel Frexes, presidente da Câmara do Fundão, salientou, por seu turno, que um concelho só evolui “se preservar o seu passado” e “investir na cultura”.Considerando que o museu é “um bom testemunho do repovoamento da Beira Interior”, Fernando Real, director do Instituto Português de Arqueologia, avançou com um elogio: “Está bem apetrechado.”



NOTAS

- É talvez a secção do museu que mais público vai atrair.
Trata-se da epigrafia funerária utilizada pelos lusitanos em locais relacionados com a morte e religião. São peças descobertas nas últimas décadas que técnicos da Câmara Municipal do Fundão recuperaram e preservaram. As diversas inscrições históricas estão bem conservadas e visíveis.

- No espaço cultural podem ainda ver-se conjuntos cerâmicos romanos e pré-romanos, uma diversidade de machados, vasilhas onde eram guardados a água e azeite, mós e as marcas miliárias. São colunas sub-cilíndricas de pedra, com 1,50 de altura que indicavam as milhas (mil passos) de distância entre aldeias.

- Outro tesouro que o Museu Arqueológico José Monteiro guarda é o exemplar de um tear da época dos romanos. Apesar de ter algumas semelhanças com os teares tradicionais que todos nós conhecemos, a verdade é que tem a particularidade de os fios serem esticados por pedras.

- O museu foi inaugurado pelo presidente da Câmara do Fundão e contou com a presença do director do Instituto Português de Arqueologia, representante do IPPAR e outros agentes culturais da região. “É mais um motivo de interesse turístico para o nosso concelho”, disse o autarca.




PORMENORES

INVESTIMENTO

O Museu Arqueológico José Monteiro ocupa o Solar Falcão d’Elvas, na rua do Serrão, no centro histórico do Fundão. Trata-se de um investimento de 600 mil euros, financiado na íntegra pela Câmara Municipal, cujo espólio é composto por 400 peças.



OUTROS ESPAÇOS

Além do museu, o edifício alberga um pequeno auditório, uma sala para exposições temporárias, um laboratório de conservação e restauro e uma biblioteca técnica de arqueologia e história da arte.



INVESTIGADORES

Colaboraram na criação do museu investigadores portugueses (Jorge Alarcão, Pedro Carvalho, Raquel Vilaça e José Encarnação) e espanhóis (Socorro Plaza, Ángel Esparza, Jesus Liz e Manuel Salinaar
 
Há lusitanos puros nas aldeias do interior beirão? Puros?
Parece-me difícil.
Como me chamo Franco, com um bocado de sorte sou um legítimo descendente de algum cruzado que por aqui passou, trazendo uma franca, porque senão já era enxertado em quaquer coisa da Península Ibérica.
Pensei que esta teoria das raças puras já estivesse posta de lado...
mas pelos vistos enganei-me.
Sempre a aprender até morrer.
 
eu nasci ali pertinho da covilha, sera que sou lusitano? o meu pai(que a terra o tenha em descanso)abusava um bocado do tintol, deve ser materia suficiente para me qualificar.Quanto ao suposto grande chefe essa nem os miudos da primaria levariam a serio.
 
Pelos vistos sempre é mais um exemplo de racismo encapotado. É muito triste pensar que ainda existem pessoas que acreditam em teses de superioridade racial, totalmente desacreditadas pela investigação científica e pela própria história.
 
ACEL - Trebopala
"Ligações a páginas de organizações irmãs"

http://aceltrebopala.home.sapo.pt/ligacoes.html

Interessante manifesto patente no site de uma das organizações "irmãs":

FRENTE CELTIBERO PAGANO

RACISMO Y RACIALISMO

(excerto)

"Por todo lo expuesto con anterioridad en este articulo, nos declaramos racialistas y defensores de la raza blanca, si que ello signifique odio a las otras razas. Simplemente queremos nuestra identidad nativa europea."

http://www.frenteceltibero.cjb.net/
 
Esta questão das "raças puras" ou impuras já foi completamente ultrapassada, contudo, pelos vistos ainda existem fundamentalistas desta tão arcaica e retrógada noção. Se havia dúvidas, elas ficaram desfeitas com os progressivos e espectaculares avanços da genética, ao estabelecer que as diferenças entre os seres humanos são individuais e não de raça (o de grupo). Assim sendo, os individuos são todos diferentes e as caracteristicas que produzem essas diferenças são encontradas em todas as populações humanas.
Talvez este senhor das "raças puras" esteja a ler demasiado o "Mein Kampfa" do esquizofrénico Hitler...ou não!
 
Puros, só Habanos.....de preferência Romeu e Julieta. "Lusitanos", "puros", nas aldeias recônditas da Beira Interior, de olhos azuis e cabelos loiros, são frequentes, depois das invasões francesas. A teoria da raça pura, felizmente, para a humanidade, foi derrotada no decurso da II Guerra Mundial.
 
Que eu saiba ainda sou Beirão, MAS ASSIMA DE TUDO PORTUGUÊS... Qualquer dia vou ser expulso do Alentejo devido as hordas berberes que vão surgir da Bruma. Acorda para a vida... De "velhos do Restelo" já estamos nós fartos.
 
LORIGA - TERRA DE VIRIATO - Viriathus was born in Loriga


Algumas das principais campanhas de Viriato, contra os Romanos, na Península Ibérica.Os Romanos dominavam então a àrea apresentada a vermelho.

"...Sucedeu o pastor Viriato,natural de Lobriga,hoje a vila de Loriga,no cimo na Serra da Estrêla,Bispado de Coimbra;Ao qual,tendo quarenta anos de idade,aclamaram Rei dos Lusitanos e casou em Évora com uma nobre Senhora,no ano 147.
Prendeu em batalha, ao Pretor romano Caio Vetílio e lhe degolou 4000 soldados;A Caio Lucitor,daí a uns dias,matou 6000.
Ao capitão Caio Plaucio ,matou Viriato mais de 4000 junto de Toledo.Reforçou-se o dito capitão,e dando batalha junto de Évora,prendeu 4000 soldados.
No ano 146,o Pretor Cláudio Unimano lhe deu batalha e de todo foi destruído por Viriato,que repartiu os despojos pelos soldados,pondo nos montes mais altos da Lusitânia,os estendartes romanos..."
(Página do livro manuscrito História da Lusitânia,do Bispo Mor do Reino,1580,"traduzida" do português arcaico para o actual)
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-Algumas citações de alguns dos mais importantes antigos historiadores romanos:
*** -"Viriato,um lusitano de nascimento,sendo pastor desde criança nas altas montanhas*,foi para todos os Romanos motivo do maior terror.A princípio armando emboscadas,depois devastando províncias,por último vencendo,pondo em fuga,subjugando exércitos de Pretores, e Cônsules romanos."(Orósio(5.4.1)
*** -"Viriato,nascido e criado nas mais altas montanhas* da Lusitânia,onde foi pastor desde criança,conseguiu reunir o apoio de todo o seu povo para sacudir o jugo romano e fundar uma grande nação livre na Hispânia"(Floro(1.33)
*** -"...Este Viriato era originário dos Lusitanos...Sendo pastor desde criança,estava habituado a uma vida dura nas altas montanhas*...Famoso entre as populações,foi por eles escolhido como chefe...(Diodoro Sículo(33.1.1-4)....
*Hermínius,actual Serra da Estrela ____________________________________________________________________________________________________________

-Todos os grandes historiadores,começando pelos romanos antigos,elogiam as grandes qualidades de Viriato.Nelas se destacam,a inteligência,o humanismo,a capacidade de liderança,e a sua grande visão de estratega militar e político.A este grande homem,que liderou os Lusitanos,antepassados dos portugueses,os romanos só conseguiram vencer recorrendo à vergonhosa traição cobarde.Este homem,tal como outros que ficaram na história,tinha origens humildes,provando-se na época,tal como hoje,que as capacidades individuais não dependem do estrato social,nem das habilitações académicas.
Viriato,era apenas um pastor,habituado desde criança a percorrer as montanhas dos Herminius(actual Serra da Estrêla),onde nasceu,e que conhecia como as palmas das suas mãos,inclusivé as povoações lusitanas da serra.A Lobriga,sua terra-natal,um povoado fortificado situado estratégicamente próximo do ponto mais alto da serra,os romanos puseram o nome de Lorica(antiga couraça guerreira).
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- Os Romanos chamaram Lorica,nome de antiga couraça guerreira(LORICA LUSITANORUM CASTRUM EST),à povoação lusitana,fortificada, de Lobriga,nome de evidente etimologia céltica.O nome Lorica foi escolhido devido à sua posição estratégica no coração dos Herminius,e ao papel desempenhado durante a resistência contra os invasores romanos numa serra que era a maior fortaleza lusitana.Do latim, Lorica,derivou Loriga,com o mesmo significado,e esta derivação do nome latino começou a ser usada pelos Visigodos.Um caso raro de um nome que se mantém praticamente inalterado há dois mil anos,sendo altamente significativo da história e da antiguidade da povoação(por isso,a couraça é a peça central do brasão histórico da vila).
Loriga,existe há mais de vinte e seis séculos,e a povoação foi fundada estratégicamente e originalmente no alto de uma colina,entre duas ribeiras, na àrea onde hoje existe o centro histórico da vila.A rua principal da àrea mais antiga do centro histórico da vila tem o nome de Viriato em sua homenagem.Exactamente na àrea onde,há mais de dois mil e seiscentos anos,foram feitas as primeiras habitações pelos antepassados dos loricenses.
Da época pré-romana existe,por exemplo,uma sepultura antropomórfica,num local onde existiu um antigo santuário.
Existem ainda troços da estrada romana,e uma das duas pontes(sec.I a.C.) com que os Romanos ligaram Lorica ao restante império.Esta estrada ligava Lorica a Egitânia(Idanha-a-Velha),Talabara(Alpedrinha),Sellium(Tomar),Scallabis(Santarém),Olisipo(Lisboa),e a Longóbriga(Longróiva),Verurium(Viseu),Balatucelum(Bobadela),Conímbriga(Condeixa-a-Velha)e Aeminium(Coimbra).
Quando os Romanos chegaram,a povoação estava dividida em dois núcleos.O maior e principal,situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e a parte superior da Rua de Viriato,e estava protegido por muros e paliçadas.O outro núcleo,constituído por poucas habitações,estava localizado junto de um promontório rochoso onde hoje existe o Bairro de S.Ginês ( S.Gens ).
A vila de Loriga,recebeu forais de João Rhânia(senhorio das Terras de Loriga no tempo de D.Afonso Henriques),e dos reis D.Afonso III,D.Afonso V, e D.Manuel I,nos séculos XII,XIII,XV e XVI,respectivamente.
Eclesiaticamente,Loriga pertencia à Vigariaria do Padroado Real,sob a dependência de Coimbra,e a Igreja Matriz,dedicada a Santa Maria Maior,foi mandada construír pelo rei D.Sancho II em 1233.Era um templo românico de três naves e traça exterior semelhante à da Sé Velha de Coimbra.Foi destruída pelo sismo de 1755.
O concelho de Loriga(actual Região de Loriga)incluíu a àrea onde hoje existem as freguesias de Alvoco da Serra,Cabeça,Sazes da Beira,Teixeira,Valezim,e Vide.Inicialmente,desde o século XII,até ao início do século XIX,o Município Loricense,e até à inclusão de Valezim,não ia além da Portela de Loriga.
Alvoco da Serra,que recebera foral no século XVI,foi reintegrado no Concelho de Loriga no início do século XIX.Vide,que recebera foral no século XVII,foi reintegrada no Município Loricense na mesma época.
A bela e histórica Loriga é uma vila industrial desde princípios do século XIX.Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior,e só foi ultrapassada pela actual sede de concelho em meados do século XX.O grande dinamismo dos loricenses ultrapassou até os maus acessos,já que,durante mais de dois mil anos,e até à década de trinta do século XX,a única estrada existente era a velhinha estrada romana.
Mas,o génio dos loricenses está também patente no que é um dos exlibris de Loriga:Os socalcos e a sua complexa rede de irrigação que são ainda a marca inconfundível da paisagem loricense.Ao longo de centenas de anos,os loricenses construíram aquela obra gigantesca,tranformando um vale belo mas pedregoso,num vale fértil.
Loriga,tem enormes potencialidades turísticas,e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal,estão localizadas em Loriga.Loriga,é a capital da neve em Portugal.
As actuais sete freguesias do antigo Concelho de Loriga( incluindo a vila ),e as suas mais de trinta localidades anexas,constituem a Região de Loriga.As mesmas localidades constituem também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela,com sede na vila de Loriga.
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VIRIATHUS WAS BORN IN LORIGA

In 147 b.C.,thousands of Lusitanian warriors found themselves surrounded by the military forces of magistrate Caio Vetílio.At first this seemed like just another Roman attempt to seize the Iberian Península in the on going war in which the Roman Republic had led for years.But pursued by the enemy,the Lusitanians elect one of their own and hand him absolute power.Born in Lobriga,Lusitania,Lorica for the Romans,current Loriga in Portugal,this man,who for seven will taunt the Romans,is called Viriathus.
Between 147 and 139,the year in which he was killed (murder by Romans,he was assassinated while sleeping),Viriathus successively defeated Roman armies,led a greater part of the iberian peoples into revolt and was responsible for the beginning of the war of Numância.
After the murder,the Lusitanian guerrilla was continued to resist,"the women boke arms with the men,who died wiht a will,not a man of them showing his back,or uttering a cry.Of the women who were captured some killed themselves,others slew their children also with their own hands,considering death preferable to captivity".
Viriathus,is considered the first Lusian figure,and also national hero in Portugal.It was born without a doubt in the Hermínius,current Serra da Estrela,wehere he was shepherd since child,more precisely in Lobriga,Lorica for the Romans,current Loriga,in Portugal.
Viriathus,was praised had to is great qualities human beings,and of great strategist to military and diplomat,inclusively for the old Romans historians.Viriathus,proved that at the time,such as today,the individual capacities do not depend on the social estratum nor of the academical qualifications.Viriathus,was only one shepherd,accustomed since child to cover mountains of the heart of the Lusitania.
Roman,the superpower of the time,only obtained to arrange away it to win,resort to the shameful and dishonourable treason coward!Curiously,it was after an act of high treason of the part of the Romans,wich cost the life the thousand of disarmed Lusitanians,that Viriathus was elect to leader for is compatriots.
Viriathus,leader that it directed with effectiveness the resistence of the Lusitanians,ancestors of the Portugueses,against a powerful invader,is considered since its time an example to follow.
Viriathus,was a true military genious,politician and diplomat.But,moreover,he was the defender of a world asphyxiated by the great Roman dominion.The world in which he very roots of Portugal are implanted.
Viriathus,is a real portuguese national hero.
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A proposito do nascimento de Viriato.. gosto muito de Loriga mas tb gosto muito da verdade e dos factos. Sabe-se agora que Viriato é original da zona de Lisboa após a analise e datação dos escritos de Diodoro.. Afinal quem foi Viriato?

O nome Viriato pode até nem ser o nome original mas sim um nome atribuído pela circunstancia, efectivamente foi um dos líderes da Lusitania e confrontou os Romanos na Península Ibérica.

"Várias teorias são consideradas quando se refere à etimologia do nome de Viriato. O nome pode ser composto de dois elementos: Viri e Athus. Viri pode derivar:Da raiz Indo-Europeia “uiros”, “homem”, relacionada com força e virilidade; Do Celta “uiro”, “homem”; e das formas mais antigas “viros”, “viri”, “viro”, “viron” das quais deriva a antiga palavra para homem em Irlandês Arcaico;

Do Latin “viri” que significa homem, herói, pessoa de coragem, honra e nobreza.

De Viriato. Não se sabe a data nem o local exacto onde nasceu e a única referência à localização da sua tribo nativa foi feita pelo historiador grego Diodoro da Sicília que afirma que ele era Lusitani e que habitava do lado do oceano junto a um grande porto maritimo. Segundo Diodoro, Viriato pertenceria à classe dos guerreiros, a ocupação da elite, a minoria governante.
Ele era conhecido entre os Romanos como “dux” do exército Lusitano, como “adsertor”, “protector”, da Hispania, ou como “imperator” provavelmente da confederação das tribos Lusitanas e Celtiberas.

Espero que pelo menos se refiram a Diodoro neste blogue de forma a quem se interessa pela historia e as suas origens investigue as fontes de informação..quanto á tal Acel-Trebopala seria louvável todo o trabalho em que estão empenhados senão tivessem por detrás um sentido nacionalista, que chega a ser ridiculo, pois a Lusitania tratava-se de uma confederação de tribos...como hoje existe a CPLP não haja duvidas que Estrabão tinha razão..não se governam nem se deixam governar!" ....e ainda bem! O sentido universalista é uma das caracteristicas dos Lusitani..afinal o que veio a ser o Portugal de hoje! É com o espirito de cidadão do mundo que tenho orgulho nas minhas origens lusitanas..foi esse o principal legado dos Lusitanos!

Rui Leão
 
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