4 de maio de 2006

 

Senhora do Almurtão em poema de Eugene Galateanu

Aquí fica o registo com o agradecimento ao colega de Toulões.

A nomeada da Senhora do Almortão chegou às campinas da Roménia.
Eugene Galateanu (Poeta Romeno) deixou-nos uma estranha impressão (surrealista?) do local em que, provavelmente, tem lugar o maior acontecimento religioso da zona raiana.
Senhora do Almortão
Nas grandes cidades solitárias
Nas grandes cidades desertas comigo só na vida
Betão, aço e vidro eu desejo, Horus Deus menor
Eu, o herdeiro
Com o desaparecimento de um animal
Único amigo no caminho
Eu fui a guardiã dos mortos
Senhora do Almortão
Arranco-me do pesadelo
Desejava banir este coração de queixumes
Desejava partir deste cemitério
Esta capela na qual eu não quero entrar
Esta capela em ruinas
Este suave perfume de cadáver
Colunas caídas, do tecto avistamos o abismo
Esta capela onde eu não posso entrar
Esta capela onde não me posso esquecer, o meu estômago revolta-se de espanto
Esta capela onde me decomponho lentamente
Sobre o catafalco.

Este poema foi retirado ao Idanhense, pouco tempo antes dele se ter mudado para aqui. Desencantou-o e o postou-o em Abril do ano passado, também por alturas da Sra do Almortão.
Como este vizinho já não pode ser visitado na morada antiga, pela curiosidade, aqui fica o poema no original.
Senhora do Almortao
În marile oraşe solitare
În marile oraşe pustii, cu mine singurul în viaţă
Beton oţel şi sticlă şi doar eu, Horus, zeu minor
Eu moştenitorul,
Cu disperarea unui animal
Cu drumul singur prieten
Fug de castelana morţii
Senhora do Almortao
Mă smulg din coşmar
Vreau să alung acel cor de bocitoare
Vreau să ies din acel cimitir
Acea capelă, unde nu vreau să intru
Acea capelă, în părăginire
Acel miros dulce, de leş
Coloane căzute, prin tavan se vede hăul
Acea capelă unde nu pot să intru
Acea capelă unde nu pot să mă uit, stomacul mi se-ntoarce de groază
Acea capelă unde mă descompun încet
Pe catafalc.

Comments:
Bom e interessante poema.
 
Caro Idanhense (para mim continua a sê-lo), não tem que me agradecer.
O mérito cabe-lhe a si por ter desencantado este belo poema.

Cumprimentos.
 
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