26 de junho de 2006

 

Mitos raianos ou campestres

Por aquí, especialmente as pessoas mais idosas, têm a mania de que tudo o que havia antigamente era mais saudável, que as pessoas viviam mais tempo que agora e de que os velhos é que têm a sabedoria toda, em resumo que uma vida dedicada ao estudo e a aprender de nada servem. Efectivamente, e aparentemente poderão ter alguma razão, mas se olhar-mos com uma visão analítica para o caso, logo veremos que nada disto é real. Quanto à saúde sabe-se perfeitamente que as pessoas morriam mais facilmente, só resistindo os mais sãos, verdadeira selecção natural. Até ao primeiro ano de vida mais de metade dos nascidos não resistia, mas desses ninguém se lembra, só se lembram daqueles que chegam a idades avançadas, um ou dois. E os outros? Era saudável ter a pocilga do porco à porta de casa? As galinhas no poleiro dentro de casa? Não ter esgotos nem àgua canalizada? Não haver vacinas e o médico nem vislumbrá-lo? Sinceramente, não sei quem poderá ter daudades de um tempo assim. Para não falar já da luz eléctrica, das reformas para os velhos, etc, etc.
Quanto à sabedoria, é uma sabedoria saloia, não me estou a referir à sabedoria popular, mas sim aquela feita de sabechices. Um exemplo. Para que era preciso saber os caminhos de ferro de Angola? Para um velho que não os sabe não se sabe nada. E os rios de Portugal na ponta da língua, começando de norte para sul e de sul para norte, mas é preciso ter cuidado e ninguém interromper a cantiga, porque senão tem de se voltar ao princípio. Afinal que sabedoria é esta?

Comments:
Foi a sabedoria que lhe incutiram varias decadas de ditadura.
Mas ou muito me parece, ou passamos do oito para o oitenta, sabendo-se que no meio e que esta a virtude. (dizem)

Um abraco fornense.
 
Até custa a crer que uma selecção natural deste calibre possa dar origem aos portugueses que temos por aí...

Um abraço,
Francisco Nunes
 
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