24 de abril de 2011
Realmente não temos brio algum em Idanha-a-Velha
Desde há algum tempo que ando com vontade de colocar em público algumas verdades acerca das práticas que se vão padronizando e tornando banais em matéria de higiéne e limpeza na freguesia de Idanha-a-Velha. Sei que vou ser novamente alvo de critica, mas não me importo, pelo menos fico de consciência descansada.
Neste fim de semana alargado a aldeia histórica de Idanha-a-Velha foi inundada literalmente de pessoas em busca de verem pedaços da nossa história, turistas e muitos filhos da terra que vieram fazer umas mini-férias. Infelizmente foram vendo um rol de situações que em nada nos gratifica e que para nós constitui um péssimo cartão de visita. Desde o cruzamento até à aldeia os passeios estão de tal maneira inundados de ervas e outros detritos que em alguns casos os bancos de pedra são quase invisiveis. Dentro da povoação a situação não melhora muito, e à erva junta-se excremento de cão por tudo quanto é sítio. Até parece que não existe legislação sobre a presença de animais em espaços públicos. Mas nesta parte do mundo qualquer Lei só se cumpre se for para servir alguém, nunca a comunidade. O estacionamento esse é caótico. Tapam-se ruas, estaciona-se em contramão, no meio da estrada, em qualquer lado, é à vontade do freguês.
Tudo isto nas barbas das nossas Autoridades autarquicas dos diferentes graus.
Acho que está na hora de haver mudanças, da freguesia sair da letargia em que está enterrada há séculos, Idanha-a-Velha tem de deixar de viver na mentira e no faz de conta. Tem de deixar de fazer o papel de coitadinha e lutar pelos seus direitos, senão vai continuar a ver a banda e as verbas passarem para "outras mãos" onde há mais gente e mais votos.
| Aspecto do Quintal do Franco |
| Relance do passeio e de um dos bancos na estrada de acesso à povoação |
Etiquetas: Falta de brio, Idanha-a-Velha
